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Mochileiros do Piauí

Bem Vindos à Bolívia

Os mochileiros do Piauí visitam o lago Titicaca, a capital La paz e a Cordilheira dos Andes

25/03/2015 16:10h - Atualizado em 26/03/2015 10:23h

Texto e Fotos: Samuel Brandão e Clébert Clark

Essa é toda a vista da Cordilheira dos Andes

Depois de desbravar parte da América do Sul cruzando as estradas e os horizontes peruanos, os mochileiros do Piauí agora adentram um novo cenário, uma nova cultura, e ,sagrados pela boa ventura, o Piauí reverencia a Bolívia através de seus viajantes.

Nossa viagem pela Bolívia já começa com um fato inesperado, o nosso ônibus quase nos deixa para trás, quando, ao sairmos para tirar uma foto da placa, na fronteira Peru/Bolívia, fomos surpreendidos com sua partida repentina, sorte nossa que conseguimos alcançá-lo depois de muita correria, mas essa foi só um dos primeiros  “perrengues” da grande viagem. A primeira cidade a ser visitada nesse novo país é Copacabana com suas ilhas do Sol e da Lua que ficam na parte leste do lago Titicaca, uma verdadeira imensidão azul.

Copacabana

Copacabana é uma cidade simples e acolhedora porém sua maior atração turística é sem dúvida a Ilha do Sol, considerada sagrada pelos Incas, pois segundo a lenda, foi lá que nasceu essa civilização. Para chegar até a parte setentrional da ilha, o visitante tem que pegar um barco e atravessar parte do Titicaca, levando cerca de duas horas. Ao chegar lá, existe um caminho que liga o norte ao sul da ilha que é rota para um trekking de 3:30h (três horas e meia). O percurso é longo, às vezes cansativo, mas a possibilidade de fazer um bom exercício com uma brisa agradável, observando as aves imergindo no silêncio, além do azul celeste que afaga o azul do lago é um deleite para todos os sentidos.

Ao sair de Copacabana em direção a capital da Bolívia, La Paz, novamente aconteceu um imprevisto, primeiro, a frota de ônibus que nos levaria, não era da melhor qualidade em comparação à frota peruana e as bagagens eram colocadas amarradas em cima dos ônibus com uma rede. A gerente da empresa nos disse que o ônibus faria uma breve parada na cidade de San Paulo, mas quando chegamos lá para usar o banheiro, o motorista já partia com o veículo fazendo menção que iria parar logo adiante, gritando “La barca, La barca”. Ficamos sem entender e quando percebemos, o ônibus subia numa velha balsa de madeira e partia navegando, estávamos novamente às margens do lago Titicaca, à noite, vendo nossas mochilas se distanciarem. Consternados, a única coisa que avistávamos eram as luzes do ônibus balançando em meio à escuridão. Tivemos então que pagar a lotação inteira de um barco menor para poder alcançar o ônibus com nossas bagagens. Chegando do outro lado, na cidade de San Pedro, num frio extremo, o veículo já se despedia novamente e lá estavamos em outra correria. Mas enfim, alcançamos.

La Paz

Apesar dos percalços, enfim, encontramos a Paz. As luzes da capital boliviana brilhavam diante de nossos olhos. La Paz é a capital mais alta da América do Sul tem 3.640 m de altitude e sua paisagem é marcada por altas montanhas pertencentes à Cordilheira dos Andes.

Alguns dos principais pontos turísticos de La Paz são: o mercado das Bruxas, onde pode-se encontrar uma variedade de artesanato e roupas com preços muito baratos, as ruínas da cidade de Tiwanaku, um importante sítio arqueológico de origem pré-colombiana, o Valle de La Luna com suas formações rochosas peculiares  e Chacaltaya, uma estação de esqui desativada onde é possível subir seus 5.400 m e avistar quase todas as montanhas que formam a Cordilheira.

Pra quem gosta de consumir cultura com os olhos e se possível com o bolso, o mercado das Bruxas é um importante centro comercial da capital boliviana. Lá se vende muito artesanato Inca, especiarias, toda uma sorte de tecidos feitos com lã de lhama, instrumentos musicais, ervas e remédios naturais. Vielas com ruas de paralelepípedos e muitas cores é o que você vai encontrar.

Tiwanaku foi um importante centro administrativo, ritualístico e cosmológico, que teve seu apogeu no ano de 300 a.c e influenciou a civilização Inca. Em suas ruínas, podem ser encontrados diversos monólitos de mais de 3m de altura talhados em rocha, além de templos que reverenciam as divindades e as autoridades, como no templo de Kalasasaya, onde foram talhados os rostos de vários sacerdotes. No museu, encontra-se muita da arte produzida no período, principalmente relíquias em cerâmica. Hoje Tiwanaku é considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

A uns 10 Km do centro da cidade, existe um lugar com uma aparência geográfica bem estranha, é o Valle de La Luna, o passeio de 45 minutos pelas suas trilhas e cânions revelam um vale de formações arenosas que mais parecem a superfície da lua.

O Chacaltaya é um dos menores picos da Cordilheira dos Andes, tem 5.421 m de altura, mesmo assim foi considerada a mais alta estação de esqui do mundo. Hoje em dia, se encontra desativada por conta do derretimento da neve provocada principalmente pelo aquecimento global. Segundo estudiosos, em 50 anos toda a neve da Cordilheira já não existirá mais. Para chegar em Chacaltaya é muito barato, foram apenas R$ 8,00 reais para ver toda a Cordilheira dos Andes, para esse passeio existem diversas empresas turísticas com vãs que levam os visitantes até uns 5.200m de altura, os outros 300 metros são percorridos a pé. A pressão atmosférica é muito forte nessa altitude, mesmo para nós que já estávamos acostumados, a cada 5 passos que dávamos havia um descanso de 5 minutos, em compensação o visual é incrível, de lá pode-se avistar quase toda a Cordilheira dos Andes, contemplar o silêncio da neve que cobre as montanhas, as nuvens que passeiam com suas sombras pela terra e montar, literalmente, na coluna vertebral da América do Sul.

Próximo destino dos Mochileiros do Piauí: O Deserto de Sal de Uyuni e o Deserto do Atacama no Chile.

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Fonte: Mochileiros do Piauí
Edição: Samuel Brandão
Por: Samuel Brandão

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