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M³

Os limites da proteção

Mulher Mãe Moderna

16/09/2012 16:15h

"Assaltantes invadem Casa Lotérica e fazem reféns no bairro Mafuá", "Mulher é feita refém após discussão em ônibus coletivo", "Filho de ex-vereador de Teresina é assinado a facadas". Essas são algumas das manchetes que estamparam as homepages de portais de notícias de Teresina. Não que a violência urbana seja novidade, mas o fato é que é nesse mundo que estamos criando nossos filhos e é preciso prepará-los para o que lhes espera.

Ao mesmo tempo em que tentamos protegê-los, evitando lugares que possam representar riscos, adiando ao máximo a idade em que pegarão ônibus sozinhos ou mesmo andarão de bicicleta na rua, a verdade é que não podemos protegê-los nem mesmo da sensação de insegurança que rodeia a todos nós. A percepção de que o mundinho que os rodeia não é tão seguro quando tentamos propor a nossos filhos logo se mostra quando os pequenos se deparam com situações reais de violência.

Na última terça-feira, um assalto em um ônibus, com direito a refém e assaltante feridos, rendeu olhos assustados e uma conversa franca com um adolescente de 14 anos e uma criança de 8. O assalto aconteceu na frente da escola e, embora eles estivessem protegidos pelos muros da instituição, foram atingidos pela sensação de que o mundo não é um lugar tão seguro assim.

Foi preciso explicá-los que essas coisas acontecem, que há pessoas que assaltam, pessoas que matam, pessoas que ferem. É claro que a pergunta "por quê?" foi repetida infinitas vezes, e para ela não há respostas simples. Tão difícil quanto tentar achar explicação simples para a violência urbana foi ter que explicar aos pequenos como se precaver dela. "Não discuta com assaltante, filho. Entregue tudo o que ele pedir. Não importa se o celular é novo: celular a gente compra outro; sua vida, não. Fique calmo. Lembre que talvez o assaltante não tenha nada a perder em lhe ferir. Não olhe nos olhos. Obedeça." Dureza dar essas instruções quando queríamos garantir que o mundo em que eles vivem é um lugar seguro.

Infelizmente, a redoma que tanto desejaríamos construir para nossos filhos mostra logo sua fragilidade quando eles precisam encarar a vida de frente e dar alguns passos sozinhos.
Além de dar todos esses conselhos e orientações, o máximo que nos cabe é rezar para que estejam bem e que ninguém lhes faça mal. E só.


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