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Notícias Boas e novas

26 de novembro de 2013

Por que clicamos em links idiotas?

Por que clicamos em links idiotas?

Li esse texto porque sempre me faço essa pergunta quando clico em um link que não traz nenhum proveito

Quando vi o título desse texto, pensei: "Nossa, sempre me pergunto isso". Por que será que clicamos em links que não nos trazem nenhum proveito, e mais, que nós sabemos que não serão proveitosos? Acontece isso com você também? Então leia o texto abaixo, escrito por Tony Reinke, traduzido por Alan Cristie.

Por âlinks idiotasâ quero dizer links na internet que não fazem nada a não ser dar um tapinha na nossa curiosidade involuntária. Eles fazem pouco por nós porque têm pouco a oferecer. Nós clicamos, lemos, assistimos, e frequentemente nos sentimos mais burros por isso.

Tais links clamorosos bagunçam a internet, oferecendo fofocas de celebridades, histórias bizarras de crimes, vídeos violentos e imagens sexuais â cada link pedindo pouco mais que um clique (que pedido trivial).

Então quão sutis são esses links? Enquanto escrevo, a página inicial da CNN realça sete títulos com links como âTop Históriasâ:

* Prefeito que fuma crack não renunciará

* O marido empurrado estava com os olhos vendados?

* Mulher morta em ataque de pumas

* Citações erradas alimentam os ataques de Tom Cruise

* Cervo perfurado na fronte por flecha

* Adivinhe quem está usando jeans skinny de novo

* Astronautas lavam suas cuecas?

A atração magnética que às vezes sentimos por manchetes como essas precedem a internet e o noticiário da noite. Essa foi uma preocupação abordada pelo pai da igreja Agostinho, nascido em 13 de novembro de 354 A.D. (mais de 1.600 anos atrás).

Agostinho e as Curiosidades Inúteis

Agostinho refletiu sobre as tentações que turvavam e distraíam seu próprio coração em seu clássico da história da igreja, As Confissões.

Lá ele edificou o precedente bíblico em 1 João 2.16: âTudo que há no mundo â a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida â não procede do Pai, mas procede do mundoâ.

A expressão âa concupiscência dos olhosâ, Agostinho interpreta como curiosidades inúteis. Tais curiosidades inúteis não são limitadas ao visual, mas envolvem impulsos de todos os cinco sentidos.

Vaidade em Muitas Formas

A sedução das curiosidades inúteis do mundo é profundamente enraizada em nossos antepassados, e podemos encontrá-la até na curiosidade rebelde de Adão e Eva quanto à árvore no jardim. Como seus filhos decaídos, estamos todos conectados à mesma âcuriosidade frívola e ávidaâ que frequentemente âse mascara como um zelo por conhecimento e aprendizadoâ e âuma sede por informações em primeira mão sobre tudoâ.

No tempo de Agostinho (assim como no nosso), tal curiosidade inútil tomou muitas formas. Ela incluiu a fofoca (1 Timóteo 5.13). Ela incluiu todas as formas de mágica, astrologia e bruxaria. Ela estava por trás da vã fascinação por sinais e prodígios (Lucas 23.8). Ela estava por trás da dança lasciva no teatro. Ela estava por trás da fascinação cultural por morte, sangue e cadáveres mutilados. E ela estava por trás dos espetáculos de banho de sangue das mortes de animais e combates de gladiadores no anfiteatro.

O antigo Coliseu era um bufê de vãs curiosidades, tudo proposital.

O público amava ser entretido pelos massacres, que os imperadores alegremente financiavam para aumentar os níveis de aprovação, tudo elevado a uma vitrine popular de violência que muitos poucos filósofos pagãos questionaram.

Agostinho era uma voz contrária. Os espectadores curiosos eram participantes do mal, ele disse, e os crentes podiam facilmente ser varridos na louca paixão do evento.

De uma maneira geral, as vãs curiosidades do quarto século ofereciam a si mesmas sem interrupções. Muito antes da curiosidade de assistir alguém morrer se tornou disponível no YouTube, Agostinho escreveu: âas coisas desprezíveis que lutam por nossa atenção todos os dias são incontáveisâ.

O Problema com o Lixo Inútil

Retornando ao nosso próprio tempo, eis aqui o problema: as curiosidades inúteis são pensamentos abortados. Vãs curiosidades são, por definição, deslocadas de Deus e impotentes para apontar para Cristo. Elas enchem nossos cérebros e corações com lixo perturbador temporal. âQuando nosso coração se torna uma lixeira para coisas como essa, cheia de uma carga de lixo inútil, nossas orações são frequentemente interrompidas e perturbadas por elasâ.

