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Quando o exagero toma conta...

Por que tudo agora é bullying?

18/05/2011 09:06h

Bullying. Se ainda não ouviu essa palavra por aí, certamente você se encaixa em uma das opções abaixo:

a. Estava em viagem espacial para outro planeta ou estrela;

b. Estava em coma profundo nos últimos 2 ou 3 meses;

c. Estava em retiro espiritual no alto de uma montanha desabitada, sem rádio, TV, jornal ou pessoa qualquer por perto;

O fato é que o termo bullying tem sido repetido exaustivamente em matérias de TV, em revistas, em jornais, nas filas de banco, nas conversas de pais e mães nas portas das escolas, em batizados, aniversários, velórios e afins. O bullying se caracteriza por agressões físicas ou verbais feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um colega.

As vítimas de bullying costumam ficar cada vez mais acanhadas, amendrontadas e receosas de ir à escola devido às agressões sofridas por parte dos colegas.

Psicólogos, pedagogos e pais vêm debatendo o assunto na intenção de minimizar a ocorrência de tal forma de violência, e algumas escolas têm adotando medidas severas para coibir a prática. Atitudes louváveis, como qualquer atitude que vise a diminuição da violência.

Mas nos parece que há uma exagero ou uma banalização do termo bullying. Criança é um serzinho cruel - quem não sabe disso precisa começar a conviver mais com os pequenos. Quando éramos crianças, os mais gordinhos eram apelidados de rolha de poço, os muito altos de espanador da lua, as magricelas de Olívia Palito. Se usava óculos era quatro olhos, se tinha orelhas grandes era orelhão da Telepisa, e por aí ia. Era ruim ser alvo de chacota dos colegas? Sim, claro que era. Mas era divertido revidar com mais chacota. O que nos parece é que hoje querem que as crianças sejam criadas em redomas, intocáveis. Criança, no nosso modo de ver, deve ser preparada para reagir a esse tipo de agressão, para se defender, para "mangar" do outro também e, a partir de suas experiências, aprender a lidar com seus defeitos, com suas virtudes e também com as fragilidades alheias.

Somos de um tempo que as crianças se divertiam vendo a Mônica correr atrás do Cebolinha e isso não era crime. Somos de um tempo que ter apelido era regra, não exceção. Somos de um tempo em que era possível se divertir sem machucar ninguém e que as coisas (principalmente na infância) não eram tratadas com tanta radicalidade e rigidez.

Talvez soe estranho ouvir de duas mães esse tipo de argumento mas, na verdade, defendemos apenas que a vida possa ser mais leve, com mais brincadeiras (saudáveis, claro) e boas lembranças.


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