Boas e novas

Filha do Ari, do Raimundinho, da Bela

No interior era assim: se você não era conhecido, bastava dizer os nomes dos pais ou dos avós. E as portas se abriam...

16/01/2014 17:50h

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Pelo menos quando eu era criança, era assim no interior: você podia até não ser conhecido ou não conhecer ninguém, mas bastava citar sua parentela, para que todos soubessem tudo sobre você. Lembro quando eu e meus irmãos visitávamos o interior onde meu pai nasceu. Logo na entrada, ele e minha mãe avisavam: “Aqui ninguém se perde ou fica sem ter onde se hospedar. Se isso acontecer, vocês só precisam dizer que são ‘filhos-do-Ari-do-Raimundinho-da-Bela’”.

Era tiro e queda. Quando alguém da família ia nos apresentar para um desconhecido, sempre ouvíamos a mesma história: “Esses meninos são os filhos do Ari, do Raimundinho, da Bela”. Quem não nos conhecia tinha grandes chances de conhecer nosso pai, mas se não, ainda tinha nosso avô e em último caso nossa bisavó. Alguém da árvore genealógica ia nos dar respaldo para sermos bem recebidos.

É bom ter referências. É bom fazer parte da história de alguém. É maravilhoso receber a herança sanguínea e ser contemplado com reconhecimento por algo que alguém fez no passado. Eu também quero construir uma história para os meus filhos, quero que portas se abram para recebê-los quando eles disserem quem são os seus pais. Mas, principalmente, quero que eles tenham a melhor das referências, a de serem filhos do Pai que abre todas as portas e, mais que isso, abre portas onde elas nem existem.

A Palavra diz em João 1:12 – “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. Antes de crermos no sacrifício de Cristo na cruz e de aceitarmos que Ele é o único que pode nos levar a Deus, somos apenas criaturas. Criaturas podem até desfrutar de alguns benefícios, pois o sol e a chuva existem para todos, mas apenas filhos desfrutam de atenção especial, do olhar carinhoso e cuidadoso do Pai.

A Bíblia também nos afirma: “Se somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo" (Rm. 8:17).

Eu amo ser filha do Ari, do Raimundinho, da Bela. Mas, ser filha do Criador do Mundo, daquele que demonstrou tanto amor por mim ao ponto de entregar seu Filho por este amor, é indescritível, é que o renova as minhas forças todos os dias, é o que me dá esperança e alegria. 

A melhor notícia do dia: No coração desse Pai, sempre tem espaço para mais filhos que querem receber o seu amor! Seja um deles!

 

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Edição: Pollyana Rocha

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