Boas e novas

As funções e disfunções na família

Homens e mulheres foram criados por Deus com características específicas e especiais que os tornam únicos e dependentes entre si

10/07/2014 23:51h - Atualizado em 11/07/2014 00:07h

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Participei de uma palestra nessa semana e não posso deixar de compartilhar com vocês o aprendizado. Na verdade, o que ouvi ali parece tão óbvio, mas infelizmente tem sido cada vez mais raro de se constatar nessa sociedade tão corrompida e com valores tão invertidos e, mais do que isso, pervertidos, como disse o palestrante, pastor Marcos Moura.

Ministrando sobre o tema “As funções e disfunções na família”, ele falou sobre a importância dessa instituição criada por Deus e que é a base, o alicerce da sociedade. Não precisamos fazer muito esforço para ver que esta base tem sofrido muitos ataques, e todos estamos sentindo os seus efeitos devastadores.

Dados do IBGE divulgados no fim de 2013 mostram que os casamentos têm durado menos no Brasil, em média 15 anos. Com a nova lei do divórcio no país, ficou mais fácil desfazer uma aliança que deveria permanecer até o fim da vida. O que não é tão fácil é apagar o sofrimento que o fim de um relacionamento traz para ex-cônjuges e para os sempre-filhos. É como desamassar um papel. Já tentou fazê-lo? E impossível retirar todas as suas marcas.

Homens e mulheres foram criados por Deus com características específicas e especiais que os tornam únicos e dependentes entre si. Dentro da família, homem e mulher, pai e mãe têm responsabilidades, que, quando desempenhadas segundo a direção divina, garantem a saúde do relacionamento familiar.

O pastor Marcos Moura apontou três funções básicas de pais e mães. Os pais têm a missão de comunicar aos filhos noções de: direção, limites e proteção. As mães devem transmitir: vínculos, nutrição e organização. Juntos, eles formam um casal, e também comunicam algo: a percepção de afetuosidade, equipe e sexualidade.

É claro que tanto pais quanto mães acabam exercendo um pouco de todos estes papéis, mas o importante é que cada um não deixe de fazer aquilo que foi criado para fazer de melhor. Os pais apontam para os filhos o caminho, ensinam o que é certo (direção); definem até onde eles devem e podem ir e o que podem fazer (limites); e, por fim, guardam, vigiam, protegem contra as ameaças deste mundo (proteção). As mães, por sua vez, devem organizar a rotina familiar, as atividades dos filhos, as refeições que eles farão (organização); devem tomar atitudes que aproximem os filhos dos pais, dos irmãos, do próprio lar e principalmente de Deus (vínculos); e devem nutrir sua casa, com amor, carinho, cuidado (nutrição).

Juntos, homem e mulher formam o casal, que também deve ensinar os filhos alguns valores, a partir de simples gestos de carinho entre si dentro de casa (afetuosidade); no momento em que decidem, conjuntamente, sobre se atendem ou não a um pedido das crianças, sem permitir que um ou outro se torne o vilão da família (equipe); e quando demonstram aos filhos o plano perfeito de Deus, ao criar homem e mulher, dependentes um do outro, e que precisam cumprir suas funções no âmbito familiar, para que tudo funcione bem.

As disfunções na família acontecem exatamente porque homens e mulheres têm se perdido e descumprem seus papéis. Muitas vezes os pais não cumprem sua função, deixando de proteger e orientar, mães assumem responsabilidades que são pesadas demais para elas, filhos crescem sem referências e sem aprender sobre os limites que serão necessários para a sobrevivência no mundo lá fora. Tudo é permitido, só é proibido proibir, para não criar constrangimentos. Enquanto isso, a base da sociedade se despedaça, gerando outras famílias feridas e magoadas. 

Que Deus nos ajude a conhecermos, entendermos e cumprirmos nossos papéis nos nossos lares, para que as famílias cristãs continuem sendo referência para este mundo tão conturbado!

“De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela (...) Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (Efésios 5: 24, 25 e 28). 

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Edição: Pollyana Rocha

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