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Notícias Boas e novas

04 de novembro de 2013

Sem meias palavras

Sem meias palavras

Com Jesus, não havia tempo para meias palavras. E ainda hoje não há tempo!

âPortanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado NO FOGO ETERNOâ. Mateus 18:8

Essas duras palavras que, ditas hoje, poderiam ser facilmente atribuídas a um fanático religioso, foram ditas pelo meigo, doce, amável e verdadeiro Jesus. Com Ele, não havia meias palavras. Ele era amoroso, cuidadoso, preocupado, perdoador, mas também era direto, objetivo e, muitas vezes, duro em seus discursos.

O jovem rico (Mc. 10:17), que queria saber como herdar a vida eterna, não suportou ouvir a verdade e escolheu se afastar de Jesus a ter que abrir mão daquilo que lhe era mais valioso: seus bens materiais. Os discípulos também questionaram o Mestre diversas vezes, sem entender a missão de Cristo na Terra. Mas, não havia tempo para meias palavras. E não há tempo, ainda hoje, para meias palavras.

Há quem queira escolher para si um tipo de Evangelho âcamaradaâ, que aceita tudo e não abandona nada, que âamaâ sem corrigir, que acolhe sem tratar as feridas. No entanto, quando vejo a dureza de suas palavras, sinto que não é este o evangelho que Cristo pregou. à prostituta, Ele disse: âVá, mas não peques maisâ (Jo 8:11); ao paralítico levado pelos amigos,antes de o curar, Ele declarou: âOs teus pecados estão perdoadosâ (Mt 9:2); antes de alimentar a multidão, ele se compadeceu dela pela multidão de seus pecados (Mc 6:34).

Jesus sabe que a maior necessidade do ser humano não é ter um emprego, não é ser curado de suas enfermidades, não é receber o pão de cada dia... O que o homem mais precisa é reconhecer que é falho, pecador, tendencioso ao erro e à corrupção, e por tudo isso precisa do perdão que somente Cristo, que é perfeito, pode oferecer. Depois do perdão, o homem precisa passar pela mudança de vida que somente Ele pode realizar na vida de alguém. Ele não quis apenas perdoar a prostituta, ele alertou que era necessário ser transformada.

Foi Ele mesmo quem disse: âArrependei-vos, porque está próximo o reino dos céusâ (Mt 4:17).  O mesmo Deus que pregou o amor, que prometeu preparar moradas no céu para os seus filhos, também falou inúmeras vezes do lugar preparado para aqueles que escolhem rejeitar o amor e a comunhão com Cristo durante esta vida. à apenas uma questão de escolher crer ou não naquilo que Ele falou e que está registrado na Bíblia. Decida crer!

30 de outubro de 2013

Reforma Protestante: um marco para o livre acesso às Escrituras

Reforma Protestante: um marco para o livre acesso às Escrituras

O Boas e Novas entrevistou o Dr. Glauco Barreira para explicar a importância desta data, 31 de outubro, para os cristãos

âMas o justo viverá da féâ. Quando Martinho Lutero leu esta passagem bíblica, escrita em Romanos 1:17, seus olhos foram abertos e algo extraordinário aconteceu. O homem que buscava servir a Deus movido muito mais por medo e tradição passou a conhecer um Deus que ama o pecador e que o justifica quando este aceita o sacrifício de Cristo pela humanidade. Ter acesso à verdade das Escrituras não serviu para âaquietarâ o espírito de Lutero, como seus líderes esperavam, mas para despertá-lo a iniciar uma grande reforma, que nem mesmo ele imaginava viver.

Dia 31 de outubro de 1517 foi o marco desta reforma, pois foi o dia em que Martinho Lutero pregou as 95 teses à porta da Igreja de Wittenberg. A intenção de Lutero era divulgar a todos a experiência que ele havia vivenciado ao conhecer a Bíblia, o que ele não imaginava era que Roma não ficaria nada satisfeita com esta atitude. Por não ter negado o que vinha pregando, Lutero foi excomungado.

Hoje, a Reforma Protestante completa 496 anos e ainda merece ser lembrada e comemorada. Para falar um pouco desta importante data, o Boas e Novas entrevistou o Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho, Pastor da Igreja Batista R. Moriá em Fortaleza, Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Membro da Academia Cearense de Letras Jurídicas, Graduado e Mestre em Direito (UFC), Doutor em Sociologia (UFC), Graduado em Teologia (UMESP), Doutor em Teologia (Faculdade Etnia), Doutor em Ministério (FTML), Pós-Graduado em Teologia Histórica e Dogmática (FAERPI).

Confira a entrevista:

Boas e Novas: A Reforma Protestante aconteceu há quase 500 anos. Qual o significado desta data, 31 de outubro de 1517, e qual a relevância dela para o presente?                                                                                              

Glauco Barreira: A Reforma Protestante significou a libertação da superstição e do paganismo mascarado de cristianismo, ao mesmo tempo em que promoveu um retorno à compreensão da fé como uma realidade pessoal e relacional. Nela, a exclusividade das Sagradas Escrituras como fonte de revelação salvífica foi ressaltada juntamente com uma visão cristocêntrica da igreja e do evangelho. A Reforma tem grande relevância para nós hoje, pois a coragem e a paixão dos reformadores nos trazem grande inspiração para lutar pela fé num mundo em que novos inimigos são enfrentados, como o ceticismo, o hedonismo, o relativismo ético e a indiferença religiosa (ateísmo prático).

