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Notícias Logosofia

08 de dezembro de 2019

A vida como um Jardim

A vida como um Jardim

Confira o texto publicado na coluna Logosofia no Jornal O Dia.

Os homens vivem em todas as partes do mundo: uns estudando, outros trabalhando; uns lendo, outros escutando, e outros sem fazer nada; mas, entre a enorme quantidade de seres que se movem e cumprem suas atividades na ordem rotineira dos afazeres diários, promovem-se experiências instrutivas para o governo individual.

Todos, sem exceção – uns mais, outros menos –, devem sentir diariamente, e algumas vezes de forma crua, a realidade dessas experiências, cujo valor é muito grande. Pois bem, extrai-se devidamente o fruto de tais experiências? Faz-se delas o uso adequado? É disto, também, que vamos tratar nesta oportunidade.

Geralmente, não se faz qualquer uso e, quando alguém recolhe os resultados delas e os utiliza em suas atuações, o faz de forma egoísta, reservando os benefícios obtidos unicamente para si. Os que por algum motivo triunfaram ou vêm triunfando na vida, raramente dizem de que meios se valeram nem quais experiências lhes foramde maior utilidade para corrigir sua conduta; enfim, guardam para si o que, segundo eles, conquistaram à custa de muitos sacrifícios, de muitas preocupações ou de muitas amarguras.

Assim, pois, todos – visto que quem priva outros de auxílio sofre, por sua vez, as consequências do mesmo erro por parte de seus semelhantes –, ficam em uma total orfandade, desamparados pela mesma ignorância de tantos conhecimentos que poderiam ser conquistados por meio de tais experiências. Na verdade, se cada um oferecesse a seu próximo o conhecimento que delas se depreende, muitas experiências bastante dolorosas poderiam ser evitadas.

Não existem escritas, em parte alguma – porque possivelmente a ninguém foi dado abarcar semelhante empresa –, as inúmeras experiências pelas quais o ser humano está exposto a passar durante sua vida. Daí que a juventude se encontre completamente órfã de conhecimentos e carente de quem possa guiá-la com verdadeiro acerto pelo mundo no qual penetra, evitando-lhe dar tropeço após tropeço e livrando-a, com isso, do que costuma afetar enormemente o coração, a mente e o espírito nessas ternas idades. Não quero dizer com isso que se deva oferecer-lhe a mais absoluta facilidade, aplainando totalmente o caminho a percorrer, pois isso seria tão absurdo como o anterior; mas sim, facilitar-lhe em parte o percurso desse caminho, ajudando-a nos momentos difíceis com a luz do conhecimento extraído das experiências, com o objetivo de evitá-las. Isto seria uma obra grande, capaz de chegar a infundir muita confiança na humanidade.

A maioria dos seres, para não dizer todos, entra no mundo, repito, às escuras, sem saber aonde vai nem o que quer: os desejos de hoje são as torturas de amanhã; as aspirações se mesclam com as paixões que as anulam, alternando as fortes comoções internas com as inclinações naturais do ser. Que possibilidade se pode ter, então, de encaminhar a vida para uma determinada finalidade, quando se ignora o que se deve fazer e com o que se deverá contar para alcançá-la?

É evidente que se confia ao acaso o que deveria ser confiado ao conhecimento de tais coisas; não digamos à própria experiência, porque, quando chega o momento de confiar nela, já se caminhou muito e a familiaridade com as dificuldades é tal que as experiências se tornam meros incentivos de treinamento para manter ágil a recordação das passadas. É quando o homem, já capacitado, poderia oferecer a seus semelhantes seus conselhos acertados. Isto seria um ato generoso, caridoso, de grande valor.

Não se deve esquecer que, assim como o ser humano está carente de conhecimentos, com muita frequência supre essa carência com um enorme volume de vaidade, orgulho, soberba e superestimação pessoal. E é aí, justamente, quando se equivoca; quando seus passos encontram as pedras que o fazem tropeçar, pois quando a cabeça se ergue impulsionada pela soberba, os olhos não podem ver por onde se caminha.

Encaminhar a vida não é tarefa fácil; não é tarefa simples. É necessário abrir primeiro o entendimento para que os eflúvios do conhecimento penetrem nele; mas abri-lo gradualmente, em uma absorção progressiva de luz que, iluminando a inteligência, ajude a compreender o verdadeiro valor das coisas, que não é o que comumente se lhes atribui. É preciso chegar ao equilíbrio no juízo dos valores para poder discernir, em relação direta consigo mesmo, qual é o valor real que cada coisa possui. É habitual aumentar a dimensão de um valor e diminuir a de outro, conforme as conveniências ou as circunstâncias; mas isso não altera em absoluto seu valor efetivo. Aquele que o aumenta ou diminui é quem se expõe a sofrer as consequências. Assim, por exemplo, alguns costumam dar um valor excessivo a algo determinado e lhe dedicam grande parte de sua vida; tanto, que até chegam a deixar que esta seja absorvida integralmente.

Mas eis que essa vida, ao ser absorvida por esse algo a que foi concedido um valor desmedido, se deprecia quanto à produção de valores positivos, porque o ser perdeu a plena consciência do equilíbrio sobre o valor das coisas.

É possível que nesse instante minhas palavras não sejam compreendidas com clareza. Isto é lógico, visto que estou tratando de um tema profundo; mas, naturalmente, elas devem propiciar um despertar, uma inquietude. Eu apresento uma pergunta e promovo

uma inquietude sobre ela; cabe, portanto, aguçar o entendimento para alcançar seu significado.

Bem, voltando ao pensamento que estava desenvolvendo, acrescentarei que existem pessoas que passam a vida dedicadas ao culto de um valor e, quando envelhecem, se dão conta que esse não era o único, nem o melhor, nem o maior, nem o que mais lhes convinha, e que, ao mesmo tempo que prestavam culto a esse valor, podiam ter feito

o mesmo com muitos outros, consagrando a seu cultivo idêntico empenho, constância e entusiasmo. Digo isto porque, apesar de os seres terem a sensação de que quando deixam de respirar já não existem, posso assegurar-lhes que não é assim, que tal coisa é uma ilusão, porque a existência não pode se reduzir a uns tantos anos de vida. O que acontece é que, quando se deixou de respirar aqui, se começa lá, para onde se deve evitar ir carregado com muitas coisas, uma vez que essa carga impedirá elevar-se mais rapidamente.

 (Do Livro: Indrodução ao conhecimento Logosófico, Gonzáles Pecothe)

Para saber mais...

Para saber mais sobre a ciência logosófica, visite e assine nossos principais canais: YouTube (www.youtube.com/logosofia), Facebook (www.facebook.com/logosofia) e Instagram (@logosofiabr), além do site oficial da Logosofia – www.logosofia.org.br.

Em Teresina (PI), a Fundação Logosófica – em prol da superação humana – está presente no seguinte endereço: Rua José Paulino, 845 - 1º andar / Sala 110 – Fátima. Mais informações pelo telefone: (86) 994529269.

