Garrincha

Faz é tempo que o público daqui se isolou do seu esporte predileto, o futebol

Desapareceram os cartolas e nem os "bonés" aparecem para tomarem conta dos times do futebol piauiense.

19/05/2020 12:26h

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Isolamento Social

Amigos, já falei sobre "lançamentos" e hoje, para não perder a rima, eu vos falo de "isolamentos". As duas palavras rimam com lamentos, que é o que se ouve hoje em dia em pleno vigor da pandemia. Que também rima com sorria. Favor não confundir o "ouve" de ouvir com o houve de haver, que, na verdade, não tem nada a ver. E assim sendo, eu pretendo escrever sobre esta situação atual de nosso povo, deste país e de todo mundo, inclusive das calças do Raimundo. Estamos passando uma fase da vida excepcional. E tudo agora é "viral". É o povo com medo de se encostar nos outros e já estão até mudando os mandamentos do catecismo da doutrina cristã: "não se encostar no próximo e cuidar de si mesmo." Aquela frase de se "passar um sabão nela, doutor", que era depreciativa, agora é benéfica para a pessoa ou até para o Pessoa de Novo Nilo. Passar sabão é um benefício e ver aonde vai a mão. Porque, como os meus distintos leitores sabem, tem mão de todo tipo. Tem o Mão de vaca, o Mão leve, o Mão de pilão, o Mão de paca, o "Mãozinha", o "Mão na roda" e o político que faz milagres que é chamado de "Mão Santa". Por sinal, médico como é, deve agora está no maior sufoco, pois que sendo prefeito de Parnaíba todo mundo quer pedir sua ação e é o mesmo eleitor que diz "Este povo pidão, a gente dá o pé e ele quer a mão".

O certo, gentes boas, é que estamos vivendo uma época de agonia, com esta tal de Pandemia, quando o gato late e o cachorro mia. Tudo agora é preciso ter o maior cuidado, tudo limpo e "alcoolizado". Não é "bêbo" não, alcoolizado é melado de álcool. Fedendo à cachaça. Quem está numa boa é aquela galera que gosta de tomar "umas e outras", que os puristas chamam de "bêbos". Quanto mais isolados melhor, porque "carro é o ford, mulher é a fogoió e o homem quanto mais "bêbo, mió." Assim sendo, o isolamento é como uma concentração no futebol. E muito mais rigoroso porque é terminantemente proibido se provar "alguma coisa de sal". Principalmente nesta idade da rolinha que canta "fogo apagou" como esta que fica aqui em cima daquele pau de Juá. Bem em frente à minha casa, aqui no São Cristóvão.

Num livro que estou lendo "Mantenha o seu cérebro vivo - Exercícios neurobióticos para prevenir a perda da memória e aumentar a agilidade mental" tem muitas dicas para a gente aplicar ainda nestes minutos finais de nossa partida que não é de futebol, é partida de ir embora mesmo, fazendo como o meu colega do Banco do Brasil, o saudoso O.G Rego que escreveu o clássico "Adeus às Ilusões."

E assim, gentes boas, o tempo passa e todo mundo vai completar o seu tempo regulamentar, pois quando o Criador nos bota neste jogo da vida já tem tudo cronometrado. Alguns são beneficiados com as tais de "prorrogações" porque em tudo tem a tal "peixada". Até para morrer. Tem uns que até já morreram mas eles mesmos não sabem...Tão recebendo o aposento...


“Isolamanto”?

Faz é tempo que o público daqui se isolou do seu esporte predileto. Uma verdadeira pandemia de liseira, quebradeira total. Desapareceram os cartolas e nem os "bonés" aparecem para tomarem conta dos times do futebol piauiense. Pandemania no futebol do Piauí. Isto é "ó River"! Foi uma vez Flamengo...É melhor ficar ou "Pió ir"?


Agora deu...

Rapaz, agora deu. O Corinthians, clube paulista tradicional, um dos maiores desta nação, fez ofício para a sua federação de futebol pedindo que a mentora não bote seus jogos nem em dia da semana de noite nem dia de domingo ou feriado. O motivo é porque os jogadores, seus empregados, ficam cobrando hora extra, extraordinário pelos minutos que correm atrás da bola, o seu ganha pão. E é porque o futebol é uma diversão dominical ou sabadal. Se a moda pega, até os circos vão ter que pagar hora-extra aos seus domadores, trapezistas, comedores de fogo, engole espadas e palhaços. "Meus amigos, futebol é coisa séria"...


Um Gringo do Ceará...

Tem um ditado muito forte nestas bandas que é por demais verdadeiro e é muito forte. É aquele que diz "só no Piauí mermo". Porque certas coisas, gente boa, só acontecem por aqui. Onde se come arroz com pequi. Só no Piauí. Pois aqui, já tivemos um jogador bom de bola, craque mesmo na acepção da palavra que atendia pelo apodo de Gringo. Tinha vindo do Ceará junto com outros trazidos pelo treinador Vicente Trajano que tinha sido técnico do Ferroviário de Fortaleza, o famoso "Ferrim". Ele e outros porque naquela época, o futebol cearense mandava muita gente para cá. Muita gente boa veio de lá para cá e eu dou como exemplo, eu mesmo...

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