BN: Na sua opinião, os historiadores são fiéis à história da Reforma ou há distorções e equívocos sendo divulgados? Se há equívocos, cite alguns.

GB: Os historiadores mais respeitáveis do passado eram fidedignos, quando não adotavam uma posição católica militante. Muitos historiadores desconstrutivistas de hoje, porém, têm sido intérpretes equivocados dos fatos, principalmente por desconhecerem o contexto teológico. Calvino, por exemplo, viveu uma vida humilde e, se aceitou o empréstimo com juros, foi apenas através de bancos e em casos de empreendimentos produtivos. Não se poderia cobrar juros de pessoas necessitadas, a quem se deveria emprestar com amor, sem esperar nada em troca. Por outro lado, Calvino limitava os juros bancários, de modo que, em Genebra, onde sua doutrina era dominante, os juros cobrados por instituições de crédito eram bem mais baixos do que os efetivamente cobrados em cidades católicas da Itália. Ã, portanto, um erro associar Calvino com as formas agressivas que o capitalismo assumiu na fase industrial. Outro equívoco histórico é supor que Lutero manteve uma submissão passiva aos príncipes que o apoiaram, ignorando a tensão existente nesse relacionamento, bem como as violentas pregações de Lutero contra as ambições dos príncipes. Outro erro é chamar de anabatistas os movimentos espiritualistas revolucionários que aconteceram no século XVI. Os verdadeiros anabatistas eram defensores da não resistência e contrários ao uso da espada.

BN: Há quem defenda que Lutero foi apenas um rebelde que não quis se submeter a algumas regras da Igreja Católica. Muitos biógrafos, no entanto, o apontam como um homem que vivenciou uma experiência marcante com Deus e que nem mesmo pensou em fazer a reforma. Quem foi Lutero, um rebelde ou um homem transformado por Deus?

GB: Lutero foi alguém que, tendo uma experiência com Deus, desejou compartilhá-la. Não foi ele quem deliberou a saída de Roma, mas o papa que o excomungou. Ele, então, viu que o sistema religioso papal era uma ameaça à mensagem evangélica de salvação e que o papismo e o evangelicalismo eram inconciliáveis.

BN: Por que a Reforma foi necessária? O que aconteceu entre o início da Igreja cristã (que começou com os apóstolos de Cristo) e o ano de 1517 para que a reforma protestante fosse necessária?

GB: A Reforma foi necessária pela escuridão espiritual reinante na Idade Média. Durante o período medieval, muitos elementos pagãos dos povos bárbaros trazidos à confissão cristã se misturavam com a mensagem bíblica. Com o passar do tempo, esse paganismo tornou-se dominante, exigindo um resgate da verdadeira mensagem do evangelho.

BN: A Igreja Católica restringiu, aos seus próprios líderes, por muito tempo, o conhecimento bíblico e até mesmo o conhecimento secular. Prova disso é que os padres rezavam as missas de costas para o público, e em latim, para que o público não tivesse entendimento do que estava sendo pregado. Qual a contribuição da Reforma para que este quadro mudasse?

GB: A Reforma defendeu a clareza das Escrituras e o Livre Exame da verdade nela contida. Para tanto, promoveu a tradução da Bíblia para as línguas nacionais, bem como incentivou a educação que possibilitava a sua leitura.

BN: E a igreja cristã do presente, precisa de reformas?

GB: Sim, a igreja de hoje precisa de Reforma. Vemos hoje muitos evangélicos nominais, não nascidos de novo, que não compreendem o poder transformador da fé e as renúncias implicadas em seguir a Cristo. As igrejas estão preocupadas com acomodações, respeitabilidade social e mútuas homenagens humanas. Há muito espírito mundano e clubesco entre os jovens. Muitos reformadores do passado ficariam escandalizados com a irreverência nos cultos de hoje, a ausência de simplicidade e modéstia no vestuário cristão, a falta de intensidade na oração e a pouca percepção do senhorio de Jesus Cristo. Hoje, precisamos tanto de Reforma como de avivamento espiritual!

23 de outubro de 2013

E, se Ele chamasse, você iria?

E, se Ele chamasse, você iria?

Se Deus chamar por você em pleno horário de trabalho, em meio a tantas obrigações?

Se, em pleno horário de trabalho, Deus chamasse por você? Você iria? Talvez se não tivesse tanto para fazer ou em um dia de descanso? Se, diante das obrigações e das comemorações, Ele chamasse por você? Você, sem olhar para trás, iria? 

A primeira vista, Jonas ignorou seu ministério quando decidiu fugir em vez de ir (Jonas 1:1-3). Assim também fez o jovem rico, porque era rico (Marcos 10: 21 e 22). Os convidados das bodas preferiram seus afazeres a atender o chamado do rei (Mateus 22: 2 e 3). Pedro até pensou em ir, mas deixou o medo afundá-lo (Mateus 14: 28-30). Certamente, estes não sabiam o que estavam perdendo. 

Em âRumores de outro mundoâ, Philip Yancey analisa a vida reducionista deste século. Como quem estuda a anatomia humana, ele propõe que separamos nossas tarefas diárias em pedaços cada vez menores para darmos conta do serviço. Por exigir muito, dividimos o tempo como se faz a órgãos e sistemas, e o vivemos célula por célula. Caso não entendamos o conjunto da obra, veremos as partes sem conhecer o todo e nossa vida perderá completamente o sentido.