07 de dezembro de 2019

A vida como um Jardim

A vida como um Jardim

Artigo adaptado de texto González Pecotche

Os homens vivem em todas as partes do mundo: uns estudando, outros trabalhando; uns lendo, outros escutando, e outros sem fazer nada; mas, entre a enorme quantidade de seres que se movem e cumprem suas atividades na ordem rotineira dos afazeres diários, promovem-se experiências instrutivas para o governo individual.

Todos, sem exceção – uns mais, outros menos –, devem sentir diariamente, e algumas vezes de forma crua, a realidade dessas experiências, cujo valor é muito grande. Pois bem, extrai-se devidamente o fruto de tais experiências? Faz-se delas o uso adequado? É disto, também, que vamos tratar nesta oportunidade.

Vida como um jardim. Foto: Arquivo O DIA.

Geralmente, não se faz qualquer uso e, quando alguém recolhe os resultados delas e os utiliza em suas atuações, o faz de forma egoísta, reservando os benefícios obtidos unicamente para si. Os que por algum motivo triunfaram ou vêm triunfando na vida, raramente dizem de que meios se valeram nem quais experiências lhes foram

de maior utilidade para corrigir sua conduta; enfim, guardam para si o que, segundo eles, conquistaram à custa de muitos sacrifícios, de muitas preocupações ou de muitas amarguras.

Assim, pois, todos – visto que quem priva outros de auxílio sofre, por sua vez, as consequências do mesmo erro por parte de seus semelhantes –, ficam em uma total orfandade, desamparados pela mesma ignorância de tantos conhecimentos que poderiam ser conquistados por meio de tais experiências. Na verdade, se cada um oferecesse a seu próximo o conhecimento que delas se depreende, muitas experiências bastante dolorosas poderiam ser evitadas.

Não existem escritas, em parte alguma – porque possivelmente a ninguém foi dado abarcar semelhante empresa –, as inúmeras experiências pelas quais o ser humano está exposto a passar durante sua vida. Daí que a juventude se encontre completamente órfã de conhecimentos e carente de quem possa guiá-la com verdadeiro acerto pelo mundo no qual penetra, evitando-lhe dar tropeço após tropeço e livrando-a, com isso, do que costuma afetar enormemente o coração, a mente e o espírito nessas ternas idades. Não quero dizer com isso que se deva oferecer-lhe a mais absoluta facilidade, aplainando totalmente o caminho a percorrer, pois isso seria tão absurdo como o anterior; mas sim, facilitar-lhe em parte o percurso desse caminho, ajudando-a nos momentos difíceis com a luz do conhecimento extraído das experiências, com o objetivo de evitá-las. Isto seria uma obra grande, capaz de chegar a infundir muita confiança na humanidade.

A maioria dos seres, para não dizer todos, entra no mundo, repito, às escuras, sem saber aonde vai nem o que quer: os desejos de hoje são as torturas de amanhã; as aspirações se mesclam com as paixões que as anulam, alternando as fortes comoções internas com as inclinações naturais do ser. Que possibilidade se pode ter, então, de encaminhar a vida para uma determinada finalidade, quando se ignora o que se deve fazer e com o que se deverá contar para alcançá-la?

É evidente que se confia ao acaso o que deveria ser confiado ao conhecimento de tais coisas; não digamos à própria experiência, porque, quando chega o momento de confiar nela, já se caminhou muito e a familiaridade com as dificuldades é tal que as experiências se tornam meros incentivos de treinamento para manter ágil a recordação das passadas. É quando o homem, já capacitado, poderia oferecer a seus semelhantes seus conselhos acertados. Isto seria um ato generoso, caridoso, de grande valor.

Não se deve esquecer que, assim como o ser humano está carente de conhecimentos, com muita frequência supre essa carência com um enorme volume de vaidade, orgulho, soberba e superestimação pessoal. E é aí, justamente, quando se equivoca; quando seus passos encontram as pedras que o fazem tropeçar, pois quando a cabeça se ergue impulsionada pela soberba, os olhos não podem ver por onde se caminha.

Encaminhar a vida não é tarefa fácil; não é tarefa simples. É necessário abrir primeiro o entendimento para que os eflúvios do conhecimento penetrem nele; mas abri-lo gradualmente, em uma absorção progressiva de luz que, iluminando a inteligência, ajude a compreender o verdadeiro valor das coisas, que não é o que comumente se lhes atribui. É preciso chegar ao equilíbrio no juízo dos valores para poder discernir, em relação direta consigo mesmo, qual é o valor real que cada coisa possui. É habitual aumentar a dimensão de um valor e diminuir a de outro, conforme as conveniências ou as circunstâncias; mas isso não altera em absoluto seu valor efetivo. Aquele que o aumenta ou diminui é quem se expõe a sofrer as consequências. Assim, por exemplo, alguns costumam dar um valor excessivo a algo determinado e lhe dedicam grande parte de sua vida; tanto, que até chegam a deixar que esta seja absorvida integralmente.

Mas eis que essa vida, ao ser absorvida por esse algo a que foi concedido um valor desmedido, se deprecia quanto à produção de valores positivos, porque o ser perdeu a plena consciência do equilíbrio sobre o valor das coisas.

É possível que nesse instante minhas palavras não sejam compreendidas com clareza. Isto é lógico, visto que estou tratando de um tema profundo; mas, naturalmente, elas devem propiciar um despertar, uma inquietude. Eu apresento uma pergunta e promovo

uma inquietude sobre ela; cabe, portanto, aguçar o entendimento para alcançar seu significado.

Bem, voltando ao pensamento que estava desenvolvendo, acrescentarei que existem pessoas que passam a vida dedicadas ao culto de um valor e, quando envelhecem, se dão conta que esse não era o único, nem o melhor, nem o maior, nem o que mais lhes convinha, e que, ao mesmo tempo que prestavam culto a esse valor, podiam ter feito

o mesmo com muitos outros, consagrando a seu cultivo idêntico empenho, constância e entusiasmo. Digo isto porque, apesar de os seres terem a sensação de que quando deixam de respirar já não existem, posso assegurar-lhes que não é assim, que tal coisa é uma ilusão, porque a existência não pode se reduzir a uns tantos anos de vida. O que acontece é que, quando se deixou de respirar aqui, se começa lá, para onde se deve evitar ir carregado com muitas coisas, uma vez que essa carga impedirá elevar-se mais rapidamente.

02 de dezembro de 2019

Qualidade de vida em família

Autor: Marcos Paulo de Lima Taranto, médico e docente da Fundação Logosófica.

O que é, de verdade, “qualidade de vida”? Por que os homens buscam incessantemente a qualidade de vida? Se as pessoas são diferentes, como os índices de qualidade de vida são os mesmos para todos?

Em uma rápida busca na internet, foram apresentadas 9.620.000 referências para o termo “qualidade de vida”. Descobri, por exemplo, que existe a Associação Brasileira de Qualidade de Vida e, ainda, MBA em qualidade de vida. Além disso, os links dos resultados da pesquisa me apontaram, também, alguns indicadores de qualidade de vida: alimentação, lazer, trabalho, atividade física, hobbies.

