• Natal
  • Policlinica
  • Motociclista
  • SOS Unimed
  • Novo app Jornal O Dia
Boas e novas

Extraordinárias mulheres comuns

Foram poucos minutos observando minha avó, mas o suficiente para ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença neste mundo

30/07/2018 10:25h

Talvez você seja uma delas. Se não, certamente conhece alguma. Falo de mulheres que causam admiração e nos fazem suspirar. Mas não me refiro aos "vários perfis diferentes de mulheres", mas sim, de forma específica, àquelas que no presente são vistas como "comuns", e por vezes até como alguém que não conquistou grandes feitos ou não fez nada de extraordinário na vida.

Falo de mulheres como minha avó paterna, dona Corina, que casou bem jovem e teve uma "escadinha" de sete filhos (duas in memoriam). Ao longo de várias décadas, dedicou-se à casa, aos meninos e ao marido; embora nas “horas vagas” ainda exercesse sua profissão de professora. Que vida comum, e que diferença ela fez na história, contribuindo para a formação do caráter de quatro homens e uma mulher, que no futuro também construiriam suas famílias, num ciclo virtuoso de contribuição para a humanidade (já são 15 netos e 9 bisnetos).

De férias, ontem eu tive a alegria de tomar café da manhã com ela e meu avô, e pude observar como ela se comporta no auge dos seus 81 anos de idade. A mesa arrumada e farta, cada coisa ao seu lugar, tudo planejado com carinho, e executado com o prazer de quem ainda faz questão de conduzir a rotina da casa. Foram alguns minutos de contemplação, que me fizeram ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença, mesmo que não sejam “vistas”. Eram 9 horas da manhã, mas o almoço já estava em andamento, e certamente a quantidade era suficiente para alimentar algumas boquinhas que porventura chegassem de surpresa.

A visão dela já não é das melhores, mas consegue enxergar quando o prato de alguém está vazio, e quando um filho, neto ou bisneto está precisando de um afago. Observando minha avó, lembrei-me de outras tantas mulheres inspiradoras como ela, que organizam, limpam, cuidam, servem, exercem uma profissão, casam, têm filhos e netos. Essas mulheres tão comuns, essas mulheres tão extraordinárias. 

A Bíblia, como sempre, não esquece de ninguém, e aconselha as mulheres idosas a serem sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem, para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. (Tito 2.3-5).

É a Palavra. É a verdade. E eu sou grata a Deus por estar aprendendo com muitas mulheres mais velhas, inspiradoras e extraordinárias. 


Deixe seu comentário