Lasciva

O segredo pra comemorar bodas de brilhante

A gente ouve tanto que o sexo esfria depois de um tempo de relacionamento, que acaba acreditando nisso com naturalidade, como se não pudesse ser de outra forma.

25/04/2018 16:18h - Atualizado em 25/04/2018 18:36h

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Alguém que me lê neste momento já parou pra refletir que o sexo é tratado como o primo pobre do amor? Sabe aquele parente que todo mundo acha divertido, que gosta da companhia pra ir à balada, mas que todo mundo julga como irresponsável e que ninguém realmente dá valor?

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Se os relacionamentos formassem uma família, era nessa condição em que o sexo estaria. O amor, pelo contrário, seria o parente bem sucessivo, maduro, que conseguiu estabilidade na vida e que, por isso, é mais valorizado que os outros.

E eu sou a parente polêmica que defende que isso está muito errado. Amor e sexo deveriam ter o mesmo peso dentro das relações. Tem uma música da Rita Lee que resume bem o que eu quero dizer: ‘amor sem sexo é amizade’.

A gente ouve tanto que o sexo esfria depois de um tempo de relacionamento, que acaba acreditando nisso com naturalidade, como se não pudesse ser de outra forma. Como se amor só combinasse com dormir de conchinha depois de um papai e mamãe. Como se a cumplicidade que o casal ganha com os anos de namoro ou de casamento tivesse que ocupar o espaço antes destinado às noites de sono perdidas com sexo intenso e prazeroso.

Quando eu era criança, queria ouvir meus pais fazendo sexo. Pra mim, aquilo era a prova de que o casamento ia bem e de que eles nunca iriam se separar. Já adulta, eu vejo casais felizes e, instintivamente, me pergunto se eles fazem sexo com frequência e de qualidade. Quando vejo casais de velhinhos juntos após 50 anos, tenho muita vontade de perguntar se eles ainda têm vida sexual ativa, nem que seja uma vez por mês.

Se a gente abandonar o conservadorismo, vai perceber o quanto tratamos com preconceito o primo pobre e como é importante dar a ele o mesmo valor que damos ao parente concursado.

Aos 31 anos, continuo pensando da mesma forma de quando eu era criança: não existe relação duradoura e feliz sem sexo.

Vai por mim e lembra de me mandar o convite pras bodas de brilhante.

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Fonte: Nayara Felizardo

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