Tenho duas filhas pequenas e, junto com minha esposa, vinha programando, há algum tempo, mudarmos para uma casa em um condomínio próximo a Belo Horizonte. Alguns objetivos eram favorecer o contato das crianças com a natureza, modificar um pouco o ritmo da vida de toda a família e ter espaço para atividades. Depois de um planejamento de quase três anos, efetivamos a mudança. Já adaptado a esta nova realidade, telefonei para um amigo para contar que concretizáramos nosso projeto. Ele ficou muito feliz e, dentre muitas coisas, me disse o seguinte: “isso é qualidade de vida! Você está investindo em sua família”.

Pouco mais de um ano se passou e, por uma necessidade profissional, tivemos que voltar para Belo Horizonte. Ocorreu o mesmo. Liguei para ele: “Precisei mudar para BH, vamos morar perto do colégio das meninas e perto do meu trabalho”. O que acham que ele me disse? “Isso é que é qualidade de vida, meu amigo! Você vai dirigir pouco, não vai pegar trânsito!…”. Interessante! Acho que meu amigo – e muitas pessoas de forma semelhante – não tem um conceito claro do que é qualidade de vida.

Essa desorientação ficou evidente para mim. Havia moradores naquele condomínio que pareciam não desfrutar de tudo que lhes era oferecido. Apesar da ausência de muros, vi pessoas tristes, brigando, discutindo, desgastando-se, evidentemente presas em suas próprias limitações. Por quê? É possível morar num lugar agradável, fazer atividade física, ter um bom emprego, ganhar bem, consumir, viajar, ter uma família e não ser feliz?

Refletindo um pouco mais, cheguei à seguinte conclusão: posso ter qualidade de vida num condomínio ou morando perto do trabalho, no Brasil ou no Japão, em Capim Branco ou em São Paulo. Concluí que a qualidade de vida está intimamente relacionada ao meu próprio conceito de vida e ao quanto me dedico ao meu aperfeiçoamento psicológico e espiritual.

Estudando um pouco mais a ciência logosófica, percebo que a vida é muito mais ampla do que supunha. Aprendi que há uma parte essencial e que desconhecia: minha vida interna. Nela habitam pensamentos, sentimentos, conceitos, deficiências e muito mais.

O Dia Internacional da Família convida à reflexão: a qualidade de vida está mais dentro do que fora de mim. O equilíbrio na família é um ponto chave para a qualidade de vida. Sendo mais paciente com meus filhos, por exemplo, meu índice de qualidade de vida sobe. Insuflando a impaciência, o índice despenca. O mesmo ocorre com a vaidade e modéstia, intolerância e tolerância, rigidez e flexibilidade.

O conhecimento é a grande ferramenta que propicia qualidade de vida, mas não o conhecimento de uma profissão ou aquele que ilustra um estudo acadêmico. Nesse caso, são necessários conhecimentos de outra índole que me permitam realizar mudanças individuais, efetivas e sustentáveis.

E assim, posso enfrentar tanto os engarrafamentos da cidade, quanto as perturbações dos vizinhos no condomínio, superando minhas limitações. A vida ganha, certamente, um novo colorido. Se meu amigo me perguntasse, eu lhe diria: isso é que é qualidade de vida!

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22 de novembro de 2019

O conhecimento é como a luz do sol

O conhecimento é como a luz do sol

Confira o texto publicado na coluna Logosofia no Jornal O Dia.

O sol ilumina todo o sistema planetário; mas se ocorrer a alguém se fechar em um quarto escuro e deixar só uma fresta para a passagem de seus raios, o sol, com toda sua potência ultracósmica, o iluminará somente por esse orifício, enviando-lhe uma luz tênue, muito fraca, isto é, a que pode passar por uma fenda tão pequena.

Quem está dentro do quarto escuro, ainda que proteste por isso e tente desprestigiar o sol, manifestando que não tem potência alguma, não conseguirá fazer com que o astro amplie a luminosidade que ele mesmo está se negando.

No recinto mental ocorre a mesma coisa: na medida em que cada um abra as janelas de sua mente, o oxigênio e a luz da Sabedoria poderão entrar através delas; mas quem deixa apenas uma pequena fresta para a passagem dessa luz permanecerá sempre às escuras, ainda que ela ilumine todo o Universo. Culpará depois a fatalidade, o esquecimento da mão de Deus, a má sorte e, enfim, tantas coisas quantas ocorrerem aos pensamentos.

Há mais ainda. Muitos abrem suas janelas mentais, pelas quais entram a luz e o oxigênio; depois as fecham e, como se esquecem de abri-las novamente, a luz, por ser muito discreta, não penetra, iluminando somente a fachada. Quantas fachadas a Sabedoria Logosófica tem iluminado também! Mas não é isso o que ela generosamente oferece, ao brindar, como o sol, sua luz; o que ela quer é iluminar o interior dos seres. Mas para isso é necessário que se abram como disse as janelas da mente, e que não se fechem ao sabor dos caprichos: hoje, porque está contrariado; amanhã, porque tem que ir ao cinema; depois, ao teatro; outro dia, porque há muito que fazer e, enfim, outras vezes, porque não tem disposição. Se deste modo o conhecimento não penetra, de quem será a culpa? Do saber logosófico? Certamente não. Esta é uma verdade que todos tocam com as mãos, tanto mentais como físicas; a força dessa verdade se sente até na ponta dos dedos.

Fica ainda uma consideração por fazer: o fato de o sol permanecer esperando que lhe abram as portas, o que significa? Significa que dá provas de uma grande virtude: a de estar projetando sobre o Universo a expressão da paciência, porque, enquanto ilumina todos aqueles que estão com as portas abertas, espera que outros as abram. Esta é a paciência inteligente e ativa, da qual falei outras vezes, e também radica nesse fato a expressão universal de outra virtude tão grande como a anterior: a tolerância, porque, ainda que os seres demorem séculos para abrir passagem à sua luz, não irá negá-la se um dia decidirem voltar a fazê-lo. A única coisa que poderia acontecer é que o sol, em vez de iluminar uma vida, tivesse que iluminar um cadáver. Mas a culpa não será nesse caso do sol, mas de quem não abriu a tempo suas portas, para que os raios, que saturam a vida de vida universal, penetrassem no interior.

Estes são os conhecimentos que a Logosofia põe ao alcance de todas as mentes para esclarecer estados de profunda escuridão que há séculos, desde tempos imemoriais, a humanidade vem arrastando atrás de si. São simples e singelos, e se revelam por si sós quando a palavra logosófica os desperta e anima e as mentes humanas assistem a seu despertar.

O trabalho é muito intenso. Não é o trabalho comum de quem ensina; é o do artífice que está vendo em cada mente e em cada vida como a semente germina, como o processo vai tomando forma e como o homem vai realizando, em cumprimento à Lei de Evolução, o mais grandioso a que pode aspirar sobre a Terra: a conquista dos

conhecimentos-base, única forma de ampliar a consciência e fazer com que esta, em virtude deles, tome contato com a Consciência Universal, pois tudo quanto existe na Criação é constituído de fragmentos espargidos pela Sabedoria Universal.