Pior, tais links vãos reúnem um histórico de navegação que pode revelar algo trágico sobre a condição de nossa alma. Chafurdar em tal âcuriosidade venenosaâ, escreve Agostinho, reflete âos impulsos de uma alma que está morta, embora não morta de maneira a não se movimentar. Ela morre por abandonar a fonte da vida (Jeremias 2.13)â.

O Ponto Chave

Nada trivial escapa a atenção de Deus (Mateus 12.36). Mas é pecado curtir três minutos de um vídeo engraçado no YouTube ou novos clipes ou os feitos de homens audaciosos que você clicou através do Twitter? Talvez sim, talvez não. Depende de para onde tais vídeos levam seus pensamentos, e quais pensamentos o levaram até lá, para começar.

Há uma curiosidade inútil atraída à vaidade e ao vazio, e há uma curiosidade santificada atraída por todas as coisas que levam à beleza de Deus. Essa possibilidade é apresentada a nós em cada link.

Então Agostinho emerge da história para nos fazer três perguntas sobre nosso histórico de navegação:

* Estou buscando links que me oferecem um caminho promissor para ver mais da beleza de Deus?

* Ou, meu hábito de clicar em links é não regulado, impelido por algum capricho interior, e terminando em nada mais que minha vã curiosidade?

* Ou, o mais trágico de todos, os links que eu clico são, na verdade, apenas uma série de pequenos buracos na rua cheios de água  dos quais espero beber uma pequena gratificação para minha alma vazia?

Muitas coisas estão em jogo com o mouse ou o smartphone na mão. Que neste dia Deus possa nos dar seus recursos espirituais para que não deixemos de lado questões tão importantes nas nossas vidas diárias que parecem tão mundanas.

Autoria:  Tony Reinke. Tradução: Alan Cristie.

 

21 de novembro de 2013

É (quase) Natal

É (quase) Natal

Quando essa data se aproxima, costumo ficar um tanto melancólica, mas listei alguns bons motivos para estar alegre

A noite nas cidades começa a ficar mais iluminada e colorida. As lojas e os shoppings já lançaram a decoração e até o clima começa a mudar, fazendo todos lembrarem que mais um ano está chegando ao fim e que, antes disso, virá o natal. Aquela data em que todos trocam presentes, sorriem e desejam coisas boas mutuamente. Aquele período em que se come peru, passas e panetone. Não sei você, mas quando esta data se aproxima eu costumo ficar um tanto melancólica, ainda mais agora que estou morando longe da família e de muitos bons amigos.

Mas, calma, não pense que sou daqueles que detestam muito tudo isso, apenas parei esses dias para pensar em como os valores que realmente importam acabam sendo deixados de lado por conta do apelo comercial. De acordo com a âleiâ da televisão, só é feliz nessa época do ano quem: compra um carro novo, muda toda a decoração de casa, compra presentes pra toda a família, tem uma linda e perfeita família, participa de uma ceia com peru Sadia...

Será que isso é natal? Se for, uma parcela bem pequenina da população poderá viver essa âmagiaâ. Os 99% restantes correm o risco de sentirem infelizes por não serem capazes de fazer âo que todo mundo faz no natalâ.

O bom é que em meio a essa reflexão lembrei que estou apenas longe da família, mas eu possuo uma, cheia de imperfeições, porém perfeita pra mim. Lembrei que não poderei comprar presente para todos os amigos e familiares, e o lado maravilhoso disso é que tenho muitas pessoas queridas ao redor que merecem um presente (espero que se contentem com essas palavras). Lembrei que o natal não tem nada a ver com tudo o que se diz por aí. Esta época do ano é mais um momento, especial como cada dia de nossas vidas, de agradecer a Deus porque chegamos até aqui. Como diz a Palavra, até aqui o Senhor nos ajudou (1 Sm. 7:12).

à tempo de conferir a lista de objetivos feitas no início de 2013 e marcar um certinho naqueles que foram alcançados, um xis nos que não foram e ainda não se entristecer se a quantidade de xis superar a de certos. Fora da lista, deve ter um monte de coisas que nem estavam planejadas e foram bem feitas durante o ano.

