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Era só o que faltava...

Mães realizaram mamaço em São Paulo

25/05/2011 20:22h

Semana passada deu vontade de sair gritando em direção às rotativas e apertar o botão para impedir que as máquinas de impressão do jornal continuassem seu trabalho.

Isso porque depois da coluna feita, diagramada e devidamente ilustrada pelo amigo Jota A, soubemos que mulheres estavam fazendo um protesto mais que interessante em São Paulo: o "mamaço".

A ideia - mais que original e criativa - chamou a atenção do país para o fato de que uma mãe foi impedida por uma funcionária de uma galeria a amamentar sua filha, um bebê de poucos meses que, graças à responsabilidade dessa mãe, recebe leite materno.

Indignadas com a história, um grupo de mães lactantes participou de uma mobilização via redes sociais e decidiram voltar à tal galeria devidamente acompanhadas pelos seus bebês para realizar um "mamaço", ou seja, para um momento de amamentação coletiva. Resultado disso foi o comentário nacional sobre o movimento, que ganhou inclusive o apoio do diretor da Galeria, que assumiu o erro pela tal funcionária e ainda apoiou o protesto.

Quando soubemos disso tudo, era um pouco tarde para tratar do assunto neste espaço, porém, ainda é possível resgatar a história, não somente pelo protesto em si, mas pela absurda proibição imposta a uma mãe que queria amamentar sua filha. Vamos lá.

Em primeiro lugar, a amamentação, na nossa opinião, é uma obrigação materna que faz parte do pacote e, independente de deixar os seios "diferentes", deve ser encarada com a naturalidade que a natureza impõe.

Salvo os casos em que há algum tipo de impedimento na saúde da mãe ou da criança, a amamentação é um dever da mãe e um direito da criança, que precisa ser respeitado não apenas por quem pretende gerar um filho, mas por todas as instituições - sejam elas privadas ou públicas.

O fato é que poucos (na verdade raríssimos) estabelecimentos no país oferecem o mínimo de conforto e discrição para as mulheres que precisam amamentar. Sem opção, amamentamos nossas filhos de pé, sentadas, caminhando, seja como for. E fazemos isso por que en tendemos que satisfazer nossos bebês está acima de qualquer pudor - nosso ou de quem por ventura possa se incomodar com uma mulher que amamenta.

Antes de ter filhos, realmente, a ideia de abrir a blusa em ambientes públicos de nada agradava, mas, depois da maternidade, não tem choro de bebê que nos faça achar que a vergonha pode ser maior que a sensação de dever cumprido.


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