Quanto mais a mente humana abarque no campo ilimitado dos conhecimentos da Criação, maior será sua consciência e sua aproximação da mente de Quem criou todas as coisas, porque nessa Criação está estampada – como disse – a Sabedoria Universal.

A posse de um conhecimento-base é a posse de um poder. O simples fato de saber que se pode dirigir os próprios pensamentos e dominá-los constitui um poder: o que permite ao ser chamar-se dono consciente de tudo o que experimenta, bem como de suas ações e de sua vontade.

Eis o procedimento para a aquisição de tais conhecimentos: um ensinamento logosófico é aprendido quando estudado atentamente; é compreendido quando levado à realização; por último, alcança-se um conhecimento-base quando esse ensinamento culmina dentro do ser manifestando-se com tal realismo que, depois de experimentado, jamais poderá ser esquecido. Quando chega a esse ponto, o ser é dono de um conhecimento, o qual poderá aplicar a si mesmo toda vez que seja necessário, ou utilizá-lo em qualquer oportunidade em que seja aplicável.

(Livro Introdução ao Conhecimento Logosófico – González.Pecotche.)

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01 de novembro de 2019

Convoquei reunião!

Confira o texto publicado na coluna Logosofia no Jornal O Dia.

Convoquei reunião!

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“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Convoquei reunião!

Por que faço as coisas que faço? Para que trabalho, estudo, convivo com as pessoas etc.? Qual o sentido de tudo isso?

Como universitária, sempre tive o objetivo de ir bem na faculdade, pois gostava de aprender. Eu estava conseguindo isso, mas, por algum motivo, parecia que não era suficiente. Quando voltava para casa, depois de um dia de aulas, sentia um vazio. Mas não dava importância para isso... Acabava me distraindo com uma música alegre, ou lembrando das coisas que tinha para fazer ao chegar em casa.

Certo dia, aquele vazio me doeu tanto, que senti que precisava fazer alguma coisa. Convoquei, então, naquele instante, uma reunião comigo mesma. Em franco diálogo interno, tentei entender o que estava acontecendo. Foi difícil tirar a atenção do mundo a minha volta e concentrar em mim. Mas consegui! Fui em busca das causas reais da minha angústia. E inspirada por aquelas perguntas, sobre o sentido das pequenas e grandes coisas da vida, achei a solução.

Na faculdade, a maior parte das disciplinas que eu fazia eram optativas, e por isso não conhecia bem a turma. No intervalo entre uma aula e outra, em que eu e meus colegas nos sentávamos no corredor para esperar, eu tentava aproveitar o tempo lendo um artigo da matéria ou vendo e-mails e mensagens no celular.

Também para aproveitar o tempo, quando chegava em casa, era a conta de comer alguma coisa e eu já estava no quarto, pondo tudo em dia. Mal sobravam alguns minutos para conversar com meus pais.

A partir da audiência comigo, enxerguei realidades que antes não via: o que eu considerava uma forma de aproveitar o tempo na faculdade era, na verdade, timidez e inibição de conhecer novas pessoas. Já quando chegava em casa, o que seria tão importante resolver, a ponto de não dedicar tempo para a família? Para que servia aquela pressa toda, se, em muitos outros momentos, eu desperdiçava o tempo?

Comecei a aplicar uma nova estratégia! Em vez de fazer tudo rápido, passei a sair mais tranquila da aula, parar para conversar ao encontrar um amigo no caminho e ainda puxar assunto com quem não conhecia. Passei a aprender muito mais com as pessoas, conhecer suas alegrias, dificuldades... Comecei a me sentir tão rica!

Quanto à volta para casa, me lembrava dos meus pais, com carinho, durante o trajeto. Isso fez com que, de repente, os casos que eles contavam ficassem bem engraçados. E aquela dúvida que tinham no celular? Passou a ser uma alegria resolver.

Aquele vazio que eu sentia foi sendo preenchido. Preenchido pelo quê? Pelos sentimentos. A partir do interesse pelo outro, minha vida se enriqueceu com fragmentos de outras vidas.

Quanta diferença uma reunião pode fazer!

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20 de outubro de 2019

Em busca de outros mundos

Autora: Lília Carvalho Finelli – Belo Horizonte/MG – Pesquisadora da Ciência Logosófica.

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“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação. 

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

Em busca de outros mundos

Em fevereiro de 2015, foi anunciada uma jornada épica: o projeto Mars One, que em 2023 levará um grupo de mais de vinte terráqueos para colonizar nada menos que o planeta Marte. A viagem será só de ida e os candidatos vêm sendo escolhidos das mais diversas formas – o que inclui até um reality show. Segundo o idealizador do projeto, a colonização é uma missão da própria humanidade.

Muitos afirmam que nosso mundo não tem mais conserto: destruímos a natureza, desrespeitamos os demais seres vivos e criamos um ciclo de violência que parece não ter fim. Para resolver, só mesmo achando outro planeta para viver… 

Certo dia, me deparei com um conflito entre funcionários, no qual cada um realmente queria que o outro fosse embora para sempre e lhe pagaria contente uma passagem só de ida com destino a Marte, para nunca mais vê-lo. 

Nenhum dos dois brigões queria admitir que aquele conflito tinha ido longe demais, pois estavam dominados por pensamentos que impediam o bom relacionamento entre eles. Cada qual colocava a culpa no que o outro havia dito ou feito, enquanto eu percebia à minha frente a batalha entre dois mundos: o interno e o externo.

Externamente, não havia nada, de fato, que levasse ao problema que os funcionários estavam vivendo; mas, internamente, em ambas as mentes, havia acontecido um acidente nuclear e tudo estava contaminado por um agente tóxico: a raiva que nutriam um pelo outro.

Portanto, mesmo que despachar o colega para Marte fosse possível, os funcionários continuariam vivendo aquele tipo de problema, pois não teriam mudado o mais importante: o que tinham dentro.

Há, sim, um novo mundo muito grande a ser explorado, mas a verdade é que ele se encontra dentro de cada um – é interno. E da mesma forma como ir a Marte, colonizá-lo também é uma missão da humanidade.

Ao contrário dos outros planetas, esse mundo já possui as melhores condições para que o ser humano não só sobreviva, mas vá além de seu cotidiano, resolvendo todos os desafios que este lhe apresenta e ainda outros, muito maiores e importantes, numa viagem tão ou até mais significativa quanto ir a Marte.

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17 de outubro de 2019

Por que faço as coisas que faço? Qual o sentido de tudo isso?

Autora: Nadja Mangini Lorenzini – Belo Horizonte/MG – Pesquisadora da Ciência Logosófica.

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A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação. 

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Convoquei reunião!

Por que faço as coisas que faço? Para que trabalho, estudo, convivo com as pessoas etc.? Qual o sentido de tudo isso?

