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M³

A minha primeira vez

Nova M³ experimenta seu primeiro Dia das Mães

09/05/2013 08:00h - Atualizado em 09/05/2013 11:06h

Viviane Bandeira

Jornalista, mãe da Laura e nova M³

Eu sempre achei que entendia o significado do Dia das Mães. Na minha casa, essa nunca foi uma data meramente comercial, um dia feito para dar presentes. É claro que sempre presenteamos a minha mãe, mas o Dia das Mães em minha casa sempre foi um dia para se estar junto, almoçar juntos, sorrir, aproveitar o tempo. E o presente não precisava ser, obrigatoriamente, comprado. Podia ser um sorriso, um bilhete, uma mensagem, coisas do coração, que o dinheiro não alcança.

Mas a verdade é que, até hoje, eu estava enganada. Vivi trinta e cinco Dias das Mães sem saber realmente o que era. 

Viviane Bandeira e Laura

Há 20 dias eu me tornei mãe. Há 20 dias, sinto a maravilhosa sensação de ter Laura nos braços, observar seus traços e me deliciar com cada pedacinho do dia: as mamadas que duram horas, o chorinho que me corta o coração, as noites insones e as lindas carinhas e bicos que ela faz. E é por esse motivo que posso dizer que, agora sim, sei o que é o Dia das Mães.

Essa data não é mesmo um motivo para sairmos às compras, nem mesmo foi feita para que declaremos o nosso amor por aquela que nos deu a vida (que clichê!). 

Depois da chegada da Laura, eu descobri que o Dia das Mães foi especialmente feito para que nós, mães, celebremos a nossa nova natureza, a mudança de nossa constituição. 

Sim, continuamos a ser mulheres, profissionais, esposas, namoradas, modernas, vaidosas, e mais uma infinidade de coisas que sempre fomos. Mas algo em nosso interior muda profundamente quando nos tornamos mães. Não estou falando de personalidade, de repentinamente você se tornar a mais dócil das criaturas e esquecer de vez seu temperamento difícil, só porque o seu bebê nasceu. Nada disso. Falo da mudança de perspectiva em nosso cotidiano.  

Pelo menos comigo, foi isso o que aconteceu. Desde a notícia da gravidez, essas mudanças de que falo foram gradativamente ocorrendo: era mais importante estar confortável que estar bonita; o cuidado com a alimentação virou rotina; meu ritmo naturalmente acelerado foi reduzido... 

Nada comparado à grande mudança ocorrida no dia 22 de abril de 2013, quando um novo mundo descortinou-se aos meus olhos e eu descobri do que as mães são feitas. 

Há em nós uma força que nos mantém acordadas por dias e dias, mesmo após diversas noites em claro. E mesmo quando estamos cansadas de tanto amamentar-trocar fraldas-acalentar-amamentar-dar banho-por pra dormir-amamentar-trocar fraldas, basta olhar aquela pessoa tão pequenina, aquelas mãozinhas pousadas em nosso seio, que nossos olhos se enchem de emoção e a alegria é tanta que não há o que dizer... 

É para isso que existe o Dia das Mães. Para que possamos festejar por já não sermos feitas de pele, ossos, músculos e órgãos. Toda mãe é feita de alma. É com a alma que ela pensa e age, ri e chora. E é através dos olhos do filho que ela conhece as belezas do mundo. 

Hoje é meu 36º Dia das Mães. O 1º como mãe. E posso dizer que não há, em todo o mundo, presente melhor nem mais valioso que mergulhar nos olhos de Laura, tê-la nos braços, sentir seu cheiro e saber que o amor que nos une é indissolúvel e que eu me apaixonarei todos os dias pelo que ela representa: o mais puro milagre da vida, a essência do amor. 


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