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Começou com o gelol

Um comercial de Gelol fez história com a célebre frase " não basta ser pai, tem que participar"

27/08/2012 10:17h

Nos anos 80, um comercial de Gelol fez história com a célebre frase " não basta ser pai, tem que participar". Mudanças lentas, mas profundas, reconfiguravam as figuras paternas e maternas nas famílias brasileiras. As mulheres/mães buscavam cada vez mais o trabalho fora de casa e com isso os homens/pais passaram a ser exigidos nas tarefas relativas aos filhos. O bordão de Gelol de fato "pegou", por refletir uma época de transformação nas relações familiares. Agora se esperava dos pais mais que o sustento financeiro dos filhos e da família.

Esperava-se que pudessem cuidar dos filhos, apoiá-los e realizar algumas daquelas tarefas que antes eram reservadas apenas à mãe. Do pai disciplinador e provedor passa-se a um pai mais presente e afetivo, embora as obrigações com os filhos continuassem sendo desempenhadas em sua maioria pelas mulheres.

Três décadas depois, nos deparamos com algo impensável à época dos pais Gelol: pais que decidem cuidar sozinhos de seus filhos, sem a ajuda das mães. Exemplo disso é o professor Marcos Antonio Mendonça Melo, de Campinas-SP. Ao saber que a namorada estava grávida, mas não queria ser mãe, o professor decidiu cuidar do bebê sozinho. Consegui na Justiça o direito à licença-paternidade de quatro meses, e assim pôde cuidar do pequeno Nicolas, que hoje já tem 6 meses.

Em um comovente relato em primeira pessoa, Marcos Antonio contou ao portal Folha as dificuldades dos primeiros dias com o bebê, as noites sem dormir, as cólicas do filho. Em suas palavras, nada de novo para nós: a sensação de que completo desamparo que acompanha as mães de primeira viagem, o medo de não dar conta do bebê, de não entender suas necessidades. A única diferença aqui é que temos um homem nessa posição.


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