Como universitária, sempre tive o objetivo de ir bem na faculdade, pois gostava de aprender. Eu estava conseguindo isso, mas, por algum motivo, parecia que não era suficiente. Quando voltava para casa, depois de um dia de aulas, sentia um vazio. Mas não dava importância para isso... Acabava me distraindo com uma música alegre, ou lembrando das coisas que tinha para fazer ao chegar em casa.

Certo dia, aquele vazio me doeu tanto, que senti que precisava fazer alguma coisa. Convoquei, então, naquele instante, uma reunião comigo mesma. Em franco diálogo interno, tentei entender o que estava acontecendo. Foi difícil tirar a atenção do mundo a minha volta e concentrar em mim. Mas consegui! Fui em busca das causas reais da minha angústia. E inspirada por aquelas perguntas, sobre o sentido das pequenas e grandes coisas da vida, achei a solução.

Na faculdade, a maior parte das disciplinas que eu fazia eram optativas, e por isso não conhecia bem a turma. No intervalo entre uma aula e outra, em que eu e meus colegas nos sentávamos no corredor para esperar, eu tentava aproveitar o tempo lendo um artigo da matéria ou vendo e-mails e mensagens no celular. 

Também para aproveitar o tempo, quando chegava em casa, era a conta de comer alguma coisa e eu já estava no quarto, pondo tudo em dia. Mal sobravam alguns minutos para conversar com meus pais.

A partir da audiência comigo, enxerguei realidades que antes não via: o que eu considerava uma forma de aproveitar o tempo na faculdade era, na verdade, timidez e inibição de conhecer novas pessoas. Já quando chegava em casa, o que seria tão importante resolver, a ponto de não dedicar tempo para a família? Para que servia aquela pressa toda, se, em muitos outros momentos, eu desperdiçava o tempo? 

Comecei a aplicar uma nova estratégia! Em vez de fazer tudo rápido, passei a sair mais tranquila da aula, parar para conversar ao encontrar um amigo no caminho e ainda puxar assunto com quem não conhecia. Passei a aprender muito mais com as pessoas, conhecer suas alegrias, dificuldades... Comecei a me sentir tão rica!

Quanto à volta para casa, me lembrava dos meus pais, com carinho, durante o trajeto. Isso fez com que, de repente, os casos que eles contavam ficassem bem engraçados. E aquela dúvida que tinham no celular? Passou a ser uma alegria resolver. 

Aquele vazio que eu sentia foi sendo preenchido. Preenchido pelo quê? Pelos sentimentos. A partir do interesse pelo outro, minha vida se enriqueceu com fragmentos de outras vidas. 

Quanta diferença uma reunião pode fazer!

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Para saber mais...

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Em Teresina (PI), a Fundação Logosófica – em prol da superação humana – está presente no seguinte endereço: Rua José Paulino, 845 - 1º andar / Sala 110 – Fátima. Mais informações pelo telefone: (86) 994529269.

06 de outubro de 2019

Mais que uma letra de música

Autora: Manuela Virginia Gabriel – Buenos Aires/AR– Pesquisadora da Ciência Logosófica.


“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Mais que uma letra de música

Quando eu tinha doze anos, havia uma banda conhecida e escutada por todas as garotas da minha idade. Entre suas músicas mais famosas, havia uma cujo título era “Mudar o mundo” e a letra dizia: “mudar o mundo começa por você”. Quantas vezes já escutamos esta frase? A ideia de que a mudança da humanidade começa pela mudança de cada um sempre me pareceu natural, conhecida e bem aceita. Entretanto, não é isso que as pessoas fazem. Queremos um mundo melhor, sabemos que isso começa por nós mesmos, porém, o que fazemos para concretizar essas mudanças?

Quando comecei a aprofundar nos estudos logosóficos, descobri que a vida tinha um conteúdo e uma finalidade muito maiores do que eu lhes atribuía. Isso me fez querer aprender e extrair de cada experiência algo de útil para minha evolução. Este simples propósito me permite viver de forma enriquecedora as mais diversas circunstâncias, desde as rotineiras até os grandes acontecimentos da vida.

Um recurso primordial que passei a utilizar foi a observação. Mas não me refiro ao que normalmente se entende por observar. Estou falando da observação consciente, que envolve estar atenta, além de às pessoas e aos acontecimentos, a todos os movimentos mentais que se produzem em cada situação. Também é preciso ter cuidado para que as experiências não passem em branco; todas elas podem encerrar um grande valor se, além de observarmos, analisarmos e refletirmos sobre o vivido, extraímos uma conclusão útil para o futuro.

Mas como isso pode me ajudar a mudar o mundo? Desde que comecei a exercitar a observação, descobri que tudo o que vivo pode se transformar em uma oportunidade de fazer o bem. Primeiro, a mim mesma, descobrindo recursos valiosos e identificando o que preciso modificar no meu modo de ser. Depois, fazer o bem aos demais, tornando minha presença mais grata ao eliminar as asperezas do meu caráter.

Observei, por exemplo, que existia dentro de mim muita intolerância, e essa intolerância se expressava principalmente quando uma pessoa cometia um erro reiteradamente. Com essa postura, não a ajudava a superar sua dificuldade e ainda prejudicava a nossa amizade. Estava, então, fazendo um mal com a minha intolerância! Como poderia colaborar para um mundo melhor sem ser compreensiva com o outro? Percebi que a mudança começa ali, no momento em que enxergo a mim mesma.

Querer que o mundo seja melhor é uma bonita condição do coração humano; mas não deve permanecer adormecida, esperando que o mundo mude enquanto cada um continua fazendo as mesmas coisas. Esse ideal deve se transformar num verdadeiro propósito e encaminhar os atos da vida, gerando mudanças reais que trazem consigo um novo estado de consciência e felicidade.

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26 de setembro de 2019

Espelho, espelho meu, quem sou eu?

Espelho, espelho meu, quem sou eu?

Confira o texto publicado na coluna Logosofia no Jornal O Dia.

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Espelho, espelho meu, quem sou eu?

Era uma vez uma madrasta bondosa. Todos os dias, ela se olhava no espelho e perguntava:

– Espelho, espelho meu, quem sou eu?

E o espelho – que era ela mesma – respondia apenas o que ela já sabia, porque se esforçava para se conhecer mais a cada dia.

Nesse exercício de autoconhecimento e superação, aquela bela senhora, detentora do título de rainha, era também detentora de um grande respeito e afeto de todo o reino.

***

Você costuma se olhar no espelho, preocupado em se apresentar bem? Eu faço isso. Mas, por mais bem vestida ou maquiada que eu esteja, se estou brava, minha fisionomia deixa transparecer o que está se passando comigo.

Embora aconteça muita coisa dentro de mim, só comecei a ver isso quando descobri um outro espelho, no qual todos deveríamos mirar. É claro que, se o que vemos nesse espelho não é físico, o espelho, em si, também não pode ser físico, não é mesmo? Então, como funciona? De forma semelhante: usando a reflexão! Vejamos...

