• Campanha Mobieduca
  • Teresina shopping
  • HEMOPI - Junho vermelho
  • ITNET
  • Novo app Jornal O Dia
  • TV O DIA att
M³

Quanto maior a bolsa, maior a bagagem

Como a maioria das mulheres, vivemos a máxima “uma mulher prevenida vale por duas” ao extremo e, na prática, valemos por pelo menos cinco.

27/05/2013 20:49h - Atualizado em 28/05/2013 12:44h

Admiramos muito quem consegue carregar bolsas pequenas, leves, funcionais. Bolsas que contém somente o que é estritamente necessário ao dia a dia. Sem blocos com anotações antigas, cinco canetas ao invés de uma, maquiagem que não teremos tempo de usar no meio da correria, pinças, tesourinhas, linha e agulha, pen drives cheios, várias cores de batons, perfume, etc.

Como a maioria das mulheres, vivemos a máxima “uma mulher prevenida vale por duas” ao extremo e, na prática, valemos por pelo menos cinco. Pensamos que se cair comida sobre nossa roupa, teremos lencinho umedecido para limpar. Se um botão cair, teremos um kit emergência. Ah, mas se o problema for dor de cabeça, não precisaremos ir a uma farmácia (existente em quase toda esquina), temos uma dentro da bolsa. Se, se...

Esse “se” é, para a maioria de nós, um “estou pronta pra guerra”. Viver não é simples e encaramos o desafio tentando nos precaver de tudo. Quando nos tornamos mães, acrescente à lista de preocupações uma coleção para quando você tiver que levar os pequenos ao trabalho ou mesmo para entretê-los no restaurante. Lenços para caso de gripes e resfriados, amarradores de cabelos para as meninas, entre muitas outras coisinhas.

Viajar, ah, este deve ser um capítulo à parte. Um final de semana fora de casa nos rende malas transatlânticas. Sempre pensamos na necessidade de estarmos prontas para o tempo frio, nem que estejamos indo para Simplício Mendes, ou para o calor, mesmo se o nosso destino for o Polo Norte. É o famoso “vai que...”, né.

Pois bem, somos mortais normais e, como a maioria, temos um quê de loucura quando se trata de se sentir pronta para o que der e vier. Vimos nos últimos dias, uma reportagem no Jornal O Globo sobre a opção por ter vidas mais simples, entenda bem, simples e não simplória. A matéria mostra casos de pessoas que adotaram medidas como não ter tantos eletrodomésticos em casa ou reduzir a quantidade de móveis. Manter os livros em dispositivos como tablets ou kindle, ao invés de encher as prateleiras. Reduzir as contas de e-mail, a presença nas redes sociais, limitar a quantidade de aparelhos celular, aparelhos em casa (blu-ray, dvd, tv por assinatura, etc). Entre outras coisas.

De fato, acreditamos que a vida pode (e até deve) ser mais simples. Sabemos que nós mesmas costumamos complicar bastante a nossa vida à medida em que compramos produto de limpeza específico para cada fim (banheiro, chão da cozinha, pia da cozinha, desengordurante, lustra móveis, etc) quando sabão e água sanitária resolve quase tudo, por exemplo. Mas, também nos perguntamos muito sobre a liberdade de escolher sem amarras, sem restrições, podendo, inclusive, optar por nenhuma das possibilidades postas.

Nóia à parte, toda e qualquer regra nova, até mesmo essa que estaria nos “libertando” do nosso auto boicote estimulado pelo consumo e pela necessidade de ter as coisas, aprisiona em um modo de ver e de se relacionar com o mundo restritivo. Por isso, concordamos com o senhor Leonardo Boff, que diz: “liberdade é capacidade de auto-determinação”. Ponto.


Deixe seu comentário


Notícias Relacionadas