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João Magalhães

PSDB não confia em Firmino Filho, que não confia em Ciro Nogueira

A exclusão do tucano da direção nacional e o impedimento para ele ser o líder estadual são consequências da falta de confiança de membros do partido no prefeito da capital.

03/06/2019 20:26h - Atualizado em 03/06/2019 20:42h

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, ficou de fora da executiva nacional do PSDB. Em âmbito estadual, apesar dele ser o maior líder político da sigla, teve que se contentar com a vice-presidência. A exclusão do nome do tucano da direção nacional e o impedimento para ele ser o líder estadual são consequências da falta de confiança de membros do partido no prefeito da capital.

A desconfiança é resultado das atitudes de Firmino Filho que contribuíram com o esvaziamento da sigla nas eleições de 2018. O gestor filiou a esposa, Lucy Soares, ao Progressistas; o mesmo destino do sobrinho Firmino Paulo; e dos amigos Silvio Mendes e Washington Bonfim.

Além disso, o prefeito da capital também não demonstrou muito apoio ao candidato do partido ao governo do Estado, Luciano Nunes, que amargou um terceiro lugar na disputa. Firmino Filho priorizou as eleições da esposa para deputada estadual, Margarete Coelho para deputada federal e Ciro Nogueira para o Senado – todos do Progressistas.  

Enquanto isso, o PSDB, mesmo comandando a prefeitura mais importante do Piauí, foi reduzido a um deputado estadual (Marden Menezes), que é adversário declarado do prefeito.

Todos os motivos acima explicam a desconfiança de líderes tucanos com Firmino Filho.

Progressistas

Diante de todos os ensaios possíveis, seria natural a filiação de Firmino Filho ao Progressistas. O pensamento do prefeito de Teresina está voltado para 2022, quando ele pode disputar o governo do Estado. O partido inclusive tem grande estrutura política no interior, essencial para quem quer chegar ao Palácio de Karnak.

No entanto, uma vez filiado ao Progressistas, Firmino Filho ficaria refém dos entendimentos e desejos do senador Ciro Nogueira. E o próprio Ciro já afirmou que pode concorrer ao governo. Com mandato até 2026, ele não terá prejuízos caso perca uma eleição em 2022. Além disso, a sigla possui em seus quadros Margarete Coelho, deputada federal que já demonstrou ter brilho próprio e um perfil político que a depender do contexto, pode ser aproveitado numa eleição majoritária.

Dessa forma, é sensato dizer que ao mesmo tempo que Firmino gera desconfiança no PSDB, ele não consegue ter, até o momento, a confiança necessária em Ciro Nogueira para se vincular diretamente ao Progressistas.

Com olhar em 2022, Firmino ainda não vê segurança partidária para seus planos. (Elias Fontenele/O DIA)


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