Quando observo, costumo classificar o que vejo em positivo ou – na maioria das vezes – negativo. Faço isso inconscientemente; é apenas um hábito, movido, no meu caso, pelo pensamento de crítica ou reclamação. Usando esse espelho, enxerguei que não me sinto bem quando uso meus olhos para ver o negativo, pois isso não me serve para nada, porque não tem um objetivo construtivo.

O que fazer diante dessa constatação? Vou ao encontro do meu espelho invisível: “Quem sou eu?”. Preciso voltar a observação para mim mesma e me perguntar: “Tenho a característica negativa que observei no outro? Estou ajudando a mudar as situações que critico?”

Ao olhar para mim, descubro que, algumas vezes, tenho essa mesma deficiência ou até alguma outra. E se tenho o defeito observado, não posso reclamar do outro; preciso é cuidar de mim! Mudando, quem sabe conseguirei ajudar os outros a mudarem também? Se, no entanto, não tenho o defeito observado, deve ser porque, no lugar dele, tenho alguma característica positiva ou virtude. Sendo assim, tampouco devo reclamar; tenho que ajudar o outro a cultivar essa característica positiva para substituir a negativa.

Isto é, qualquer que seja a resposta, minha postura tem que ser sempre a de ajudar. Dessa forma, faço minhas observações com mais generosidade. Se não for assim, o que acontece? O que todos sabem: um reclama de um lado, o outro reclama do outro, todos ficam insatisfeitos e nada muda.

Antes de aprender a usar esse espelho, ora eu via o negativo nos outros, mas não em mim, ora deixava de ver o que eu tinha de positivo e, por isso, não oferecia esse bem às pessoas a minha volta.

Muitas vezes, quando tentava oferecer o que eu tinha de bom, era normalmente porque me incomodava o fato de aquela pessoa não ser como eu queria, e não porque eu realmente estava pensando no bem dela. Por exemplo: me considero uma pessoa organizada, mas observei que, geralmente, quando peço ou mando alguém organizar alguma coisa, é porque estou irritada com a sua bagunça; não porque penso nas vantagens que ele terá se for mais organizado.

O exercício de autoconhecimento e superação frente a esse espelho que sou eu mesma me predispõe a ser melhor e a colaborar para que o mundo seja um lugar de mais bondade e mútua compreensão.

E você? O que vê no seu espelho hoje?

22 de setembro de 2019

Um nobre ideal: “A transformação do mundo a partir de si mesmo”

Confira o texto publicado na coluna Logosofia no Jornal O Dia.

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Um nobre ideal

Eu era uma criança de poucos centímetros de estatura quando me maravilhei com a natureza pela primeira vez. Era uma linda tarde de primavera e, ao observar o firmamento, que havia estado sempre ali, tive a sensação de nunca tê-lo visto. Aquela cena me provocou um impacto tão forte, que foi difícil entender o que se passava dentro de mim. Após essa primeira impressão, para a surpresa dos que estavam à minha volta, interrompi aquele espetáculo da natureza exclamando: "Que lindo é tudo isto!", "Como é bom viver!". Surgia ali o sentimento de gratidão pela Criação. Durante minha infância, experiências como essa, de encantamento pelo universo, pelas descobertas, se repetiam com frequência. Eu era uma criança inquieta, feliz e que gostava de aprender.

Chegada a adolescência, essas manifestações sensíveis se misturaram a pensamentos de desassossego, indignação e até de dor pelas injustiças que eu observava. Não conseguia entender por que aconteciam tantas coisas ruins no mundo. Não demorei a gritar aos quatro ventos que era preciso fazer algo para transformar aquela dura realidade, tão diferente da que eu gostaria que fosse. Mudar o mundo seria meu norte, minha meta de vida!

Associei-me a todo tipo de organização que compartilhasse meus ideais de mudança: grupo de estudantes, sociedade protetora dos animais, associação do bairro e até partido político fizeram parte da longa lista dos grupos aos quais fui me integrando. Uns com mais, outros com menos acertos, via que pouco era o que conseguíamos fazer para efetivamente transformar a realidade. Não passou muito tempo até que me decepcionei totalmente, pois, em muitos casos, descobri pensamentos mesquinhos e interesses pessoais por detrás de algumas dessas associações ou pessoas que diziam lutar pela mudança.

Assim, pouco a pouco, fui deixando de lado meus ideais. Entrando na fase adulta, pensava com tristeza que teria que me conformar em conviver com a realidade que me rodeava. Entretanto, algumas perguntas volta e meia me incitavam e, por sua causa, meus ideais nunca foram totalmente esquecidos: "Não sou parte dessa realidade a ser mudada?", "Não é egoísmo pretender que os demais mudem para que eu fique satisfeito?"

A resposta veio com o estudo logosófico. Ao aprender que não posso dar o que não tenho, assim como não posso ensinar aquilo que não sei, finalmente entendi por que falhavam os esforços humanos para mudar o mundo: queremos mudá-lo sem começar por nós mesmos. Com este novo enfoque, compreendi que querer mudar o mundo era ambicioso, mas melhorar a mim mesmo não seria menos difícil. Implicava ser melhor filho, melhor amigo, melhor cidadão, melhor profissional; enfim, ser melhor que eu mesmo, a cada dia, em todas as minhas áreas de atuação. Nesse caminho de superação, sigo me esforçando para, ao transformar minha própria realidade, contribuir para transformar a realidade do mundo.

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16 de setembro de 2019

Princípios são princípios

Autor: Thaís Moura M. Santos – Uberlândia/MG – Pesquisadora da Ciência Logosófica.

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“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação. 

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

Princípios são princípios

Você acredita em um mundo melhor? É possível mudá-lo sozinho? O que eu posso fazer para isso? Por onde começar? Por que parece ser uma tarefa tão difícil?

Essas perguntas lhe parecem familiares? Eu sempre tive muita vontade de fazer algo efetivo para a humanidade, mas nunca soube como. Além disso, pensava que, ainda que realizasse alguma coisa, só a minha parte não faria diferença alguma.

Recentemente, me dei conta de que tenho um mundo interno cheio de recursos: sou constituída de uma mente e, por isso, sou capaz de pensar, refletir, observar, raciocinar; de sentimentos, como gratidão, amor, afeto; de virtudes, como paciência, simpatia, bondade, disciplina, sinceridade. E com todos esses recursos, posso ser uma pessoa melhor.

Certa vez, numa empresa para a qual eu presto serviços, o gerente de vendas elaborou uma campanha para a equipe, desafiando-nos a superar as metas de vendas propostas pela companhia, em troca de cupons para participar do sorteio de prêmios atraentes, como TVs, notebooks e bicicletas.

Esforcei-me ao máximo para superar a meta, mas não consegui atingir os resultados que a campanha exigia. Um colega de trabalho que havia superado sua meta me perguntou: “Você quer uma parte das minhas vendas para passar no seu nome e, assim, ganhar os cupons e participar do sorteio dos prêmios?”

