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M³

(Ab)uso absurdo

Contra crianças e adolescentes

27/05/2012 00:00h

Não é necessário recorrer a qualquer dicionário de Língua Portuguesa para entender que abuso pressupõe o uso extremado, inadequado, exacerbado, indevido. Um usuário mediano da língua compreende bem o sentido proposto a partir do termo.

Partindo deste entendimento prévio, partimos da questão da nomenclatura ou referência, para perceber que o "abuso de crianças e adolescentes" já parte de uma noção absurda de que é permitido fazer uso deles. É como se estivesse cristalizada a ideia de que as crianças pudessem ser manipuladas, ordenadas e conduzidas esquecendo de que elas são sujeitos - na medida do possível e de sua idade (obviamente) - de sua própria vida e, principalmente, de que não são objetos disponíveis ao uso.

Talvez em outro tempo, quando os pequenos não tinham o direito à voz diante dos adultos, o uso (ou abuso) fosse considerado corriqueiro. No entanto, em pleno século XXI, um depoimento franco, sincero e emocionado da Xuxa relatando as violências que sofreu durante sua infância, revolta e faz trincar qualquer silêncio a que os casos de abuso contra crianças e adolescentes pudessem estar submergidos no Brasil até os dias de hoje.

O depoimento de uma mulher que é simbolo para gerações de crianças brasileiras relatando o drama de uma adolescente que cresceu tentando esquecer a aproximação suja de quem não soube respeitar sua fragilidade, que se aproveitou da relação familiar para transgredir e violentar, renova em todos o sentimento de revolta e indignação diante de atos tão indignos.

O grito dado pela apresentadora em rede nacional, sem dúvida, redime qualquer equívoco e mostra como todas as crianças e adolescentes são frágeis e, portanto, precisam ser cuidadas, observadas e orientadas sob a proteção dos pais até que saibam como se defender sozinhas.


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