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Megazord

Coringa é bem avaliado e levanta debates sobre “violências justificáveis”

O filme conta a história de origem de um dos vilões mais insanos e marcantes da Dc Comics.

17/09/2019 13:35h - Atualizado em 17/09/2019 13:54h

A estreia comercial do filme “Coringa” (Joker, no original) está prevista 03 de outubro. Contudo, o longa já tem dado o que falar nos festivais onde já foi apresentado. Em Veneza, ganhou o Leão de Ouro. Em Toronto, foi ovacionado pelo público. No termômetro dos críticos, o filme está com nota 9,5 de 10, segundo o IMDb  e 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. 

O consenso dos críticos sobre a produção, de acordo com os sites especializados, é de que o Coringa dá ao seu infame personagem central uma história de origem assustadoramente plausível que serve com vitrine para sua estrela, e uma evolução sombria para o cinema inspirado em história em quadrinhos. Mas, qual o diferencial de Coringa?

A produção dirigida por Todd Phillips e protagonizada por Joaquin Phoenix, conta a origem de Coringa, um dos rivais mais marcantes do universo da Dc Comics, inserido no universo do Batman. A aposta tem sido alta. Apesar de ser inspirada na História em Quadrinho, o filme segue uma narrativa própria e é neste ponto em que começam as polêmicas sobre a produção. 


Joaquin Phoenix dá vida ao vilão. Foto: Divulgação/Warner

Até então, nos cinemas, só conhecíamos a “versão final” de Coringa, ou seja, quando ele já era o vilão sanguinários e sem limites, como por exemplo em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’ (2008), Heath Ledger interpretava o vilão, que inclusive ganhou o Oscar, como melhor ator coadjuvante. No filme de Phillips, a história começa bem antes, quando Arthur Fleck, nome real do personagem, ainda era um “sujeito aparentemente normal”.

O longa mostra todo o processo que transformou Arthur em Coringa, incluindo o contexto político e social da época, precisamente 1981, na fictícia cidade de Gotham. Os problemas mentais, a zombaria, humilhação, as agressões físicas e emocionais que levam o personagem ao colapso, que resulta na insanidade sem limites de Joker. O filme é um alerta gigantesco que aponta, dentre outras coisas, para os cuidados com a saúde mental.

Algo que tem sido bastante recorrente nos cinemas é a reversão do vilão, ou seja, é quando se cria uma empatia da parte do espectador e a justificativa para ele fazer o que faz é “aceitável”, o que de certa forma em alguns casos, pode ser algo um gatilho para quem o assiste, ou não. 


De Arhtur a Joker. Gif: Reprodução/Tumblr

 Um exemplo disto é o caso de Aquaman, também da DC Comics, onde o vilão queria acabar com a população da Terra porque os mesmos estavam poluindo os oceanos. Ou, porque não citar Thanos, da Marvel, que desejava exterminar metade do universo para que houvesse equilíbrio e ninguém passasse por necessidades. Apesar dos exemplos parecerem distantes, se pensarmos bem, não são. 

Cabe aqui explicar que, há uma diferença entre vilão e anti-herói. O primeiro é essencialmente do mal, ele está ali para brigar com o mocinho, seja por qual motivo for, ele só pensa em si. O anti-herói, diferente do vilão e do mocinho, é guiado pelo seu próprio julgamento das coisas, ele tem sua parte boa, mas isso não quer dizer que não vá assassinar alguém se for preciso. Ele faz o que precisa ser feito para resolver a situação. Como exemplos de anti-heróis, temos Logan, Justiceiro, Deadpool, Elektra e outros. 

Por esses e outros pontos, Coringa chega aos cinemas com um desafio gigante. As exepectativas dos fãs estão altíssimas para conferirem de perto a produção sobre o vilão, que anteriormente nas telonas era o coadjuvante. Sua última aparição foi em Esquadrão Suicida, interpretado por Jared Leto e que também foi cercado por polêmicas. Com pouco mais de duas horas de duração, “Joker” estreia nos cinemas brasileiros na primeira semana de outubro com classificação indicativa de 16 anos. 



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