Depois de refletir sobre aquela proposta, perguntei a ele: “Mas você acha correto?”. “Correto não é – respondeu –, mas todo mundo faz...” Pela sua expressão, me pareceu que ele ainda não tinha se dado conta de que aquela inocente e bem intencionada oferta se apoiava em algo muito negativo. Agradeci sua intenção de me ajudar. Contudo, lhe disse que não estava de acordo com os meus princípios. Se eu não havia atingido a meta, não merecia participar do sorteio dos prêmios. 

Diariamente, escutamos falar sobre a corrupção no meio político, mas nos esquecemos de que a corrupção começa com essas pequenas atitudes do dia a dia, como burlar as regras de uma campanha, furar a fila do banco, estacionar na vaga para deficiente físico, passar no sinal vermelho, pagar um “café” para ser aprovado no exame da autoescola, colar nas provas etc. 

Num tom de voz animado, meu colega comentou: “Hoje em dia é muito difícil encontrar pessoas como você!”.

Em seguida voltamos a trabalhar e eu me senti feliz por ter conseguido seguir os meus princípios.

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01 de setembro de 2019

Eu?! Salvar o mundo?

Autor: André Casagrande Medeiros – Florianópolis/SC– Pesquisador da Ciência Logosófica.

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Eu?! Salvar o mundo?

Quando mais novo, eu adorava assistir a filmes de super-heróis. Via seus poderes sendo usados em situações que eu não distinguia se eram verdade ou ilusão. Mas o fato era que isso me trazia esperança de que, algum dia, o mundo seria salvo por alguém. À medida que aprendi mais sobre a história da humanidade, minha ideia de transformação do mundo evoluiu daquela visão infantil de super-heróis para gestos humanitários, como abolir as guerras, descobrir a cura de doenças ou acabar com a fome.

Ao mesmo tempo que isso era mais real, continuava sendo utópico, pois eram poucas as pessoas capazes de realizar esses atos que demandavam um esforço muito maior do que me julgava capaz.

Assim que tomei contato com a ciência logosófica, me deparei com um novo conceito sobre “transformar o mundo”. A responsabilidade deixou de ser dos super-heróis, com seus poderes, ou somente dos humanistas, médicos, cientistas e pacificadores; entrou em cena, pela primeira vez, aquele que julgo ser o maior responsável pela mudança no mundo: eu mesmo.

Eu sempre reclamava da forma como os outros agem, reparava em seus defeitos, culpava os outros. Mas raramente observava a mim mesmo, a forma como atuava e os meus defeitos. E mudar algo que não depende de você é impossível! Isso me fez olhar para dentro de mim, e vi que era possível iniciar uma mudança; uma pequena mudança.

Mas como a minha mudança iria mudar o mundo?

Quis fazer um ensaio. Propus a mim mesmo que, naquele dia, nada afetasse o meu bom humor. Logo que entrei em contato com algumas pessoas, elas estavam com a autoestima péssima e falando sobre acontecimentos ruins. Em qualquer outro dia, isso me abalaria, mas agora já era capaz de identificar meus movimentos internos, vendo o pessimismo atuar dentro de mim, e estava desenvolvendo recursos e defesas mentais para superar este pensamento negativo. Logo mudei o assunto para algo positivo, trazendo mais alegria e melhorando o ambiente em que estávamos.

Consegui entender o que era mudar o mundo a partir de si mesmo, pois fui capaz de criar momentos melhores para aqueles que estavam presentes, sendo que eles poderiam repassar esse estado de felicidade para outras pessoas. Isso foi o que eu fiz sozinho. Se muito mais gente conseguisse fazer o mesmo, qual efeito isso produziria?

Um requisito indispensável para mudar o mundo é, portanto, aprender a enxergar e atuar nesse mundo interno que cada um traz consigo, onde tem origem qualquer ação – boa ou ruim – que depois nos toca viver no mundo externo.

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25 de agosto de 2019

Já arrumou seu quarto hoje?

Confira o texto publicado na coluna Logosofia no Jornal O Dia.

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Já arrumou seu quarto hoje?

Sempre tive aquela vontade profunda de mudar o mundo! Desde o âmbito político e da qualidade de vida, até o ensino profissional e a educação moral e ética dos seres humanos.

Diante de algumas experiências frustradas, sentia-me inútil por não conseguir mudar nem sequer meu país, vendo a coisa descambar cada dia mais. Isso tudo desgastava minhas energias e, em tal estado interno, conseguia resolver ainda menos…

Sabe aquela frase: “Já arrumou seu quarto hoje?” Então, observando minhas atitudes, questionei-me se estava arrumando meu quarto antes de querer sair arrumando a casa toda e, ainda, a casa de todo mundo...

A maioria das pessoas tem uma predisposição inata para colaborar com os outros. Entretanto, só posso dar aquilo que tenho: como vou emprestar algo que não tenho a um amigo? Ou, como, então, posso colaborar com meus semelhantes na arrumação de suas casas, se meu quarto está todo bagunçado? Como vou compartilhar um conhecimento, se não o experimento em minha própria vida?

Finalmente, me perguntei: como posso resolver os problemas da humanidade que estão dentro de mim? E quais seriam esses problemas?

Surpreendi-me com uma resposta a essa pergunta, que surgiu quando observei minha disposição de ânimo ao acordar. Estava num momento de muito trabalho, e o cansaço era tanto que eu já acordava esgotada e, às vezes, mal-humorada. Então refleti: se quero um mundo mais feliz e humano, não posso acordar de mau humor e disseminar este pensamento no meu trabalho, mesmo que eu tenha motivos para estar cansada.

Ou, se quero resolver o problema de impaciência e intolerância dos seres humanos, preciso começar sendo mais paciente comigo mesma e com os demais, seja no trânsito, no trabalho, em casa. Também preciso tolerar mais os erros, tanto os meus quanto os das pessoas com quem convivo, sem presumir, inconscientemente, que eu sempre acerto!

Além do mais, será que só o fato de eu querer mudar o mundo já basta? Estou me formando para a docência acadêmica, e me vejo muitas vezes falando daquilo que eu nunca fiz, mas, como está nos livros ou alguém estudou e descobriu, passo a informação adiante. Embora tenha lá seus riscos, isso é lícito e até importante para avançarmos coletivamente na produção do conhecimento acadêmico, mas, tratando-se de conselhos sobre a vida espiritual, não posso apenas reproduzir algo que alguém me disse. Somente o meu exemplo provará que sei do que estou falando e que isso fará mesmo diferença para uma humanidade melhor.

O que realmente importa na vida? Cada dia mais, estou sentindo que os problemas normais da vida vão ficando mais simples de resolver, porque, ao exercitar-me em assuntos e problemas complexos, como os da existência do ser humano e da busca por um ideal superior para a vida, minha mente amplia sua capacidade, indo além dos limites que me havia imposto. Assim, a vida toma outra proporção! Vai se tornando muito mais feliz e grata, porque o pensamento de viver em paz ganha força.

Sim, é possível transformar o mundo, mas desde que essa transformação seja de dentro para fora. É preciso arrumar nosso próprio quarto primeiro!

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Em Teresina (PI), a Fundação Logosófica – em prol da superação humana – está presente no seguinte endereço: Rua José Paulino, 845 - 1º andar / Sala 110 – Fátima. Mais informações pelo telefone: (86) 994529269.

