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Quem anda na garupa não segura as rédeas

Autor: Rodrigo Pereira Guimarães – Brasília/DF – Pesquisador da Ciência Logosófica.

02/06/2019 07:00

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“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação. 

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

Quem anda na garupa não segura as rédeas

Observando o mundo em que vivemos, tenho a impressão de que muitas pessoas não sabem o que de fato existe dentro de suas mentes. Elas acreditam que são donas de seus pensamentos, palavras e atos.

Buscando orientação sobre como mudar a mim mesmo, fui aconselhado a primeiro olhar o que acontece dentro de mim. Olhei. Num primeiro momento, não vi nada. Mas depois descobri que vários pensamentos povoavam minha mente, que tinham vida própria e que muitos deles me atrapalhavam.

No estágio do curso de Direito, percebi que eu fazia excessivas perguntas a minhas supervisoras e meu colega. Na maioria das vezes, as fazia sem pensar, sem sequer tentar encontrar por mim mesmo a resposta. Perguntava “no automático”. Havia algo dentro de mim que mexia minha boca e me fazia perguntar. Se minha vida se comparasse à condução de um cavalo, seria como se eu estivesse na garupa!

Então, como isso me incomodava, comecei a observar com mais atenção o que acontecia em minha mente. Até o ponto de ver a pergunta surgir dentro de mim, num impulso quase incontrolável, mas a tempo de eu avaliar se queria mesmo perguntar, se seria útil, oportuno, ou se havia uma forma mais ativa de alcançar aquele conhecimento.

Passei a perguntar menos. Bem menos! E curiosamente, passei a aprender mais, pois buscava as respostas que eu precisava na observação, pesquisando ou simplesmente pensando com um pouco mais de dedicação.

Fiquei feliz por estar ensaiando tal transformação e começando a deixar de ser o que eu era, tornando-me alguém novo, por própria determinação. Não seria esse o primeiro passo para ajudar na transformação do mundo? Comecei a segurar as rédeas da minha vida!

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Em Teresina (PI), a Fundação Logosófica – em prol da superação humana – está presente no seguinte endereço: Rua José Paulino, 845 - 1º andar / Sala 110 – Fátima. Mais informações pelo telefone: (86) 994529269.

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