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M³

Entre proteger e preparar

Tem sido preocupação compartilhada entre as M³ a dúvida sobre como proteger nossos filhos

18/02/2011 12:57h


Somos M³ (nomenclatura nossa) e isso não é mais novidade. No entanto, ainda nos surpreendemos como algumas coisas que nos atormentam, na verdade, são pontos comuns entre pessoas como nós.

Um dia desses, conversando com uma amiga, descobrimos que tem sido preocupação compartilhada entre as M³ a dúvida sobre como proteger nossos filhos, mostrar a eles qual o caminho certo, mas sem fazer com que os mesmos cresçam puros ao ponto de não saberem se defender das maldades do mundo, ou melhor, das pessoas.

Nossa amiga contou que o seu filho, para não ter o estimado álbum de figurinhas da Seleção Brasileira amassado dentro da mochila, colocou o volume sobre a bolsa enquanto ia ao banheiro, dentro da escola. Quando voltou, o menino foi surpreendido com a ausência da coleção que estava mantendo sob todo zelo e cuidado.

Ao ser questionado pela mãe sobre o que poderia ser falta de cuidado do menino, ele logo justificou a decisão e disse: "eu não sabia que as pessoas pegavam o que não é seu". Nesse momento, a mãe se deu conta de que a decisão tinha sido motivada, sobretudo, pela pureza do menino.

Ouvindo essa história, nos lembramos de todos os momentos em que vivemos conflitos semelhantes. Mesmo tendo plena consciência de que nosso papel é, sobretudo, ensinar valores morais que poderão guiar nossos filhos em todas as fases de suas vidas, como fazer com que eles saibam identificar a maldade alheia sem que precisem ser vítimas para saberem como lidar com isso?

Se existe resposta para isso, definitivamente, não sabemos. Temos noção apenas de que em alguns momentos somos obrigadas a fazer o papel de algoz para que eles entendam do que se trata sem que sejam expostos às situações. Se as crianças maiores não querem mais brincar com eles porque já estão em outra fase e a criança não consegue entender o distanciamento dos antigos coleguinhas, não resta opção senão chamar para uma boa conversa franca e expor claramente do que se trata a questão. Seja qual for a situação, o difícil mesmo é achar o ponto de equilíbrio entre desconfiança e pureza - não queremos filhos ingênuos mas eles também não devem ser excessivamente descrentes da bondade humana. Talvez a exata proporção entre desconfiança e pureza ainda seja um mistério até para nós.


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