Então, por que fazemos tudo o que fazemos todos os dias? Vãs coisas são aquelas sem um objetivo eterno. Se parece assustador pensar na eternidade sem saber ao certo o que será, não pensar nisso é mais assustador ainda. à perder o fio da meada. à gastar tudo em um só dia sem se preocupar com o amanhã. E não é inteligente ficar nas poças de água enquanto se pode ir aos mares, constantes e ininterruptos. Não é inteligente ignorar os planos divinos. âQuando, pois, vier o Senhor da vinha, o que fará aos lavradores?â (Mateus 21:40).

Ao gastarmos os olhos com o imediatamente visível, deixamos de contemplar o melhor e mais profundo. Cegos de entendimento, morremos lentamente a pior morte quando não atentamos para Deus e seus propósitos. âTudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céuâ (Eclesiastes 3:1). Sábio disto, Jó não se deteve a sua aflição, mas foi ao encontro do Senhor, pois sabia que Ele tudo pode e que nenhum dos seus propósitos pode ser impedido (Jó 42:2).

Se, agora, Deus chamasse você e lhe ensinasse a ver por cima dos montes, a trabalhar não somente pelo pão, a amar sem nada esperar, a realizar os sonhos não pela satisfação pessoal, a viver não apenas por viver, você iria? Atenda-o e dê um novo sentido a sua vida. 

âEis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, com ele cearei, e ele comigo.â (Apocalipse 3:20) 

"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.â (Hebreus 3:15)


Autoria de Priscila Raposo, irmã em Cristo, estudante de Medicina, colaboradora do Boas e Novas.

16 de outubro de 2013

Um Deus que lê cartas

Um Deus que lê cartas

Por algum tempo, a cartinha permaneceu guardada, até que foi esquecida e jogada no lixo, mas não era problema, porque Deus já tinha lido o que estava escrito nela...

Muita gente já conhece a história dela, mas se você ainda não ouviu sobre o grande milagre realizado por Deus, pode ver lá embaixo um vídeo que certamente fortalecerá sua fé. Resumindo em poucas letras, esta mulher, Bianca Toledo, esteve praticamente morta durante meses, mas Deus ouviu a oração de uma multidão que se mobilizou no Brasil e mundo afora, e a curou! Mas não é sobre este milagre que quero falar hoje.

O casamento de Bianca não resistiu aos meses de coma e à expectativa quase nula de sobrevivência. O tempo passou, ela continuou cuidando da própria vida e do seu lindo filhinho, divulgando em todo o país as bênçãos que recebeu das mãos de Deus.

Enquanto isso, em algum cantinho do país, um jovem, Felipe, cuidava daquilo que Deus havia colocado em suas mãos. Voltando um pouquinho no tempo, quando Felipe ainda era bem novinho, uma cartinha foi escrita, com o título âA mulher idealâ. Felipe sonhava em casar com uma mulher que ama e dedica sua vida ao Senhor. Por algum tempo, a cartinha permaneceu guardada, até que foi parar no lixo, mas isso não seria problema, pois Deus já tinha lido a carta e Ele tem boa memória.

Um dia Felipe leu um texto escrito por Bianca e se interessou pela dona daquelas letras. Quando viu a foto, apaixonou-se e lembrou da carta: âà ela. A mulher do meu bilhete pra Deusâ. Desde esse dia Felipe orou por Bianca e, olha só, além de ler cartas, Deus escuta orações, mesmo aquelas que nem são pronunciadas.

Felipe e Bianca irão se casar. As fotos dos dois juntos são recheadas de amor, sorrisos, sonhos e... gratidão a este Deus que sonda os corações, conhece os pensamentos, lê as cartas e entende as entrelinhas.

Quando li a história deste casal, vi mais uma vez que Deus se importa com cada detalhe da vida dos seus filhos. Somos nós que muitas vezes deixamos Deus de fora de algumas áreas. Queremos que Ele nos abençoe na faculdade, pedimos que Ele abra uma porta de emprego, esperamos as bênçãos espirituais, mas muitos estão escolhendo cuidar sozinhos dos seus relacionamentos afetivos. Será que acham que Deus não entende de amor? Ora, ele é o próprio amor, na sua forma mais perfeita! 

Sei que nem sempre é fácil esperar o tempo de Deus quando se trata de namoro e casamento. Pode ser que ao seu redor você só veja casais e que seus amigos já chamem você de vela há algum tempo, mas foque naquilo que é mais importante. Continue orando, prossiga divulgando o evangelho, permaneça crendo. Além disso, cuide da aparência, ore, use um bom perfume, ore, escove os dentes sempre, ore, seja simpático (a) e ore. Creia que o Deus que cuida de tudo também pode lhe orientar a ter um relacionamento segundo a Sua vontade! 

à por crer nisso que defendo a oração. Assim como precisamos respirar todos os dias, o tempo todo, precisamos orar, apresentando a Deus TUDO, com maiúsculas, porque Ele sabe melhor do que nós mesmos o que é melhor para nós. E ele costuma caprichar naquilo que faz. Experimente servi-lo, experimente fazer a Sua vontade!  

Veja o vídeo e conheça o milagre operado por Deus na vida da Bianca Toledo:


11 de outubro de 2013

Ah, se soubéssemos contar os nossos dias...

Ah, se soubéssemos contar os nossos dias...

Acredito que Moisés teve um "estalo" quando escreveu o salmo 90...

