Cá entre mães

Padrinho e madrinha: para além da questão religiosa

Padrinho e madrinha são escolhidos para ajudarem os pais a proteger e educar seus filhos. Independente de religião e de ritos, o padrinho e a madrinha são uma extensão da família, companheiros para a vida inteira.

21/07/2014 13:22h

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A menina já fala uma porção de palavras. Muitas delas não conseguimos entender. Mas sempre que a gente pergunta “qual o nome do seu dindo?”, ela vem com um sorriso e responde, com biquinho: “Giiiil”. Assim mesmo, com o i bem esticado. E se a gente pergunta “quem é sua dinda?”, é com o mesmo entusiasmo que ela responde: “Uuuaaanna!”. 

Essas respostas, eu confesso, são fruto da repetição em casa, do ensinamento diário. Mas são também fruto da relação que Laura tem construído, desde que morava na minha barriga, com os seus padrinhos.

Bem antes de engravidarmos, eu e Alex já sabíamos quem seriam os padrinhos de nosso bebê. Da mesma forma, antes de o Enzo (meu sobrinho sanguíneo) nascer, fomos escolhidos para sermos seus padrinhos. E quanta festa nossos corações fizeram com essa escolha!

Sim, porque acreditamos que os padrinhos não são escolhidos simplesmente para participarem do rito do batismo. É bem mais que isso.

Os padrinhos são pessoas escolhidas pelos pais para auxiliarem na condução de seus filhos, pela vida inteira. São eles os encarregados de nos ajudar na educação dos pequenos, na tarefa de formá-los para o bem.

Ao escolhermos os padrinhos, estamos dizendo aos escolhidos: “eu confio a você o meu bem mais precioso, toda a minha riqueza, a minha vida”.

Ser padrinho e madrinha requer, acima de tudo, muito amor. E é esse amor que eu vejo transbordar no dindo e na dinda da Laura. É esse amor que sentimos pelo Enzo, nosso “afilhotinho”.

Acho muito importante ter padrinhos. Mesmo que os pais professem uma religião que não institui essa figura, penso que é muito saudável ter alguém com quem contar.

Educar não é tarefa fácil e frequentemente precisamos de um olhar mais distanciado e – ainda assim – bem próximo. E como é bom saber que esse olhar vem dos padrinhos do nosso filho! Pessoas a quem amamos e que nos conhecem profundamente!

Não por acaso, padrinho (e madrinha, claro) significa patrono, protetor, defensor. São como anjos da guarda em vida física, zelam pela felicidade do afilhado.

Por isso, se você foi escolhido como padrinho/madrinha de uma criança, não pense apenas na festa, no ritual do batismo. Pense além. Perceba a responsabilidade que está assumindo e sinta a confiança que os pais dessa criança depositam em você.

E se você está em dúvida quanto à escolha do padrinho/madrinha do seu filho, escute seu coração. Quem é a pessoa que você admira e em quem reconhece as qualidades que deseja desenvolver em seu filho? Quem você sabe que é capaz de aconselhar o seu pequeno e de acompanhar o crescimento dele, ajudando-o e amando-o sempre?

Com ou sem ritualística, a comunhão entre padrinhos e afilhados é um encontro de almas. Uma aliança indissolúvel.

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Por: Viviane Bandeira, jornalista e mãe da Laura

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