• SOS Unimed
  • Fagner
  • Trilha das emoções
  • Novo app Jornal O Dia
Garrincha

O futsal era a maior atração das noites nesta Teresina

Confira o texto publicado na coluna Prego na Chuteira no Jornal O Dia.

06/09/2019 08:26h - Atualizado em 06/09/2019 08:33h

Nosso Futsal 

Gentes boas, Teresina já teve o seu futebol de salão de luxo. No tempo do Banespa do Dedé Cabeça de Prego, Cipal de Máximo Gorki, Benfica de dona Paixão, Rio Negro de Zé Caixeiro Fluminense de Belchior, Artistíco de Zé Palitó, River de Geraldo Magno, Piauí de seu Itamar, Flamengo  de Las Torres, Auto Esporte de Wiliam Carvalho, o Bibio e outros que já não me lembro dos nomes dos clubes e nem dos seus  donos. Sei que quadra de jogar era na Polícia Militar e o local bom demais para namorar. Depois era ir paquerar na Praça Pedro Segundo, onde as “meninas de família” desfilavam de mãos dadas e os rapazes viam com os olhos e comiam com a testa como o povo dizia antigamente. Mas o futebol de salão era a maior atração e o Banespa era sempre o campeão embora o Benfica de Dona Paixão fosse o seu mais ferrenho adversário e a minha AABB era “mais ou menos”, time dos bancários, a torcida maior era das famílias das namoradas deles, porque queriam ver as suas filhas casadas com um deles, na época, mesmo que ganhar na loteria. Valdimir Soares da Silva era treinador do Banespa e já era conhecido com o “mais perfumado”. E o futsal era a maior atração das noites nesta Teresina  cheia de graça. E de lá saiam os namoros e os casamentos e as amigações. E depois do jogo, o programa era saborear o sorvete do Crente e passear, paquerar na praça Pedro Segundo onde as meninas desfilavam como os ponteiros dos relógios e com olhos no relógio da praça porque quando dava nove horas, o alarme soava anunciando que era hora de moça donzela ir para casa e de cabra safado ir apara  a rua Paissandu, onde  existam umas casas que chamavam de “recursos”. Hoje casa de recurso é banco. Naquele tempo era casa de rapariga. Para os senhores verem como as coisas mudam e hoje até as mudas e surdas já estão falando por sinais. Mas o tema da crônica é o jogo de futebol de salão onde o Banespa quase sempre foi campeão, dando na AABB, lá onde este escriba jogava e muito bem, diga-se de passagem. Comprada. E a bola rola, quem caça passarinho, caça rola, deita e rola e samba não se aprende na escola. Mas eu quero terminar esta crônica cobrando a abertura da “quadra da PM”, hoje um centro de coisas antigas e danças para a volta ao futsal, ao vôlei, ao basquete ao randibol. Esporte é cultura e o governador W. Dias, meses e  anos, sabe  disso porque ele é um senhor peladeiro mil e tanto. 

O Mengão da Parnaíba!

Alô, parnaibanos, alelafianos e mãosantinos,! Esta foto é de 1941 e mostra o Flamengo da Parnaíba, com os jogadores todos numeradinhos. 1- Chico Braga.2-Boinho.3-Cornélio. 4- Tote. 5 Cariri- 6-Biná. 7- Antonio João.8-Cansanção. 9- Moacir. 10-Coré-coré. 11- Luís Caetano. 12- Zé Gomes. 13 -Hermes. ( Do meu arquivo). Recordar é viver!

Campo Largo 

O esporte é um grande embaixador. Vejam agora, a cidade de Campo Largo fazendo bonito em uma competição nacional em Fortaleza sem nem a gente saber. No futebol de salão onde o campo nem é tão largo assim e o time piauiense brilha em Fortaleza e pode chegar á final na Taça Clubes de Futsal. Fazia cinco anos que o Piauí não tinha representante nesta competição nacional mas agora tem e bom e não é de campo estreito, é de Campo Largo e vem fazendo bonito. Há cinco anos que o nosso Estado não dava as caras nesta competição. Nosso último time foi o do Escola Técnica de Teresina. Esta competição acontece no Vozão, em Fortaleza e acaba domingo, sete de setembro, dia de marcha. 1...2... 1...2

Celular ganha da bola 

Uma coisa que vem preocupando os amantes do futebol é o desapego que eles estão vendo do homem pela bola. Antigamente, o maior rival da mulher era a bola. O cara acabava namôro mas não deixava de ir jogar sua pelada ou mesmo cabeluda. Era ali apaixonado pela esfera, de couro ou de borracha ou até bola de meia, quando o cabra era pobre. De primeiro, o cara jogava bola e depois é que ia namorar. Agora, nem a mulher dá mais bola e ele se agarra é com o celular. Eu sei de um que se agarrou foi com o Bacelar, amigo do “Dilma”, lá do bar do Zé Filho, no São Cristovão. Mas deixemos isto para lá, como dizia Zé Tatá, famoso mágico dos velhos tempos que não voltam mais com aqueles majestosos carnavais...


Deixe seu comentário