Quanto aos dias que virão, façamos planos, tracemos estratégias, façamos o possível para realizá-los, e no fim da página, apresente para o Senhor, peça a opinião e aprovação dele, e esteja pronto para refazer tudo se essa for a vontade do Pai.

âPor isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?â Mateus 6:25

 

14 de novembro de 2013

Sobre lei da gravidade e pecado

Sobre lei da gravidade e pecado

Um descobriu a gravidade com uma maçã cainda na cabeça, o outro descobriu o pecado ao provar um fruto proibido

Existem duas forças que nos prendem aqui na Terra. Uma é física e natural: a gravidade. Esta é uma força de atração que os corpos exercem sobre os outros. Existe entre todos os corpos com massa no Universo. Ela é responsável por prender objetos à superfície de planetas. Por isso, a força gravitacional da Terra confere peso aos objetos e faz com que caiam ao chão quando são soltos no ar. A aceleração da gravidade no nosso planeta é de aproximadamente 9,80m/s2.

A outra é espiritual: o pecado. Este foi introduzido no mundo por Adão no paraíso. Desde então, o ser humano tem sofrido forte atração pelo pecado. Esta âforçaâ mantém o homem preso à terra e o impede de chegar até ao céu, onde está Deus: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" Rm 3.23. O pecado também atraiu a Satanás (orgulho e inveja) e a terça parte dos anjos que juntos foram lançados abaixo como numa queda em direção à terra. (Ap 12. 3-4; Jd 1.6; Ez 28.1-19).

Segundo a história, o físico Isaac Newton teria descoberto a gravidade ao cair uma maçã sobre sua cabeça quando descansava sob a sombra de uma macieira. E segundo a Bíblia, o homem descobriu o pecado quando provou do fruto proibido no Jardim do Ãden.


Da primeira força, a gravidade, não podemos nos livrar. Mas da segunda, o pecado, podemos ser livres. A Bíblia diz que somos tentados, mas que podemos resistir às tentações. âNão veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportarâ. I Co 10:13. Entretanto, sendo o pecado algo espiritual, temos que resistir espiritualmente. à necessário algo mais forte do que o pecado para que possamos vencê-lo.

Para isso Jesus Cristo veio ao mundo e morreu na cruz por nós. Para nos livrar do peso dos nossos próprios pecados. O homem sozinho não pode se salvar: âPorque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorieâ Ef 2.8-9. Pois todos nós apesar de lutarmos contra o pecado acabamos pecando. âTodos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho". Isaías 53:6. Mas Jesus Cristo nos dá vitória sobre este mal: âEis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". João 1:29. "Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou (Jesus Cristo), para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo". Hebreus 9:26.

Para que essa vitória se consume em nossas vidas devemos crer em Jesus Cristo e mais: entregar nossas vidas a Ele vivendo segundo a Sua Palavra. âComo escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação". Hebreus 2:3. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa". Atos 16:31.

Autoria de André Falcão, esposo da Polly, analista do Tribunal de Contas dos Municípios-CE, colaborador do Boas e Novas.

04 de novembro de 2013

Sem meias palavras

Sem meias palavras

Com Jesus, não havia tempo para meias palavras. E ainda hoje não há tempo!

âPortanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado NO FOGO ETERNOâ. Mateus 18:8

Essas duras palavras que, ditas hoje, poderiam ser facilmente atribuídas a um fanático religioso, foram ditas pelo meigo, doce, amável e verdadeiro Jesus. Com Ele, não havia meias palavras. Ele era amoroso, cuidadoso, preocupado, perdoador, mas também era direto, objetivo e, muitas vezes, duro em seus discursos.

O jovem rico (Mc. 10:17), que queria saber como herdar a vida eterna, não suportou ouvir a verdade e escolheu se afastar de Jesus a ter que abrir mão daquilo que lhe era mais valioso: seus bens materiais. Os discípulos também questionaram o Mestre diversas vezes, sem entender a missão de Cristo na Terra. Mas, não havia tempo para meias palavras. E não há tempo, ainda hoje, para meias palavras.

Há quem queira escolher para si um tipo de Evangelho âcamaradaâ, que aceita tudo e não abandona nada, que âamaâ sem corrigir, que acolhe sem tratar as feridas. No entanto, quando vejo a dureza de suas palavras, sinto que não é este o evangelho que Cristo pregou. à prostituta, Ele disse: âVá, mas não peques maisâ (Jo 8:11); ao paralítico levado pelos amigos,antes de o curar, Ele declarou: âOs teus pecados estão perdoadosâ (Mt 9:2); antes de alimentar a multidão, ele se compadeceu dela pela multidão de seus pecados (Mc 6:34).