Você já se viu na situação de querer a todo custo encontrar a resposta para uma questão importante? Quem sabe já passou dias tentando lembrar de uma palavra para completar a cruzadinha? Ou mesmo lutou para lembrar o nome de alguém? Se já passou por isso, sabe como é bom quando chega o momento do âestaloâ, não é? à aquele instante precioso em que você pensa: âNossa, que bom que pensei nisto!â.

Eu acredito que Moisés, quando escreveu o Salmo 90, teve algo parecido com um âestaloâ, especialmente no versículo 12:

âEnsina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábiosâ.

Nossa, que bom que ele pensou nisso! E que bom que este precioso trecho está registrado nas Escrituras! à disso que precisamos, aprender a contar os nossos dias. Não estou falando de tentar saber quantos anos viveremos, mas de compreender que, por mais que nossa vida seja longa nessa terra, ainda assim será breve se comparada à eternidade.

Se pensarmos na brevidade dos nossos dias, certamente eles terão mais valor. Se pensarmos mais na eternidade da eternidade (para sentir como é eterna), certamente iremos nos preparar melhor para ela.

Sei que os benefícios de saber contar os dias e, portanto, aproveitá-los da melhor forma, são inúmeros. Até porque a bíblia também nos ensina que nossa ansiedade pode mudar muito pouco os problemas. Em Mateus 6:27 está escrito: âQual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida?â. A resposta é: nenhum de nós pode aumentar um minutinho sequer dos nossos dias na terra, podemos apenas aproveitar cada instante precioso, não nos esquecendo de:

1. Ser gratos a Deus pela vida, pelo dia, pela noite, pelo teto, pela família, pelos incontáveis motivos;

2. Divulgar em todo tempo o amor de Deus e o sacrifício de Cristo na cruz por toda a humanidade;

3. Trabalhar, estudar, cuidar da família, mas também descansar, porque Ele supre aos seus amados enquanto dormem (Sl. 127:2)

4. Crer e esperar a volta de Cristo, porque assim como todas as demais promessas a seu respeito se cumpriram, esta também se cumprirá e Ele voltará para buscar a igreja que o espera e, a partir daí, começar a viver a eternidade, quando não mais será necessário ou possível contar os dias!

Leia o salmo 90 completo:

SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.
Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.
De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.
Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.
Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.
Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.
Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.
Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.
Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
Volta-te para nós, Senhor; até quando? Aplaca-te para com os teus servos.
Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias.
Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.
Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.
E seja sobre nós a formosura do Senhor nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

30 de setembro de 2013

Dinheiro: quanto mais, melhor!

Dinheiro: quanto mais, melhor!

Aprendemos que não há erro em possuir bens e riquezas, há em colocá-las sentadinhas, confortavelmente, no trono do nosso coração

Os boletos aparecem, quando menos se espera, por debaixo da porta de casa; a despensa esvazia de repente; as roupas e os sapatos simplesmente âsomemâ do guarda-roupas. Além disso, pelo menos uma vez por ano surge uma vontade repentina de fazer uma viagem para ver o mar. Para todas essas coisas, haja Mastercard! E haja dinheiro para pagar a fatura do cartão que não costuma atrasar!

Todos precisam de dinheiro, possuí-lo é bom e resolve muitos problemas do dia a dia. Até aí tudo bem, o perigo passa a existir quando o dinheiro começa a controlar o ser humano, ao invés de ser controlado. Salomão, um homem cheio de sabedoria, nos ensina acerca disto em Eclesiastes 5:10:

âQuem amar o dinheiro jamais dele se fartaráâ.

Interessante é que Salomão não fez voto de pobreza em sua vida, ao contrário, possuía riquezas que causavam admiração em reis do mundo inteiro. Portanto, aprendemos que não há erro em possuir bens e riquezas, há em colocá-las sentadinhas, confortavelmente, no trono do nosso coração. Amar o dinheiro mais do que qualquer outra coisa na vida costuma causar sérios problemas.

Uma matéria divulgada pelo Fantástico no domingo, 29, mostrou que servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas recebem supersalários. Só para citar um dos exemplos mostrados, uma família inteira (pai, mãe e filha) pode ter recedido cerca de 1,6 milhão de reais em um ano e meio da Casa. Como se não bastasse o absurdo, a mãe é também cadastrada no Bolsa Família, programa de distribuição de renda do Governo Federal destinado a pessoas de baixa renda, e recebe R$ 70 por mês para conseguir pagar as despesas da família. Quando vi o caso lembrei logo de Salomão, que ficaria estarrecido se tivesse que julgar um caso desses. Certamente ele diria: Vaidade de vaidades, tudo é vaidade!

Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará! As riquezas nunca serão o bastante para viver, ou melhor, provavelmente nem será possível usufruir do que se tem uma vez que não há tempo para isso, só há tempo para conseguir mais e mais dinheiro.

Feliz é aquele que consegue ser grato a Deus pelo que tem. Bem-aventurado é o homem que pode louvar a Deus por cada sol que nasce e se põe; pela possibilidade de se trabalhar e ganhar o salário digno ao fim do mês; pela inteligência que Ele deu aos homens, para que saibam administrar os bens, adquirindo apenas aquilo que cabe no bolso.

Que o trono do nosso coração seja ocupado por Deus. Quanto mais o amarmos, mais teremos vontade de amar, e ainda assim estaremos sempre saciados!

