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Adiamento das eleições beneficia quem está na gestão

Apesar da queda de arrecadação das prefeituras, o socorro emergencial aos municípios vai cobrir parte das perdas e o gestor que for equilibrado, conseguirá manter salários do funcionalismo em dia.

03/07/2020 11:06

O Congresso Nacional encerrou a novela acerca da data das eleições municipais de 2020. O primeiro turno será em 15 de novembro. O deputado federal Fábio Abreu (PL) (foto)foi o único piauiense na Câmara que votou contrário à proposta de adiamento. Como pré-candidato a prefeito de Teresina pela oposição, ele sabe que quem está no governo, com o controle da máquina em mãos, se souber trabalhar vai conseguir colher dividendos políticos do enfrentamento da pandemia.


Além disso, apesar da queda de arrecadação das prefeituras, o socorro emergencial aos municípios vai cobrir parte das perdas e o gestor que for equilibrado, conseguirá manter salários do funcionalismo e pagamento de fornecedores em dia, além de aplicar também muitos recursos em propaganda oficial. Sem contar que com dinheiro de empréstimos – a maioria das grandes prefeituras recorreram a operações de crédito na pandemia – será possível tocar e concluir várias obras públicas – eleitoreiras.

As pesquisas também demonstram que o pico da pandemia deve ocorrer neste mês de julho, ou seja, em setembro, e principalmente em novembro, boa parte do eleitorado já terá naturalizado (alguns esquecido) a pandemia e estará mais preocupado com a economia.

Portanto, quem está com a máquina pública em mãos sabe que o adiamento por 40 dias das eleições acaba sendo beneficiado. Mas como política é dinâmica, é bom lembrar que fatos novos podem surgir a qualquer momento, como investigações da Polícia Federal de olho nos gastos de enfrentamento à  covid-19

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