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Garrincha

Vendo a banda passar cantando coisas de amor

O deputado João Madison botou uma emenda para destinar recurso para contratação de artistas nacionais em eventos culturais.

10/07/2019 10:26h

Vendo a banda passar...

O deputado peladeiro João Madison botou uma emenda para destinar recurso para contratação de artistas nacionais em eventos culturais e finaliza o seu pedido afirmando que sem banda o povo não sai de casa. É fato. Sem banda para ver na rua ele fica em casa, pega uma banda de pão e bota uma banda de rapadura, deita na rede e fica com uma banda de fora. E se a mulher  vem na sua banda ele ainda a chama de “uma banda bandida”. E assim a emenda do “Jota Eme” não pode sair pior do que a receita porque diz o João que sem banda as pessoas não vão nem no Vão do Lourenço que é lá em Uruçui, terra de dona Anísia, mãe de Vera Lúcia. E o João está certo. Eu o povo gostamos de animação, de folia e sem ter banda, ninguém não levanta a bunda para ir a lugar nenhum. Nosso povo é festeiro e gosta de animação. Principalmente quando ele não gasta um tostão. Na base do zero oitocentos. E ele gosta de “ver a banda passar, cantando coisa de amor”. Mas assim como banda o tempo também passa e a esta altura do campeonato eu nunca mais vi o Popó Cabeça de Pato. Aquele moço moreno muito educado que quando ouvia alguém o chamar de “Cabeça de Pato !”, ele respondia delicadamente: ´É a mãe !” Pois não mais vi o tal senhor de cabeça tão original que chega a disputar simpatias com o Cabeça de Cuia, figura de nosso folclore. Se não me engano. Ele é um funcionário da Fagep, lotado no Verdão, aquele ginásio de esportes do governo que nunca amadureceu, ali apegado ao bar do Assis e Semel. E os jogos no LIndolfo Monteiro davam nova vida ao Verdão e ao Assis que é o dono do bar e onde a negrada sem consciência comprava bebida fiado. Mas o João quer ver a banda passar cantando coisas de amor e para isto botou uma emenda à lei para que os deputados destinarem recursos para contratações de artistas nacionais se exibirem em eventos culturais do Estado como as feiras agropecuárias, exposições e etecera e tal. É uma boa porque como diz o João: Sem banda as pessoas não vão.” Nem aqui nem no Caldeirão de Luiz Menezes. O João  está certo porque o povo gosta de folia mas parece que o Franzé, seu colega, não gostou nada porque rejeitou a emenda e o João Madison rejeitou o colega e o chamou de demagogo, o outro o chamou de pedagogo e a coisa pegou fogo. Mas amigos, deixa isto para lá que o papo é de bola e este escriba não enrola.

Cadê os cartolas? 

Aproveito este belo trabalho do nosso craque Jota A para mostrar dois dirigentes do jogo de bola piauiense 

É fogo... 

Meus amigos, a coisa não está fácil nem para gregos nem para troianos e baianos nem aqui e nem em Piripiri. O meu clube de coração, o meu Fogão está numa fase de pegar fogo, fase de combustão. Até a luz foi cortada de sua sede e sem energia como é que  pode botar fogo nas panelas e cozinhar o feijão dos meninos? Jogadores com dois meses de salários atrasados e os bichos não foram soltos, estão todos amarrados para quando Deus der bom tempo. A coisa é séria, o bicho tá pegando e o perigo é aparecer um maluco e botar mais lenha na fogueira. Agua,agua, meus netinhos...

Picos 

Espero que neste ano a cidade de Picos venha disputar o campeonato piauiense de futebol de verdade. E venha com o fogo que identifica a agremiação picoense. Em todos os certames que participou em Teresina, a cidade de Miolinho sempre honrou o seu nome e chegava junto nas cabeças da competições. Tanto nos intermunicipais como nos jogos de campeonato profissional, a terra dos Neris, dos Santos, sempre fez boas jornadas e o nome da cidade teve em altos Picos de audiência. Como fica pertinho de Pernambuco, o intercambio com o povo de lá é melhor do que com o futebol de cá.


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