25 de setembro de 2013

De onde virá o meu socorro?

De onde virá o meu socorro?

Fico pensando quantos dias o salmista deve ter vivido até encontrar a resposta para esta pergunta...

O livro dos Salmos deve ser um dos mais lidos da Bíblia, e como toda a Palavra, seu conteúdo nunca se esgota. Podemos ler um livro preferido várias vezes, mas acabaremos cansando dele, o que não acontece com a Palavra de Deus, que tem o poder de falar novidades aos nossos corações a cada dia.

Hoje vamos nos alimentar de um salmo muito conhecido, o Salmo 121, que é bem curtinho, embora riquíssimo:

âElevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.
Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel.
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita.
De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida.
O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempreâ

Lendo este salmo hoje, fiquei pensando: quanto tempo terá passado entre o primeiro e segundo versículo? Quanto tempo será que o salmista viveu para conseguir responder à pergunta âDe onde me virá o socorro? Ao fazermos a leitura rápida, parece até que o salmista tinha a resposta na ponta da língua quando fez a si mesmo esta pergunta, mas pode não ter sido assim tão fácil.

Pode ser que o salmista tenha passado dias de muita aflição, angústia e preocupação. Talvez ele tenha tentado resolver os problemas contando com sua própria experiência, capacidade, inteligência... Quem sabe ele até buscou ajuda nos amigos influentes... Se ele fez isso, tudo indica que nada foi capaz de resolver seu problema, porque a resposta encontrada pelo salmista foi: âO meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terraâ.

O Senhor pode até usar a nossa experiência, inteligência, capacidade e pode contar com a colaboração dos nossos amigos para que sejam bênção em nossas vidas, mas nossa consciência não deve se enganar: O NOSSO SOCORRO VEM DO SENHOR, E SOMENTE DELE!

Você precisa tomar uma decisão? Busque o Senhor! Precisa de ajuda para solucionar um problema? Busque o Senhor! Tem passado noites em claro por causa de preocupações? Busque o Senhor! Aquele que fez os céus e a terra não tira nem cochilo, ao contrário, está sempre alerta, pronto a ouvir a oração dos seus filhinhos e enviar o socorro na hora certa, sem atrasos. 

Que Ele guarde a nossa saída e a nossa entrada, desde agora e para sempre! 

Ouça esta canção e lembre-se que o socorro vem dEle! 


20 de setembro de 2013

Jesus pode visitar todos os cômodos da nossa casa?

Jesus pode visitar todos os cômodos da nossa casa?

Será que Jesus gostaria de se sentar conosco em frente à televisão, e assistir aos mesmos programas que costumamos ver?

No texto anterior, relembramos a visita de Jesus à casa dos irmãos Marta, Maria e Lázaro, em Betânia, e vimos o quanto a presença do Mestre faz a diferença nas nossas vidas e no nosso lar. Hoje, eu ainda me inspiro na mensagem que ouvi no último domingo, 15, e pergunto a vocês e a mim mesma: Será que Jesus é bem-vindo totalmente, sem reservas, em nosso lar? Sei que nosso primeiro impulso é dizer: âclaro que sim!â, mas vale uma reflexão sincera antes de darmos a resposta. 

Quando recebemos hóspedes em casa, o comum é fazermos uma faxina caprichada, trocamos as roupas de cama, pensamos com carinho no cardápio e procuramos medir as palavras. Por isso se diz tanto que só se conhece bem uma pessoa quando se come ao menos uma saca de sal junto com ela, ou seja, quando há convivência diária, quando os dias bons e maus chegam. 

Mas, e se Jesus não for (como não deve ser) apenas uma visita, que passa apenas alguns dias e depois vai embora? Se Ele de fato já tiver sido convidado por nós para morar em nosso lar? Nesse caso, teremos que âdividir a saca de salâ com ele, a convivência será diária, e aí surgem os desafios, porque Ele conhecerá nossa vida por completo, vai ver nossa aparência ao acordarmos, sem maquiagem.

Morando em nosso lar, será que Jesus gostaria de se sentar conosco em frente à televisão, e assistir aos mesmos programas que costumamos ver? Será que gostaria de passar tanto tempo sentadinho dedicando seu precioso tempo às programações que escolhemos, ou ele iria preferir se manter distante até que o convidássemos para perto novamente? Ele poderia entrar em todos os cômodos ou haveria uma faixa zebrada em determinados lugares, limitando seu acesso?

Convivendo conosco todos os dias, será que Jesus participaria dos nossos cultos domésticos? Ele ficaria feliz ao ver nosso relacionamento com cônjuges, filhos, pais e vizinhos? Jesus poderia abrir nosso guarda-roupa conosco e escolher a roupa do dia? Ou melhor, ele ficaria satisfeito com nossas escolhas? 

Ter Jesus em nosso lar, como vimos no texto anterior, traz bênçãos, milagres, comunhão, transformação. Mas precisamos, diariamente, querer que Ele esteja por perto e trabalhar para que o ambiente seja favorável à sua santa presença. Que eu e você possamos mudar o que é necessário e fazer o que Jesus faria se fosse o dono do nosso lar, até que Ele de fato seja!

