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Logosofia

Vamos jogar futebol?

Os incontáveis escândalos de corrupção que vemos em nosso país e no mundo reforçam em mim a vontade de mudar o mundo.

14/07/2019 09:00h - Atualizado em 12/07/2019 13:01h

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Vamos jogar futebol?

“E começa mais um clássico no gramado. A paciência sai com a bola, passa para a honestidade, a honestidade toca para a perseverança, que chama a veracidade, a veracidade tenta um passe mais longo, mas perde a posse de bola para a hipocrisia... a hipocrisia chama a indiferença, a indiferença toca para a indiscrição, a verborragia tenta chegar junto, mas a concisão chega a tempo… que bela recuperação de bola!!!”

Você já viu um jogo de futebol assim? Pois eu já, na verdade assisto a um jogo como esse todos os dias. Essa disputa acontece dentro de mim. Quem nunca viveu os dilemas: contar ou não contar a conversa que ouvi do chefe?, cortar ou não a fila do engarrafamento pelo acostamento?, devolver ou não uma bolsa que achei na rua e que sempre quis ter?, oferecer ou não uma ajuda quando estou com pressa?, falar ou não para o garçom que a conta veio faltando um valor?... Esses são só alguns exemplos dos muitos duelos que acontecem dentro de mim.

Os incontáveis escândalos de corrupção que vemos em nosso país e no mundo reforçam em mim a vontade de mudar o mundo. Porém, não sinto vocação para assumir cargos importantes ou me envolver na política. Então, como ajudar a mudar o mundo?

Seria hipocrisia da minha parte exigir que os políticos que escolhi para me representar no governo sejam honestos, se eu mesma for desonesta, ao não devolver algo que encontrei na rua, não acham?

Isso é algo muito simples de concluir, mas muito difícil de colocar em prática. Pois foi assim que me vi diante daquele linda bolsa, que eu nunca tinha conseguido comprar e, por uma casualidade, estava em minhas mãos! Pela boa educação que recebi de meus pais, em nenhum momento cogitei ficar com ela. Mas isso não impediu de ver dentro de mim alguns movimentos: “Por que eu devo devolver algo que achei na rua? Quem me garante que, se fosse eu quem tivesse perdido a bolsa, a pessoa que a encontrasse também me devolveria? Se eu a encontrei, quem sabe não era para ser minha? Além do mais, ela é tão lindaaaaa…”

Entendi que não basta eu devolver a bolsa porque assim me ensinaram, se dentro de mim persistirem pensamentos de corrupção. A cada um desses movimentos mentais a Logosofia dá um nome, que eu estou aprendendo a identificar: ambição, egoísmo, propensão a confiar no acaso, isentando-me da responsabilidade por minhas ações, entre tantos outros. Foi com estes conhecimentos que consegui, muito mais do que com resignação, e sim com verdadeira convicção, devolver a bolsa à sua dona, ficando quite com minha consciência e fortalecendo ainda mais os valores que quero que rejam o mundo.

O jogo de futebol continua acontecendo, a bola está em campo todo o tempo, desde que acordo até a hora em que me deito. Ao devolver o que não é meu, ao respeitar a lei não passando pelo acostamento, ao ser paciente ajudando o outro, estou dando a contribuição que cabe a mim para um mundo melhor. Por outro lado, quando sou desonesta em não falar para o garçom que a conta veio errada ou sou indiscreta a conversa que ouvi, estou contribuindo para piorar o mundo.

E aí, em qual time você quer jogar? Qual time você quer que ganhe? O que me resta a dizer é que vença o melhor. Bom jogo para todos!

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Para saber mais...

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Fonte: Cecília de Carvalho Faria – Belo Horizonte/MG– Pesquisadora da Ciência Logosófica.

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