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João Magalhães

Em Teresina, ministro de Bolsonaro se cerca da “velha política”

Aos bolsonaristas, por enquanto, resta apenas fazer militância em defesa do presidente, e observar, de camarote, “a velha política” continuar dividindo o poder entre si.

07/06/2019 15:55h - Atualizado em 07/06/2019 16:16h

As companhias do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em Teresina, é de deixar qualquer bolsonarista enciumado. Tido como um dos gestores mais técnicos do governo federal, Freitas assinou a ordem de serviço para a construção da nova ponte sobre o Rio Parnaíba, ligando Santa Filomena no Piauí e a Alto Parnaíba, no Maranhão, e visitou o canteiro de obras na BR-343 em Teresina, que possui 5 km de extensão, além de contar com dois viadutos rodoviários e três ferroviários.

A agenda do ministro é significativa para o governo Bolsonaro. Caso as obras sejam entregues, vão beneficiar o trânsito na capital e o trafego de veículos com a produção agrícola dos cerrados. No entanto, todos esses benefícios ao Piauí foram anunciados ao lado de quem os bolsonaristas chamam de “velha política”. Explico os dois termos: bolsonaristas são aqueles que apoiam o presidente desde a época em que ninguém acreditava que ele seria eleito. E “velha política” foi o termo que ele utilizou para carimbar todos os políticos tradicionais.

Nesta sexta-feira, o ministro Tarcísio Freitas se cercou da “velha política” piauiense para anunciar os benefícios ao estado, contribuindo também para que estes ganhem dividendos políticos com as obras. Na foto mais emblemática, o ministro está ladeado de Marcelo Castro, Elmano Férrer, Ciro Nogueira, Iracema Portela e Firmino Filho, todos políticos tradicionais que estão há décadas no centro do poder piauiense.

Aos bolsonaristas, por enquanto, resta apenas fazer militância em defesa do presidente, e observar, de camarote, “a velha política” continuar dividindo o poder entre si.

Dos políticos acima, apenas Elmano Férrer votou em Bolsonaro para presidente. (Foto: Divulgação)


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