Logosofia

Ensaios sobre liberdade – Um baile de máscaras

Autora: Tatiana Maaze Janovitz – São Paulo/SP – Pesquisadora da Ciência Logosófica.

31/03/2019 06:12h

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LIBERDADE, tema que há milhares de anos alimenta discussões no campo das relações humanas, econômicas e políticas, foi eleita como objeto de estudo entre jovens pesquisadores da ciência logosófica de todas as partes do País, devido à sua relevância para a fase da vida em que se encontram. Alguns resultados desse estudo, que estão publicados no livro “Ensaios sobre liberdade” (ISBN: 978-85-60232-01-7), serão agora compartilhados com você. Assim você é nosso convidado a compartilhar conosco os aprendizados e descobertas que hoje nos permitem sentir mais livres internamente.

Ensaios sobre Liberdade apresenta, de forma variada, episódios que fazem parte da vida do jovem. Retrata a luta de diferentes pessoas contra a força implacável que os pensamentos exercem sobre a vida, mostrando que é possível conhecê-los e dominá-los, selecionando aqueles que nos permitem experimentar a verdadeira liberdade: aquela que surge de dentro de nós.

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Um baile de máscaras

Um dia me perguntei por que me preocupava tanto com os meus erros — já que nem sempre era para corrigi-los — e também por que vivia me justificando para as pessoas a qualquer sinal de uma atuação equivocada, e a resposta veio de maneira inusitada. 

Andando por uma rua movimentada em São Paulo, ao não perceber um buraco, levei um belo tropeção. Sem cair, recuperei o equilíbrio e, num rápido impulso involuntário, olhei para os lados para verificar se alguém tinha visto. Era preciso mensurar o tamanho da vergonha a sentir.

— Ufa! Ninguém viu!

Como ninguém vira, era como se nada tivesse acontecido, o que me deu um grande alívio. Mas, alívio por quê? Eu poderia ter caído e me machucado, não é mesmo?

Com a mente atenta, dei-me conta de que a preocupação era com a opinião dos outros. Se alguém tivesse visto, possivelmente cairia na risada e eu, ou algo em mim, definitivamente não gostava dessa ideia.

Só que ter tropeçado não é o cerne da questão. Essa preocupação ocorre com qualquer erro que cometo: um atraso, algum desentendimento com alguém, uma má colocação em algum ambiente, enfim... qualquer equívoco me torna refém da velha frase: "O que vão pensar de mim?" Isso porque, internamente, algo me diz que: “Pior que o próprio ato de errar é alguém ver isso acontecendo.” Mas, pensando bem, desde quando isso faz sentido?

Compreendo que essa posição tem a ver com querer parecer algo que em realidade não sou. É como se eu quisesse colocar uma máscara que passasse uma boa imagem perante os outros, independente do que eu realmente faço. 

Se meu quarto estava bagunçado e viria alguma visita, rapidamente eu arrumava o que estava à vista, amontoando tudo nos armários. No fundo era o SER — que às vezes erra — versus as amarras do PARECER — que quer ser invulnerável e perfeito. E o pior é que este PARECER impede que eu seja quem verdadeiramente sou, inclusive com a clareza do que ainda precisa ser melhorado.

Reiteradas vezes me perguntei quem realmente perde quando cometo um erro. Afinal, além de me preocupar demasiadamente com essa aparência, observei que há erros e atuações que repito há anos e não faço nada para mudar. Se me preocupo em só corrigir os erros que afetam os outros, para manter a aparência, e deixo de lado a correção daqueles erros que só prejudicam a mim mesma, é porque ignoro as consequências de cada atuação errada para a minha vida, que minam propósitos e objetivos futuros.

Senti que precisava ser menos indiferente aos meus erros. Não me culpar pelo erro cometido, mas observar o que me levou a cometê-lo, transformando-o num princípio para o acerto. Também não posso mais aceitar a posição interna de que está tudo bem se eu errar de novo, porque “sou assim mesmo, sem salvação”.

Esta descoberta sobre como me posicionar frente aos erros que cometo libertou-me das amarras da aparência, propiciando o cultivo do que quero verdadeiramente ser.

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