Jesus sabe que a maior necessidade do ser humano não é ter um emprego, não é ser curado de suas enfermidades, não é receber o pão de cada dia... O que o homem mais precisa é reconhecer que é falho, pecador, tendencioso ao erro e à corrupção, e por tudo isso precisa do perdão que somente Cristo, que é perfeito, pode oferecer. Depois do perdão, o homem precisa passar pela mudança de vida que somente Ele pode realizar na vida de alguém. Ele não quis apenas perdoar a prostituta, ele alertou que era necessário ser transformada.

Foi Ele mesmo quem disse: âArrependei-vos, porque está próximo o reino dos céusâ (Mt 4:17).  O mesmo Deus que pregou o amor, que prometeu preparar moradas no céu para os seus filhos, também falou inúmeras vezes do lugar preparado para aqueles que escolhem rejeitar o amor e a comunhão com Cristo durante esta vida. à apenas uma questão de escolher crer ou não naquilo que Ele falou e que está registrado na Bíblia. Decida crer!

30 de outubro de 2013

Reforma Protestante: um marco para o livre acesso às Escrituras

Reforma Protestante: um marco para o livre acesso às Escrituras

O Boas e Novas entrevistou o Dr. Glauco Barreira para explicar a importância desta data, 31 de outubro, para os cristãos

âMas o justo viverá da féâ. Quando Martinho Lutero leu esta passagem bíblica, escrita em Romanos 1:17, seus olhos foram abertos e algo extraordinário aconteceu. O homem que buscava servir a Deus movido muito mais por medo e tradição passou a conhecer um Deus que ama o pecador e que o justifica quando este aceita o sacrifício de Cristo pela humanidade. Ter acesso à verdade das Escrituras não serviu para âaquietarâ o espírito de Lutero, como seus líderes esperavam, mas para despertá-lo a iniciar uma grande reforma, que nem mesmo ele imaginava viver.

Dia 31 de outubro de 1517 foi o marco desta reforma, pois foi o dia em que Martinho Lutero pregou as 95 teses à porta da Igreja de Wittenberg. A intenção de Lutero era divulgar a todos a experiência que ele havia vivenciado ao conhecer a Bíblia, o que ele não imaginava era que Roma não ficaria nada satisfeita com esta atitude. Por não ter negado o que vinha pregando, Lutero foi excomungado.

Hoje, a Reforma Protestante completa 496 anos e ainda merece ser lembrada e comemorada. Para falar um pouco desta importante data, o Boas e Novas entrevistou o Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho, Pastor da Igreja Batista R. Moriá em Fortaleza, Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Membro da Academia Cearense de Letras Jurídicas, Graduado e Mestre em Direito (UFC), Doutor em Sociologia (UFC), Graduado em Teologia (UMESP), Doutor em Teologia (Faculdade Etnia), Doutor em Ministério (FTML), Pós-Graduado em Teologia Histórica e Dogmática (FAERPI).

Confira a entrevista:

Boas e Novas: A Reforma Protestante aconteceu há quase 500 anos. Qual o significado desta data, 31 de outubro de 1517, e qual a relevância dela para o presente?                                                                                              

Glauco Barreira: A Reforma Protestante significou a libertação da superstição e do paganismo mascarado de cristianismo, ao mesmo tempo em que promoveu um retorno à compreensão da fé como uma realidade pessoal e relacional. Nela, a exclusividade das Sagradas Escrituras como fonte de revelação salvífica foi ressaltada juntamente com uma visão cristocêntrica da igreja e do evangelho. A Reforma tem grande relevância para nós hoje, pois a coragem e a paixão dos reformadores nos trazem grande inspiração para lutar pela fé num mundo em que novos inimigos são enfrentados, como o ceticismo, o hedonismo, o relativismo ético e a indiferença religiosa (ateísmo prático).

BN: Na sua opinião, os historiadores são fiéis à história da Reforma ou há distorções e equívocos sendo divulgados? Se há equívocos, cite alguns.

