Lasciva

Moça, seja líder no seu relacionamento

Conhecemos ou somos mulheres fortes, interessantes e inteligentes sendo subjugadas em seus relacionamentos amorosos.

08/05/2018 13:30h

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“Todas as vezes que você espera um homem dizer se estão namorando, ou sempre que você espera um convite do cara, você não está exercendo a liderança”. O assunto principal não era relacionamentos, mas a frase dita pela palestrante Priscila de Sá, em um evento do Google direcionado para mulheres em Teresina, me despertou interesse.

Exercer a liderança é algo que muitas de nós já fazemos na nossa carreira profissional, mas ainda temos dificuldade no campo afetivo. Frequentemente conhecemos ou somos mulheres fortes, interessantes e inteligentes sendo subjugadas em seus relacionamentos amorosos.

Por que isso acontece eu não sei dizer de certeza, mas algumas conjecturas me vêm à mente e todas elas passam pela estrutura muito enraizada do machismo, que ensina as mulheres a esperarem a chegada do príncipe encantado. E também nos ensina que, se as coisas não derem certo, a culpa foi exclusivamente nossa.

Por isso, quando achamos que o grande amor da nossa vida chegou, temos medo. Medo de demonstrar interesse porque o cara pode achar que a gente é pegajosa. Medo de tomar iniciativa porque ele pode nos achar atirada demais. Temos medo do que falar, de como agir, do que vestir, do que pensar. Temos medo de estragar tudo com as nossas expectativas, temos medo de nos apaixonar e de sermos descartadas.

Medo é só o que resta quando nos falta segurança, autoestima e liderança. Deixamos nossa felicidade nas mãos que quem imaginamos ser capaz de garanti-la, quando não entendemos que essa é uma responsabilidade grande demais para entregarmos a uma pessoa qualquer.

É esse o motivo porque exercer a liderança também nos relacionamentos afetivos é tão importante. Se ele confunde carinho com exagero, é porque não era recíproco. Se ele te acha vadia quando você toma atitude, é só mais um machista de quem deverá manter distância. Na condição de protagonistas, pensamos e agimos sem medo. E isso é libertador! 

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Fonte: Nayara Felizardo

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