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Boas e novas

O que Jesus escreveu na areia?

Talvez ele estivesse desenhando a cruz que carregaria por amor à humanidade, quem sabe escrevia um salmo de adoração a Deus...

27/08/2013 10:51h - Atualizado em 28/08/2013 10:42h

A Bíblia relata que certa vez os escribas e fariseus levaram até Jesus uma mulher apanhada no próprio ato de adultério. Queriam eles testá-lo e o fizeram quando lhe perguntaram qual seria sua sentença, já que a lei de Moisés, para o caso, ordenava o apedrejamento. “Mas Jesus inclinando-se escrevia com o dedo na terra”. (Jo 8.6)

Talvez estivesse desenhando a cruz que carregaria por amor à humanidade. Quem sabe escrevia um salmo de adoração a Deus. Ou talvez escrevendo a própria sentença que viria a proferir: “Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (Jo 8.7). Sentença de liberdade, devo acrescentar, já que seus acusadores saíram um a um.

Não há nenhuma linha da Palavra de Deus que tenha sido escrito por Deus Pai ou por Jesus. Apenas os 10 mandamentos cravados nas tábuas pelo próprio Jeová. Ainda assim, estes passaram das tábuas para a Bíblia pelas mãos do homem. Apesar disso, o próprio Jesus fez questão de testificar do Evangelho e ordenar que ele fosse pregado. Em Mt 26, uma mulher aproximou-se de Jesus“com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa”. E Ele, aprovando a atitude da mulher, disse: “em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fez”. A grande comissão em Mc 16.15 é clara e imperativa: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.

Combinado à pregação do Evangelho e para que este produza frutos, Jesus aconselha ouvi-lo e praticá-lo: “Aquele que ouve as minhas palavras e as pratica é semelhante ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada sobre a rocha”. São dois verbos simples, mas fundamentais. Não podemos escolher apenas um. Da mesma forma que não podemos seguir apenas uma parte das palavras do Divino Mestre. Num país onde a maioria se diz cristão como o nosso, se perguntarmos: quem ama Jesus? Todos levantarão as mãos. Entretanto, se perguntarmos: quem procura conhecer cada dia mais as suas palavras? Apenas poucos levantarão. E quem as pratica? Menos ainda, já que muitos sequer as conhecem bem. O próprio Mestre afirmou: “Se guardardes os meu mandamentos, sereis constantes no meu amor” (Jo 15.10). E “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando” (Jo 15.14).

Há ainda a parábola do semeador em Mateus 13 onde as sementes foram lançadas em vários solos inclusive no meio do caminho. Mas só deram bons frutos quando foram lançadas em boa e frutífera terra chegando a darem cento por um. As sementes são as palavras de Jesus e a terra somos nós. E a produção de frutos depende da terra. A última situação é aquela que todos devemos representar: a boa terra que produz bons e muitos frutos. A única forma de ser essa boa terra é ouvindo e praticando a Divina Palavra.

O que Jesus escreveu na areia naquela ocasião não é muito importante e com certeza o vento e os pés que ali passaram apagaram. Quando formos morar com Ele saberemos. Mas, para que possamos ir morar com Ele é imprescindível pregar, ouvir e principalmente praticar as Suas palavras. Não podemos dizer que amamos a Jesus se não damos ouvidos a Ele e muito menos se não O obedecemos. Antes, devemos escrevê-las, não em areia, mas no nosso coração como o salmista diz: “Escondi a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti” (Sl 119.11).

Autoria de André Falcão, esposo, analista do Tribunal de Contas dos Municípios-CE, colaborador do Boas e Novas.

Edição: Pollyana Rocha

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