16 de setembro de 2013

Uma só coisa é necessária

Uma só coisa é necessária

Quando Jesus entra em nosso lar, milagres acontecem, transformações em nosso caráter são perceptíveis, e outras vidas são abençoadas

âE aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; e tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tiradaâ. (Lucas 10:38-42)

Eu amo essa passagem por vários motivos, mas a Palavra de Deus tem a capacidade de se renovar e de falar coisas novas aos nossos corações (por isso devemos nos alimentar dela todos os dias) e, no último domingo, 15, durante uma ministração na igreja, Deus falou novidades ao meu coração e eu espero que através deste pequeno texto você também ouça a Sua doce voz.

A mensagem baseada neste texto bíblico deu ênfase àquilo que acontece quando convidamos Jesus para estar em nossa casa, como pode ter acontecido durante o episódio citado acima - âMarta recebeu em Jesus em sua casaâ. Provavelmente esta mulher soube que o homem que curava, ressuscitava mortos e perdoava pecados estava de passagem pela sua aldeia, e ofereceu seu lar como hospedagem para ele. O que ela certamente não sabia é que essa visita faria tanta diferença em sua vida e na vida de seus irmãos, Maria e Lázaro.

Maria foi a primeira a perceber o quanto valia a pena deixar tudo de lado para estar alguns momentos aos pés de Jesus, ouvindo tudo o que ele tinha para dizer, aprendendo com ele. A história nos mostra, entretanto, que não apenas Maria, mas os três irmãos, apesar de diferentes, eram muito amados por Jesus (âOra, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaroâ. João 11:5). 

Não sei quanto tempo depois da visita de Jesus àquela casa, Lázaro adoeceu e as irmãs mandaram avisar ao amigo Jesus que âaquele a quem ele amavaâ estava doente. A história é conhecida e muitos sabem o que aconteceu depois: Jesus chegou quatro dias âatrasadoâ, pois seu amigo já havia morrido. E o aparente atraso serviu para que o Senhor manifestasse ali seu poder de ressuscitar alguém que já estava em estado de putrefação. Quando Jesus entra na casa de alguém, coisas extraordinárias acontecem. Um grande milagre foi registrado na vida de Lázaro depois de ele ter conhecido o mestre.

Mas não se resume a isso. Quando convidamos Jesus para estar em nosso lar, ele nos transforma. Lembram-se de Marta, ansiosa e afadigada com tantas coisas no início deste texto? Depois da lição ensinada por Jesus e da experiência que ela teve ao ver seu irmão ressuscitado, algo mudou em sua vida. No capítulo 12 de João vemos que Jesus voltou àquela casa, e Marta o servia enquanto Maria sentava aos seus pés. Ora, você pode estar pensando que nada mudou, mas neste texto vemos que não houve murmurações, porque, acredito, que Marta entendeu que podia adorar ao Mestre, mesmo enquanto cuidava dos afazeres de casa.

Quando Jesus entra em nosso lar, milagres acontecem, transformações em nosso caráter são perceptíveis, e mais, outras vidas são abençoadas pelo poder de Cristo. Nesta segunda visita de Jesus à casa dos irmãos de Betânia, a Bíblia relata que muita gente se reunia ali, não apenas por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos (Jo 12:9).

Se Jesus habita em seu lar, outras pessoas vão querer conhecer sua história e saber como os milagres acontecem, como tanta coisa pode mudar... Não fique mais um dia sequer sem a presença dele em sua casa, em sua vida. Convide-o hoje mesmo para se sentar no lugar mais honrado do seu lar, e pare um pouquinho diariamente para ouvi-lo e aprender com Ele. Tudo muda, para melhor, quando fazemos este convite!

10 de setembro de 2013

Passo a passo, andando com Cristo

Passo a passo, andando com Cristo

Devemos ser como os atletas, que logo após uma vitória alcançada voltam a treinar rumo a conquistas maiores

O ser humano vive de conquistas, e no intervalo entre uma e outra o que sobra é pressão. Quando somos crianças, ainda estudando no Jardim de Infância, todos querem saber sobre o desempenho na escola: âEle já sabe ler?â, âJá fala inglêsâ, âJá decorou a tabuada dos nove?â... Mais crescidinhos, logo querem saber sobre o curso que faremos na faculdade. Ah, mas essa fase passa, sendo substituída pela próxima: âJá conseguiu emprego?â. Quando tudo parece pronto e certinho na sua vida, diploma na parede, emprego garantido, descobrimos que sempre há algo mais, e pode vir aquela perguntinha que todo mundo âadoraâ: âE o namorado, cadê?â. Depois do namoro, vem o casamento, os filhos, e o ciclo recomeça...

As histórias podem variar um pouco, assim como as conquistas que cada um decide lutar para alcançar, mas o que importa é saber que as pressões, apesar de cansativas, acabam nos impulsionando a sempre buscar subir um novo degrau, sem o risco de nos acomodarmos, acreditando, enganosamente, que o meio da escada já é o topo.

Em nossa caminhada com Cristo, não pode ser diferente, e devemos sempre nos esforçar para dar mais um passo. O primeiro é também o mais importante: aceitar que Jesus é o único e suficiente salvador (Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador. Isaías 43:11). A partir dessa decisão, que nos sintamos motivados a conhecer cada vez mais a respeito de Deus, através da sua Palavra. Pode alguém infinito ser conhecido totalmente? à claro que não! Então há sempre algo novo para recebermos da parte do Senhor. A Bíblia confirma: âSe vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertaráâ (João 8: 31 e 32).