18 de agosto de 2019

Um sorriso no metrô

Confira o texto publicado na coluna Logosofia na edição deste domingo (18) no Jornal O Dia.

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Um sorriso no metrô

Milagros Lucía Romani – Buenos Aires/AR

“O que você quer ser quando crescer?” Mais de uma vez escutamos essa pergunta durante nossa infância, ao que costumávamos responder o que era esperado: o nome de alguma profissão. Não é muito comum um menino anunciar: “quero ser uma boa pessoa”, ou “quero ser cada dia um pouco melhor”, ainda que, por trás da profissão escolhida, exista, sim, a vontade de ajudar ao outro. Crianças querem exercer a medicina para curar, a docência para ensinar, ou ser bombeiros para salvar vidas.

Desde pequena, via em mim essa vontade de ajudar ao semelhante. À medida que crescia, fui descobrindo que sérias divergências ocorriam entre as pessoas; observei a propensão ao isolamento, ao separatismo, a mecanização da vida, a indiferença frente ao outro… Essas características, particularmente, muito me decepcionavam, e comecei a desejar que fosse outro tipo de comportamento que unisse os seres humanos.

Quando tomei contato com a ciência logosófica, me dei conta rapidamente de que meu insucesso era porque eu estava focada em mudar aos demais. Me esquecia de alguém muito importante, até diria primordial, para começar a encarar a transformação do mundo. Alguém que ia influenciar particularmente a minha vida, a minha felicidade: eu mesma. Comecei a me perguntar se eu também não possuía os defeitos que não me agradavam nos demais…

Compreendi que primeiro deveria esforçar-me por aumentar minhas qualidades morais. De que forma faria isso? O método logosófico me deu as ferramentas necessárias para identificar tanto minhas deficiências quanto minhas virtudes, ao mesmo tempo que me levou a experimentar o valor espiritual do relacionamento entre os seres humanos.

Sim, eu também era indiferente. Sim, eu ficava carrancuda quando alguém fazia o oposto do que eu esperava. Sim, eu tinha preguiça de iniciar um relacionamento, ou de cumprimentar um desconhecido. Sim, eu olhava para o celular quando alguém entrava no elevador.

Neste novo caminho que se abriu para a minha vida, devia realizar pequenas mudanças em minha vida, ir do pouco ao muito, sempre respeitando a minha realidade.

Ao caminhar pelas ruas, vemos centenas de rostos por dia, sobretudo nas grandes cidades. Não é possível ajudar a todos, porém descobri que o fato de manter-me num estado de alegria e boa disposição, o qual só provém do conhecimento, já que este ilumina a vida, é uma forma de transformar pelo menos o meu cotidiano.

Um dia, me encontrava no metrô e, observando ao meu redor, vi um homem vestido de terno, com uma pasta executiva. Podia-se perceber que algo o angustiava. Ele estava com a testa franzida e o olhar baixo. De repente, levantou os olhos e me fitou. Respondi-lhe instantaneamente com um largo sorriso, ao qual, para minha surpresa, ele me devolveu outro, de forma cordial e sincera.

A viagem continuou, porém este homem não era o mesmo. Observava a paisagem da janela e agora se via nele um semblante de tranquilidade.

Desci no meu destino com uma sensação diferente. Ficou clara para mim a imensa importância de trabalhar no meu interno para propiciar mudanças no externo, e que o bem próprio é também o bem dos demais. Há no ser humano uma necessidade inata de compartilhar a felicidade, ainda que seja com um desconhecido; de dizer com o olhar, ainda que por um breve instante, que ele não está só, que somos muitos os que trabalhamos para viver uma vida melhor, mais consciente, com valores de bem e união. Talvez seja isso o que transmiti este dia no metrô, e que aquele senhor me confirmou em seu sorriso.

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Para saber mais...

Para saber mais sobre a ciência logosófica, visite e assine nossos principais canais: YouTube (www.youtube.com/logosofia), Facebook (www.facebook.com/logosofia) e Instagram (@logosofiabr), além do site oficial da Logosofia – www.logosofia.org.br.

Em Teresina (PI), a Fundação Logosófica – em prol da superação humana – está presente no seguinte endereço: Rua José Paulino, 845 - 1º andar / Sala 110 – Fátima. Mais informações pelo telefone: (86) 994529269.

11 de agosto de 2019

Um mundo onde ninguém é pequeno

Confira o texto publicado na coluna Logosofia na edição deste fim de semana no Jornal O Dia.

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação. 

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Um mundo onde ninguém é pequeno

Ao pensar em transformações no mundo, logo vem à lembrança as multidões nas ruas. Mas, afinal, o que é necessário para que uma mudança ocorra? O que gera uma efetiva transformação? 

É fácil constatar que qualquer pessoa quer um mundo melhor e tem vontade de ser um ator nas mudanças. Mas, então, o que nos limita e faz com que essa vontade não se traduza em resultados práticos? Por que nos sentimos pequenos diante de desafios tão grandes como os que o nosso país está enfrentando no campo da ética?

Percebi que, repetidas vezes, eu luto no campo de batalha errado e contra os inimigos errados… Afinal, as características de um povo são reproduções idênticas dos indivíduos que o compõem, e antes de ganhar as ruas, toda nova realidade surge primeiro na mente de algumas pessoas, como o comprovam as mudanças históricas. Portanto, para transformar o mundo em que vivemos, é necessário que cada ser humano mude – mudar o interno para ver esta mudança refletida no externo.

Então, nada mais lógico que iniciar por mim mesmo, buscando ser aquilo que eu espero que os outros sejam: honestos, éticos, responsáveis, tolerantes... Em busca de conhecimentos para alcançar este acalentado ideal, descobri um mundo até então inexistente para mim, composto por sentimentos, pensamentos, deficiências e tantas outras coisas. 

Eis um ensaio: estou no meu ambiente de trabalho e toda a equipe está pressionada por um problema. Sinto-me estranho, acelerado, mas durante um tempo não percebo isso; vou apenas seguindo o fluxo do ambiente. Colocando a consciência em ação, identifico alguns pensamentos, entre eles a irritabilidade. Substituindo este estado interno pela temperança e serenidade, manejei com acerto um pensamento da minha mente. Ao transformar meu mundo interno, minha atuação automaticamente se transforma. Este mundo eu posso mudar e não sou tão pequeno assim!

Aprendendo a manusear minha vida interna com consciência, a prerrogativa de evoluir me parece diferente. Fazer algo conscientemente implica fazer sabendo por que o faço, como será útil para minha evolução, como poderá me beneficiar e também aos demais. Ao conhecer os desafios que precisam ser vencidos na minha realidade interna e trilhar o caminho para isso, consigo compartilhar o que aprendi para que as pessoas que tenham as mesmas dificuldades possam deixar de ser aquilo que eram e passem a ser algo melhor. Assim posso ser um cidadão ativo.

Este é o meu mundo. Se cada um transformar o seu, a humanidade certamente estará melhor.

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