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Celso Pires

A crise migratória na América Central.

Trump anunciou que seu governo vai endurecimento na gestão dos pedidos de asilo

01/12/2018 08:00h

A Cidade do México tem recebido boa parte dos milhares de migrantes da caravana que deixou Honduras em 12 de outubro. Embora a maioria dos migrantes sejam hondurenhos, existem ainda pessoas da Nicarágua e da Guatemala no grupo em marcha. As últimas pessoas a se juntarem ao movimento partiram de El Salvador. Eles estão indo rumo a fronteira dos Estados Unidos da América. As primeiras centenas de pessoas que chegaram na capital mexicana estão visivelmente abatidas. A maioria, assim que chegou, cobriu-se com os cobertores que foram oferecidos e deitou-se para descansar. Não restam dúvidas que tem sido uma jornada extremamente difícil, especialmente para as crianças. A imensa caravana de migrantes tem caminhado por muitos dias, sofrendo com a severidade do sol, da chuva e em muitos casos passando fome. Chegar à Cidade do México representou uma esperança para os migrantes, pois se sentem mais seguros. A recepção na capital mexicana parece ter sido melhor do que em outros Estados e com uma visão mais humanitária, já que foram enviadas antecipadamente unidades de assistência médica, psicológica e alimentar. Os migrantes esperam que a Cidade do México seja um ponto de encontro para as diferentes ondas de migrantes que andam circulando pelo país, entre 5 e 8 mil, segundo diferentes fontes. Além de garantir espaços, cuidar da saúde e da nutrição das pessoas em migração estacionadas na Cidade do México, o governo mexicano está tendo um papel muito importante, pois provem de informações os migrantes, para que assim eles possam tomar as melhores decisões nos rumos de sua peregrinação. As pessoas da caravana são, em sua maioria, de origem humilde e têm pouco conhecimento das leis do México e dos Estados Unidos, o que pode levá-las a tomar decisões equivocadas. A importância das informações é justamente a de fornecer aos migrantes subsídios para que decidam por si próprios. Orientando como fazer um processo para permanecer no México ou quais são as políticas migratórias neste momento nos Estados Unidos. Neste contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu governo está preparando um endurecimento na gestão dos pedidos de asilo para o país. Trump falou nos seguintes termos: "Nós vamos pegá-los, vamos mantê-los trancados até que a audiência de asilo ou deportação seja realizada", disse em um encontro com jornalistas na Casa Branca. Daí a imperiosa necessidade de informar aos migrantes que ao chegar na fronteira americana, não irão eles necessariamente adentrar aos Estados Unidos. Até agora, as pessoas que buscam asilo permanecem em liberdade sob proteção, o que lhes permite ficar no país até que o julgamento sobre sua situação migratória seja realizado. Todavia, mais uma vez afirmou Trump que: "Essas caravanas ilegais não serão permitidas nos Estados Unidos e deveriam dar a volta agora mesmo", tendo qualificado de "invasão" a chegada de imigrantes à fronteira. Além disso, afirmou que militares podem atirar no grupo se forem atacados. O governo do México, por sua vez, anunciou um plano chamado "Você está em casa" com o qual pretende facilitar a concessão do status de refugiado para os milhares de centro-americanos da caravana. O presidente mexicano Enrique Peña Nieto assegurou em um discurso que: "O México quer proteger e apoiar vocês. A única maneira de fazer isso é se vocês regularizarem sua estada no país e cumprirem nossas leis". Afirmou ainda que um programa de emprego temporário e atendimento médico estaria incluído neste planejamento. Mas uma das principais condições era que os migrantes ficassem nos estados sulistas de Chiapas e Oaxaca. No entanto, o grupo respondeu em carta aberta que o plano não responde às causas do "êxodo". Causas essas que deveriam ser mais bem explicadas, já que as circunstâncias expostas pelo presidente Peña Nieto, aparentemente são muito boas para os migrantes. Se a intenção é “recomeçar” a vida em outro lugar, buscando melhores condições de vida, por que esse lugar tem que ser necessariamente os Estados Unidos? Principalmente com tão razoável oferta do governo mexicano. O presidente mexicano eleito, Andrés Manuel López Obrador, que assumirá o cargo em 1º de dezembro, prometeu vistos de trabalho a imigrantes que desejam permanecer no país.

Essa proposta do governo polariza a sociedade mexicana, pois pesquisa mostram que apesar de 51% dos mexicanos entrevistados apoiarem o avanço da caravana, um terço deles rechaça o movimento e quer que os migrantes sejam pressionados a voltar a seus países. Aqueles que apoiam os migrantes pedem que sejam tratados com solidariedade. Aqueles que os rejeitam argumentam que os estrangeiros representam mais insegurança para a população mexicana. Toda essa situação na América Central evidencia mais ainda o problema dos fluxos migratórios de âmbito global. A sociedade internacional deve unir-se para entender e buscar soluções para tais problemas, pois ao que tudo indica tais conflitos vieram para ficar.


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