Em Filipenses 3:14, outro lembrete valioso, escrito pelo apóstolo Paulo: âProssigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesusâ. Como um atleta, que logo após uma vitória alcançada volta a treinar visando competições mais importantes, o filho de Deus precisa se preparar diariamente, sem vacilar, para alcançar o alvo glorioso, que é o céu.

Na vida secular, há sempre alguém para cobrar de nós voos mais altos, prêmios, conquistas. Mas na vida de comunhão com Deus, nem sempre é assim. Devemos, portanto, lutar contra a acomodação proposta pelo mundo e por nós mesmos, e prosseguir para o alvo, dando um passo a cada dia, subindo um degrau de cada vez, e lembrando que o topo é o mais alto que se pode imaginar, porque se trata de um lugar preparado pelo Deus Soberano.  

03 de setembro de 2013

O Deus de uma grande nação é também o Deus de um homem só

O Deus de uma grande nação é também o Deus de um homem só

Aquele que criou o Universo é também o que tem todo interesse de ter um relacionamento íntimo com cada ser humano

Você já pensou no quanto Deus é grandioso? Eu fico maravilhada sempre que lembro que Ele é o Criador do Universo e que eu não posso criar nem mesmo um grão de areia. E fico admirada quando vejo que Ele escolheu uma nação, Israel, para amar, cuidar e através desta levar o amor a todos os povos da Terra. Assim como escolheu uma nação, escolheu também homens e mulheres, para serem protagonistas de uma grande, extraordinária história.

Abraão é um destes homens, chamado por Deus para ser o pai de uma multidão. O Criador do Universo, aquele que planejou o ser mais complexo que existe (o homem) não quis apenas ficar de longe, assistindo o que acontecia com sua criação, mas escolheu ter um relacionamento íntimo com cada ser humano. Abraão aceitou ser um amigo de Deus, e mesmo sem entender bem tudo o que aconteceria através dessa amizade, ele mergulhou fundo e hoje, milhares de anos depois de sua existência nesta terra, seu nome é conhecido e sua história, que é também a história do povo de Israel, é respeitada.

Vejamos outro exemplo, José, um dos doze filhos de Jacó. Poderia ser apenas mais um dentre doze filhos, e poderia ser apenas mais um no meio da multidão, mas o Senhor viu em José um coração sincero e pronto a obedecer. Ainda jovem, teve um sonho, que mostrava que seus irmãos mais novos precisariam de sua ajuda um dia. José poderia ter se orgulhado, mas nem teve tempo para isso. A história nos conta que o filho querido de Jacó foi vendido como escravo e foi parar no Egito, vivendo grande parte dos seus anos numa prisão. De prisioneiro, Deus o ergueu como governador desta terra, ficando abaixo apenas de Faraó.

Pulando para o Novo Testamento, vejamos Maria, uma mulher prestes a se casar, mas que agradou a Deus e foi escolhida por Ele para ser a mãe de Jesus Cristo, aquele que viria para restaurar o relacionamento entre Deus e os homens. Mesmo sem entender todo o grandioso plano de Deus, ela escolheu aceitar o plano divino e cumprir a Sua vontade.

Vejamos ainda Paulo, que antes era um perseguidor dos cristãos, mas Deus o escolheu para ser perseguido, preso por amor à obra de Cristo, e em meio às adversidades, um dos maiores pastores de todos os tempos, que levou a mensagem do Evangelho a muitos povos.

Todas estas pessoas foram vistas especialmente pelo Criador do Universo, pelo Deus da nação de Israel, pelo Todo Poderoso. O que elas têm de especial? Nada! Nasceram tão falhas e pecadoras como eu e você, simplesmente escolheram dizer sim para o plano de Deus para a vida de cada ser humano. Simplesmente decidiram aceitar ter um relacionamento próximo com esse Deus. E isso eu e você podemos ter também, e o melhor de tudo é que não custa caro, não exige sacrifícios, não espera que sejamos perfeitos, até porque não conseguimos ser nem mesmo por um dia.

O segredo é apenas aceitar aquele que é perfeito, que já pagou o alto preço por nós. Jesus é a ponte que une o homem a Deus, e não há outro caminho além dele. Através dEle, eu e você também podemos fazer parte de uma grande história, sendo protagonistas de algo grandioso planejado somente para nós! 

29 de agosto de 2013

Quanta diferença faz um punhado de sal!

Quanta diferença faz um punhado de sal!

Nessa semana esqueci de colocar sal no meu arroz e entendi a brilhante comparação feita por Jesus

Descobri há pouco tempo que gosto de cozinhar (e gosto do que cozinho). à bom sentir o cheiro da comida ficando mais agradável a cada tempero acrescentado, e é uma delícia ver a cara, antes fria e crua do alimento, transformando-se e pedindo pra ser degustado. Nessa semana, porém, aconteceu algo interessante. Quando terminei de preparar o almoço e tirei a tampa da panela do arroz, senti um cheiro diferente, não sei explicar bem, mas na hora percebi que havia esquecido de colocar o sal no arroz. E quem cozinha sabe que existe a hora certa de se colocar sal, nesse caso não adiantava tentar remediar.

Pois bem, provei o alimento e confirmei a falha. O arroz, tão branquinho e soltinho, estava insosso. Ainda bem que tinha feijão pra aliviar a falta desse precioso tempero, misturando tudo deu pra disfarçar. Mas, esse episódio me fez lembrar do quanto a comparação feita por Jesus foi precisa:

âVós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? (Mateus 5:13). Outras versões questionam: âcomo se restaurará o sabor?â.

