Logosofia

Ensaios sobre liberdade – Ser dono do próprio nariz

Autora: Talita Franco – Uberlância/MG – Pesquisadora da Ciência Logosófica.

24/03/2019 06:18h

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LIBERDADE, tema que há milhares de anos alimenta discussões no campo das relações humanas, econômicas e políticas, foi eleita como objeto de estudo entre jovens pesquisadores da ciência logosófica de todas as partes do País, devido à sua relevância para a fase da vida em que se encontram. Alguns resultados desse estudo, que estão publicados no livro “Ensaios sobre liberdade” (ISBN: 978-85-60232-01-7), serão agora compartilhados com você. Assim você é nosso convidado a compartilhar conosco os aprendizados e descobertas que hoje nos permitem sentir mais livres internamente.

Ensaios sobre Liberdade apresenta, de forma variada, episódios que fazem parte da vida do jovem. Retrata a luta de diferentes pessoas contra a força implacável que os pensamentos exercem sobre a vida, mostrando que é possível conhecê-los e dominá-los, selecionando aqueles que nos permitem experimentar a verdadeira liberdade: aquela que surge de dentro de nós.

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Ser dono do próprio nariz

Por ter nascido em um país de regime democrático, numa época de liberdade de expressão e respeito ao direito de ir e vir, parecia-me que a falta da liberdade tinha ficado apenas nos relatos dos livros de história da humanidade. Assim, acreditei que sempre fui livre.

Com o passar do tempo, algo parecia contradizer isso. Entendi depois ter admitido como uma crença, ou seja, sem refletir nem ajuizar. Isso porque, ao longo de minha adolescência e juventude, me vi envolvida e influenciada por ideias e pensamentos alheios, entre eles o esforço desmedido em seguir à risca os padrões de beleza ditados pela mídia e a busca pela realização financeira a qualquer custo. Muitas vezes me senti angustiada, pressionada a alcançar metas que sequer foram traçadas por mim.

A liberdade não angustia nem escraviza. Como podia me considerar livre sentindo-me devedora de mim mesma, ou pagando uma conta que não era minha?

Comecei a entender o que são e como agem os pensamentos na mente humana. Vi que os pensamentos têm vida própria, ou seja, atuam com autonomia sobre a vontade de quem não os tem sob domínio. Enxergo-os; cada vez é mais palpável a sua realidade, porque eles se movimentam dentro da mente, definindo atitudes acertadas ou equivocadas.

Comecei também a fazer observações de fatos do dia-a-dia, como, por exemplo, ter planejado estudar aquela noite e, ao chegar em casa e ligar a televisão, esquecer completamente meu propósito. E, quando não era por esquecimento, presenciava a luta entre a minha vontade e a força de um pensamento insistente levando-me a perder tempo, energia e disposição.

Certa vez criei o propósito de colaborar na realização de uma tarefa doméstica que em muito favoreceria o ambiente de meu lar. Entretanto, tal atitude me exigiria dispensar parte do meu tempo livre nos fins de semana. Observei com clareza a movimentação dos pensamentos em minha mente, onde uma luta se travou entre o pensamento de bem, que motivou meu propósito, e alguns outros pensamentos negativos, que tinham como objetivo frear aquela iniciativa. Ao identificar o que ocorria, com algum esforço consegui combater estes últimos e realizar a tarefa que me propusera. Esta singela experiência proporcionou a mim e aos meus familiares uma doce alegria. Senti-me muito feliz por ter sido capaz de agir por minha própria vontade — e de forma consciente.

Todo ser humano se deve aos demais, seja por amizade, por relações familiares ou profissionais, etc. É certo então que atender a um e a outro com uma atitude mais tolerante, cedendo nesta ou naquela circunstância, é um traço de sensatez. Contudo, fazer algo porque todo mundo faz ou deixar de fazer por temor de contrariar o pensamento geral é fundir-se numa massa anônima, aumentando a fileira daqueles que não pensam.

Quanto mais pensa o homem, mais dono de si mesmo ele é e, consequentemente, mais livre. A agradável sensação de poder movimentar o corpo em qualquer espaço não é menos grata do que a sublime emoção de pertencer a si mesmo.

Para dirigir meus passos e ser dona, realmente, do meu nariz, preciso antes conhecer e dominar essas forças psicológicas chamadas pensamentos. É possível selecionar os que quero ou que não quero como companheiros mentais, de forma a permitir a permanência apenas daqueles que sejam úteis e de acordo com os propósitos que tracei para minha vida.

O destino é traçado pelas próprias mãos. A diferença é que, conhecendo a realidade mental que envolve o ser humano, as mãos deixam de ser levadas, para serem elas próprias quem, em resoluta ação, imprimem um forte impulso na roda da vida.

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