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Boas e novas

Da pressa nossa de cada dia

Não precisamos mais acender o fogo com lenha, mas ainda assim não temos tempo para nada e estamos sempre com pressa

31/07/2013 09:56h

Em tempos de fast food e fast tudo, aprendemos a viver com pouca paciência para esperar por qualquer coisa. Frequentemente eu me pego com pressa para tudo nessa vida. Se o semáforo fecha por mais de vinte segundos, chega a impaciência, o mesmo acontece quando o atendente de uma loja não responde à pergunta objetivamente ou quando o motorista da frente cochila por três preciosos segundos depois de o sinal ficar verde. Nessas horas, paro, respiro e procuro me corrigir, afinal, não estou interessada em cabelos brancos antes da hora.

É assim que estamos acostumados a viver, com pressa, correndo, e com pouca, bem pouquinha, paciência. Nem precisamos mais pegar água no poço ou acender o fogão com lenha, porque tudo em nossa volta tem nos ajudado a ganhar tempo, mas decidimos preencher cada milésimo de segundo que ganhamos com novas atividades.

 

 

Sem dúvidas, estamos mais apressados que nossos avós, mas quando se trata de obter respostas da parte de
Deus, somos todos iguais. Quando lemos o Antigo Testamento vemos quão impacientes eram as pessoas daquela época, que já tomavam decisões precipitadamente e agiam com as próprias mãos, quando o racional seria esperar o tempo de Deus.

Quer um exemplo? Por mais de 400 anos o povo de Israel foi escravo no Egito, até que um homem, Moisés, foi
levantado por Deus para libertação das famílias. Muita coisa aconteceu até que Faraó permitisse a saída dos escravos, mas ele logo se arrependeu e saiu com seus carros para matar o povo. Vejam que interessante: o mais difícil havia acontecido, Deus havia quebrantado o coração do rei do Egito para que deixasse o povo seguir viagem; e este mesmo Deus fez muitas promessas de liberdade e nova vida na terra que pertenceria aos judeus, que há bem pouco tempo eram escravos. Mas, não foi necessário muita coisa para o povo ficar IMPACIENTE. Olha o que eles disseram ao seu líder Moisés quando souberam que Faraó lhes perseguia: “Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito?” (Ex. 14:11).

Este mesmo povo, escravizado há quatro séculos, não conseguiu ver que o mesmo Deus que os tirara do Egito cumpriria todas as demais promessas feitas outrora. O imediatismo é um grande inimigo da fé. Aquele quer tudo pra ontem, enquanto esta consegue balançar a rede e descansar até que chegue o tempo perfeito de Deus.

O que engana a muitos é imaginar que quando Deus promete tudo acontece sem dificuldades, mas em nenhum
momento Ele afirma isso. Sabendo que precisamos ser moldados e capacitados, Ele trabalha em nosso caráter enquanto esperamos a sua resposta.

Meditemos no que está escrito em Tiago 1:3-4:

“Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma”.

Lendo a continuação da história do Êxodo, vemos quão grandes maravilhas o Senhor realizou na vida daquele povo impaciente e tantas vezes incrédulo. Que possamos aprender com eles que vale a pena confiar nas promessas do Senhor e esperar o seu tempo. Seja no trânsito, no atendimento do telemarketing (é pedir demais?) ou na nossa vida com Deus, sejamos pacientes. Para que cabelos brancos antes da hora?

Edição: Pollyana Rocha

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