à impressionante como o mestre Jesus tem sempre as palavras certas para usar na hora certa. O que sabemos a respeito do sal é que ele tem várias utilidades. Ele serve para conservar o alimento (que o digam os churrasqueiros, que não deixam a carne estragar graças a um punhado de sal), para aumentar o sabor (o meu arroz é uma prova) e é também um agente de purificação (usado, inclusive, no tratamento de doenças).

Quando fez esta declaração, Jesus conversava com seus discípulos. Então, conclui-se que este é um alerta a todos os que se dispõem a seguir a Cristo. A função destes é ser sal da terra, é fazer a diferença num mundo que se corrompe e apodrece a cada dia, com a violência, inversão de valores e imoralidade. A missão dos servos do Senhor é não se conformar com o mundo, mas serem transformados a cada dia pela renovação de suas mentes (Rm. 12:2). Interessante o sentido da palavra renovar, que é reafirmar, reforçar. Tal como um contrato feito entre duas pessoas, reafirmado sempre que necessário, devemos renovar com Cristo a aliança que um dia foi feita.

Nessa renovação, não há espaço para barganha, para acrescentar novidades deste século no nosso relacionamento com Ele e com as pessoas. O melhor para nós é aceitar viver conforme sua vontade, sempre, todos os dias, por mais que pareça estarmos andando na contramão do mundo. Foi exatamente assim que o próprio Cristo andou, de maneira simples, rejeitando toda aparência do mal, causando surpresa entre aqueles que esperavam outro tipo de Salvador. Sua mensagem foi e ainda é simples: âO primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. (Marcos 12:29-31).

Que o Senhor nos ajude a sermos sal nesta terra, fazendo a diferença por onde andarmos!

27 de agosto de 2013

O que Jesus escreveu na areia?

O que Jesus escreveu na areia?

Talvez ele estivesse desenhando a cruz que carregaria por amor à humanidade, quem sabe escrevia um salmo de adoração a Deus...

A Bíblia relata que certa vez os escribas e fariseus levaram até Jesus uma mulher apanhada no próprio ato de adultério. Queriam eles testá-lo e o fizeram quando lhe perguntaram qual seria sua sentença, já que a lei de Moisés, para o caso, ordenava o apedrejamento. âMas Jesus inclinando-se escrevia com o dedo na terraâ. (Jo 8.6)

Talvez estivesse desenhando a cruz que carregaria por amor à humanidade. Quem sabe escrevia um salmo de adoração a Deus. Ou talvez escrevendo a própria sentença que viria a proferir: âAquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra elaâ (Jo 8.7). Sentença de liberdade, devo acrescentar, já que seus acusadores saíram um a um.

Não há nenhuma linha da Palavra de Deus que tenha sido escrito por Deus Pai ou por Jesus. Apenas os 10 mandamentos cravados nas tábuas pelo próprio Jeová. Ainda assim, estes passaram das tábuas para a Bíblia pelas mãos do homem. Apesar disso, o próprio Jesus fez questão de testificar do Evangelho e ordenar que ele fosse pregado. Em Mt 26, uma mulher aproximou-se de Jesusâcom um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesaâ. E Ele, aprovando a atitude da mulher, disse: âem toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fezâ. A grande comissão em Mc 16.15 é clara e imperativa: âIde por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criaturaâ.

Combinado à pregação do Evangelho e para que este produza frutos, Jesus aconselha ouvi-lo e praticá-lo: âAquele que ouve as minhas palavras e as pratica é semelhante ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada sobre a rochaâ. São dois verbos simples, mas fundamentais. Não podemos escolher apenas um. Da mesma forma que não podemos seguir apenas uma parte das palavras do Divino Mestre. Num país onde a maioria se diz cristão como o nosso, se perguntarmos: quem ama Jesus? Todos levantarão as mãos. Entretanto, se perguntarmos: quem procura conhecer cada dia mais as suas palavras? Apenas poucos levantarão. E quem as pratica? Menos ainda, já que muitos sequer as conhecem bem. O próprio Mestre afirmou: âSe guardardes os meu mandamentos, sereis constantes no meu amorâ (Jo 15.10). E âVós sois meus amigos, se fazeis o que vos mandoâ (Jo 15.14).

Há ainda a parábola do semeador em Mateus 13 onde as sementes foram lançadas em vários solos inclusive no meio do caminho. Mas só deram bons frutos quando foram lançadas em boa e frutífera terra chegando a darem cento por um. As sementes são as palavras de Jesus e a terra somos nós. E a produção de frutos depende da terra. A última situação é aquela que todos devemos representar: a boa terra que produz bons e muitos frutos. A única forma de ser essa boa terra é ouvindo e praticando a Divina Palavra.

O que Jesus escreveu na areia naquela ocasião não é muito importante e com certeza o vento e os pés que ali passaram apagaram. Quando formos morar com Ele saberemos. Mas, para que possamos ir morar com Ele é imprescindível pregar, ouvir e principalmente praticar as Suas palavras. Não podemos dizer que amamos a Jesus se não damos ouvidos a Ele e muito menos se não O obedecemos. Antes, devemos escrevê-las, não em areia, mas no nosso coração como o salmista diz: âEscondi a tua palavra no meu coração para não pecar contra tiâ (Sl 119.11).

Autoria de André Falcão, esposo, analista do Tribunal de Contas dos Municípios-CE, colaborador do Boas e Novas.





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