Boas e novas

Vida: um vapor que aparece e logo se desvanece

Poucas coisas provocam mais reflexão no ser humano quanto a morte

15/08/2014 14:07h - Atualizado em 15/08/2014 20:50h

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Rubem Alves, 80 anos. João Ubaldo Ribeiro, 73 anos. Ariano Suassuna, 87 anos. Eduardo Campos, 49 anos. Poucas coisas na vida provocam mais reflexão no ser humano do que a morte, principalmente quando esta surpreende alguém que julgamos jovem demais para partir. Em menos de trinta dias, mortes de personalidades ligadas às artes e à política foram noticiadas, mas certamente a que tem provocado maior comoção nacional é a partida de Eduardo Campos, candidato à presidência do Brasil.

Pessoalmente, continuo lendo e assistindo as notícias, sem acreditar totalmente no que aconteceu. Jovem demais. Pai de cinco filhos. Uma longa carreira política pela frente. Poucas coisas são tão surpreendentes quanto a morte... Mas a Bíblia, completa e sábia, já nos alerta sobre isso, em Tiago 4:14 – “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece”.

A nossa vida, mesmo que dure cem anos, é breve se comparada à eternidade que nos aguarda. Por isso, enquanto estivermos por aqui, devemos ter nossos olhos voltados para ela, lembrando que o que fazemos nesta terra irá refletir eternamente. As escolhas que fazemos aqui, de estar ou não com Deus, refletirão na eternidade, onde estaremos ou não com Ele.

O mesmo capítulo de Tiago nos ensina a fazermos nossos planos sob a direção de Deus. Ao invés de dizermos – “amanhã iremos a tal cidade e lá passaremos um ano, e contrataremos e ganharemos”, devemos dizer: “Se o Senhor quiser, e se estivermos vivos, faremos isto ou aquilo”.

Jesus chama de louco aquele que faz grandes planos sem buscar conhecer a vontade de Deus, a exemplo do homem rico que planejava derrubar seus celeiros e construir outros maiores, para recolher suas riquezas e gozar, sozinho, dos seus bens. Deus disse a este homem: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12: 16-20).

Poucas coisas provocam maior reflexão do que a morte, e por isso o escritor de Eclesiastes diz que é melhor ir à casa onde há luto do que ir a uma festa, porque naquela está o fim de todos os homens e os vivos o aplicam ao seu coração.

Faz bem pensar na morte como um acontecimento natural ao ser humano. Mais do que isso, faz bem pensar na eternidade, e procurar viver esta vida passageira ao lado de quem queremos viver eternamente.

Nossa oração, portanto, deve ser a mesma do salmista, que pede ao Senhor: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. 

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Edição: Pollyana Rocha

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