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Garrincha

Bons atletas já saíram de Simplício Mendes para outros centros esportivos

E o moreninho Vitor foi um deles com uma passagem lendária pelo River onde tinha um padrinho forte, o cartola V-8

31/01/2020 10:39h

Ao futebol!

Meus amigos, porque hoje é sexta-feira, amanhã é sábado e depois um domingo que pede cachimbo. Esta história acabou dando  ao Dominguinho, irmão do Paulo Henrique, o apelido de “pé de cachimbo” e ele não gostava nem um pouco quando o Odílio Teixeira, o Phodinha, chamava por este apelido. Mas isto são reminiscências, lembranças, coisas que o tempo levou e a bola rola, saco pequeno é sacola e uma frutinha sem sal é a tal da carambola. E o time da prefeita dos Altos ganhou mais uma. É vero que jogou em casa, no côcho mas este negócio de mando de campo não tem muita influência não, porque o Fluminense de Belchior mesmo tendo mando de campo nunca ganhou de “seu ninga”. O que era de certa forma, uma vantagem para o tricolor “da Silva Barros” porque não carecia de dar gratificação, o bicho aos jogadores. Uma dia, porque sempre tem um dia na vida da gente, o Fluminense deu de  dois a zero no Artístico de Zé Palitó e os jogadores ficaram  todos contentes porque iam ver, finalmente, o bicho do seu Belchior. E a vitória tinha sido oferecia ao Vicente, o camisa dez, o filho do dono time e naquele domingo, estava doente de papeira e não pôde jogar no meio e por isso ficou fora de campo. E depois da partida, a moçada toda saiu em procissão pela rua da Palmeirinha até perto da ponte do Mafuá onde morava Belchior. Alegria, alegria, o Fluminense até que enfim havia ganho uma e a imprensa toda babando o time tricolor. E os jogadores, suados e mal pagos. Iam pela primeira vez ganhar uma gratificação por vitória em campo, como ganhavam os que jogavam pelo River, Flamengo e até Piauí quando venciam. Sim, amigos, enfim, o time tricolor dos pobres porque o River era dos ricos, conquistava dois pontos no campeonato estadual, onde era um eficiente e  sempre presente lanterna. E isto merecia uma comemoração e teve até colaboração do armazém do seu João que era “assim” com Belchior Barros. E saiu aquela procissão rumo a casa  do seu Belchior para a festa de comemoração de uma vitória suada no campo da prefeitura, no tempo do saudoso Wall Ferraz. E lá chegando, seu Belchior botou o dedo na boca pedindo silêncio porque ia ser a hora do “bicho”. Aquela gratificação após jogo que os jogadores sempre desejavam receber. E entraram na casa e foram a um quarto, levados por Belchior que mostrou o filho, Vicente, nu, zanoio como nasceu. E disse: Querem  bicho? Pois olhem ele aí!

Meio século

Era a seleção universitária de futsal do Piauí na cidade de Salvador. Luisa Pilão, Raimundo, Cecilio, Erivan, Alcione Torquato,  José Augusto, Ribamar, Eu, Zé Lorota e Loiola. Roupões emprestados pela Federação de Futebol. Há 52 anos atrás... É o novo!

Regulamento do “Rola Cansada”

Artigo primeiro: O atleta deverá ir ao médico para uma revisão e ter de 540  a 10 anos. Artigo quarto: Não será tolerada indisciplina se o atleta cometer as seguintes  faltas: a) discutir com colegas ou juiz, durante o jogo, chutar bola para o mato de propósito e falar em excesso dentro de campo e a punição será um quadrinho vermelho e dez minutos de suspensão durante a partida. B) Retirar a camisa ou abandonar o campo, suspensão por um jogo. C) Xingar o juiz ou colega com nomes feios ou dizer palavrões, falar na mãe alheia, uma punição de um mês sem jogar. Não serão aceitos atletas com menos de cinquenta anos e com pés descalços. E com chulé.

Simplício Mendes

O município de Simplício Mendes (PI) sempre se destacou no Intermunicipal que é uma competição da Associação dos Cronistas Esportivo do Estado, hoje sob a presidência do Francisco Costa, o nosso Chico Rato. Bons atletas já saíram de lá para outros centros esportivos e o moreninho Vitor foi um deles com uma passagem lendária pelo River onde tinha um padrinho forte, o   cartola V-8. Jogando em times do Piaui e do Maranhão, Vitor até se internacionalizou porque jogou até na Bolívia mas não demorou muito tempo por lá, reclamando da latitude que dava a falta de fôlego. Coisa que precisava muito para dar carreiras com a bola. 


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