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Logosofia

Qualidade de vida em família

Autor: Marcos Paulo de Lima Taranto, médico e docente da Fundação Logosófica.

02/12/2019 11:00h

O que é, de verdade, “qualidade de vida”? Por que os homens buscam incessantemente a qualidade de vida? Se as pessoas são diferentes, como os índices de qualidade de vida são os mesmos para todos?

Em uma rápida busca na internet, foram apresentadas 9.620.000 referências para o termo “qualidade de vida”. Descobri, por exemplo, que existe a Associação Brasileira de Qualidade de Vida e, ainda, MBA em qualidade de vida. Além disso, os links dos resultados da pesquisa me apontaram, também, alguns indicadores de qualidade de vida: alimentação, lazer, trabalho, atividade física, hobbies.

Tenho duas filhas pequenas e, junto com minha esposa, vinha programando, há algum tempo, mudarmos para uma casa em um condomínio próximo a Belo Horizonte. Alguns objetivos eram favorecer o contato das crianças com a natureza, modificar um pouco o ritmo da vida de toda a família e ter espaço para atividades. Depois de um planejamento de quase três anos, efetivamos a mudança. Já adaptado a esta nova realidade, telefonei para um amigo para contar que concretizáramos nosso projeto. Ele ficou muito feliz e, dentre muitas coisas, me disse o seguinte: “isso é qualidade de vida! Você está investindo em sua família”.

Pouco mais de um ano se passou e, por uma necessidade profissional, tivemos que voltar para Belo Horizonte. Ocorreu o mesmo. Liguei para ele: “Precisei mudar para BH, vamos morar perto do colégio das meninas e perto do meu trabalho”. O que acham que ele me disse? “Isso é que é qualidade de vida, meu amigo! Você vai dirigir pouco, não vai pegar trânsito!…”. Interessante! Acho que meu amigo – e muitas pessoas de forma semelhante – não tem um conceito claro do que é qualidade de vida.

Essa desorientação ficou evidente para mim. Havia moradores naquele condomínio que pareciam não desfrutar de tudo que lhes era oferecido. Apesar da ausência de muros, vi pessoas tristes, brigando, discutindo, desgastando-se, evidentemente presas em suas próprias limitações. Por quê? É possível morar num lugar agradável, fazer atividade física, ter um bom emprego, ganhar bem, consumir, viajar, ter uma família e não ser feliz?

Refletindo um pouco mais, cheguei à seguinte conclusão: posso ter qualidade de vida num condomínio ou morando perto do trabalho, no Brasil ou no Japão, em Capim Branco ou em São Paulo. Concluí que a qualidade de vida está intimamente relacionada ao meu próprio conceito de vida e ao quanto me dedico ao meu aperfeiçoamento psicológico e espiritual.

Estudando um pouco mais a ciência logosófica, percebo que a vida é muito mais ampla do que supunha. Aprendi que há uma parte essencial e que desconhecia: minha vida interna. Nela habitam pensamentos, sentimentos, conceitos, deficiências e muito mais.

O Dia Internacional da Família convida à reflexão: a qualidade de vida está mais dentro do que fora de mim. O equilíbrio na família é um ponto chave para a qualidade de vida. Sendo mais paciente com meus filhos, por exemplo, meu índice de qualidade de vida sobe. Insuflando a impaciência, o índice despenca. O mesmo ocorre com a vaidade e modéstia, intolerância e tolerância, rigidez e flexibilidade.

O conhecimento é a grande ferramenta que propicia qualidade de vida, mas não o conhecimento de uma profissão ou aquele que ilustra um estudo acadêmico. Nesse caso, são necessários conhecimentos de outra índole que me permitam realizar mudanças individuais, efetivas e sustentáveis.

E assim, posso enfrentar tanto os engarrafamentos da cidade, quanto as perturbações dos vizinhos no condomínio, superando minhas limitações. A vida ganha, certamente, um novo colorido. Se meu amigo me perguntasse, eu lhe diria: isso é que é qualidade de vida!

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