• Campanha Mobieduca
  • Teresina shopping
  • HEMOPI - Junho vermelho
  • ITNET
  • Novo app Jornal O Dia
  • TV O DIA att
M³

Caçula ou Peter Pan?

A difícil tarefa de deixar os caçulas crescerem

27/02/2011 00:00h

Filhos não crescem nunca – são sempre crianças para as mães. Mas tem um tipo de filho que parece sofrer ainda mais da Síndrome de Peter Pan: o caçula. Por mais que insistam em dizer que querem ver os filhos maduros e bem resolvidos, as mães muitas vezes "seguram" seus caçulas, mesmo que sem perceber.

Egoísmo? Certamente. Mas não proposital. Ver que o último de seus rebentos está ganhando asas e que depende cada vez menos de você faz com que a mãe acabe por tentar atrasar um pouco esse processo que ela já viu acontecer com os outros filhos mais velhos. Sabendo que aquele é o último bebezinho da casa, a mãe (ou os pais mesmo) acabam por retardar os passos que levam à independência do filho, já prevendo que se tornarão desnecessários para o pequeno. E que mãe quer se sentir desnecessária?

Imagine que uma de nós (adivinha qual...) percebeu há pouco tempo que até hoje não tirou a fralda noturna do caçula de quase cinco anos! Sim, os irmãos mais velhos deixaram de fazer xixi na cama por volta dos dois ou três anos, mas o caçula não teve até hoje o mesmo estímulo pra aprender a controlar a bexiga durante o sono. Pior que constatar a própria falha foi reconhecer a dificuldade imensa que vai ser passar pelas gôndolas de fraldas descartáveis no supermercado e não comprar aqueles pacotes "fofos", pela primeira vez em anos. O que dói na verdade é saber que a carreira de mãe de filho pequeno está acabando e que o bebê da casa caminha rapidamente para a independência cada vez maior da mãe.

Uma de nós (adivinha qual...) viveu na pele as regalias e dificuldades de ser caçula. De um lado, fica a ótima sensação de ter sempre ajuda para fazer as atividades mais chatas, como cortar a carne, amarrar os cadarços do tênis ou arrumar a cama - mesmo depois de virar uma criança bem crescidinha; ou enfrentar fila de banco na adolescência enquanto os pais aproveitam o tempo para resolver outras coisas.

Por outro lado, as vantagens do ser caçula - como tudo nessa vida cheia de causas e consequências - pode nos trazer dificuldades futuras. Uma delas é perceber que o auxílio materno constante nos faz temer a suspensão da "assessoria" sempre vigilante e também traz uma insegurança tremenda a respeito do que somos capazes de fazer sozinhos - sem fraldas noturnas quando já sabemos ir ao banheiro sozinhos, sem a vigilância desnecessária e com o espaço para errarmos.


Deixe seu comentário


Notícias Relacionadas