GB: Os historiadores mais respeitáveis do passado eram fidedignos, quando não adotavam uma posição católica militante. Muitos historiadores desconstrutivistas de hoje, porém, têm sido intérpretes equivocados dos fatos, principalmente por desconhecerem o contexto teológico. Calvino, por exemplo, viveu uma vida humilde e, se aceitou o empréstimo com juros, foi apenas através de bancos e em casos de empreendimentos produtivos. Não se poderia cobrar juros de pessoas necessitadas, a quem se deveria emprestar com amor, sem esperar nada em troca. Por outro lado, Calvino limitava os juros bancários, de modo que, em Genebra, onde sua doutrina era dominante, os juros cobrados por instituições de crédito eram bem mais baixos do que os efetivamente cobrados em cidades católicas da Itália. Ã, portanto, um erro associar Calvino com as formas agressivas que o capitalismo assumiu na fase industrial. Outro equívoco histórico é supor que Lutero manteve uma submissão passiva aos príncipes que o apoiaram, ignorando a tensão existente nesse relacionamento, bem como as violentas pregações de Lutero contra as ambições dos príncipes. Outro erro é chamar de anabatistas os movimentos espiritualistas revolucionários que aconteceram no século XVI. Os verdadeiros anabatistas eram defensores da não resistência e contrários ao uso da espada.

BN: Há quem defenda que Lutero foi apenas um rebelde que não quis se submeter a algumas regras da Igreja Católica. Muitos biógrafos, no entanto, o apontam como um homem que vivenciou uma experiência marcante com Deus e que nem mesmo pensou em fazer a reforma. Quem foi Lutero, um rebelde ou um homem transformado por Deus?

GB: Lutero foi alguém que, tendo uma experiência com Deus, desejou compartilhá-la. Não foi ele quem deliberou a saída de Roma, mas o papa que o excomungou. Ele, então, viu que o sistema religioso papal era uma ameaça à mensagem evangélica de salvação e que o papismo e o evangelicalismo eram inconciliáveis.

BN: Por que a Reforma foi necessária? O que aconteceu entre o início da Igreja cristã (que começou com os apóstolos de Cristo) e o ano de 1517 para que a reforma protestante fosse necessária?

GB: A Reforma foi necessária pela escuridão espiritual reinante na Idade Média. Durante o período medieval, muitos elementos pagãos dos povos bárbaros trazidos à confissão cristã se misturavam com a mensagem bíblica. Com o passar do tempo, esse paganismo tornou-se dominante, exigindo um resgate da verdadeira mensagem do evangelho.

BN: A Igreja Católica restringiu, aos seus próprios líderes, por muito tempo, o conhecimento bíblico e até mesmo o conhecimento secular. Prova disso é que os padres rezavam as missas de costas para o público, e em latim, para que o público não tivesse entendimento do que estava sendo pregado. Qual a contribuição da Reforma para que este quadro mudasse?

GB: A Reforma defendeu a clareza das Escrituras e o Livre Exame da verdade nela contida. Para tanto, promoveu a tradução da Bíblia para as línguas nacionais, bem como incentivou a educação que possibilitava a sua leitura.

BN: E a igreja cristã do presente, precisa de reformas?

GB: Sim, a igreja de hoje precisa de Reforma. Vemos hoje muitos evangélicos nominais, não nascidos de novo, que não compreendem o poder transformador da fé e as renúncias implicadas em seguir a Cristo. As igrejas estão preocupadas com acomodações, respeitabilidade social e mútuas homenagens humanas. Há muito espírito mundano e clubesco entre os jovens. Muitos reformadores do passado ficariam escandalizados com a irreverência nos cultos de hoje, a ausência de simplicidade e modéstia no vestuário cristão, a falta de intensidade na oração e a pouca percepção do senhorio de Jesus Cristo. Hoje, precisamos tanto de Reforma como de avivamento espiritual!

23 de outubro de 2013

E, se Ele chamasse, você iria?

E, se Ele chamasse, você iria?

Se Deus chamar por você em pleno horário de trabalho, em meio a tantas obrigações?

Se, em pleno horário de trabalho, Deus chamasse por você? Você iria? Talvez se não tivesse tanto para fazer ou em um dia de descanso? Se, diante das obrigações e das comemorações, Ele chamasse por você? Você, sem olhar para trás, iria? 

A primeira vista, Jonas ignorou seu ministério quando decidiu fugir em vez de ir (Jonas 1:1-3). Assim também fez o jovem rico, porque era rico (Marcos 10: 21 e 22). Os convidados das bodas preferiram seus afazeres a atender o chamado do rei (Mateus 22: 2 e 3). Pedro até pensou em ir, mas deixou o medo afundá-lo (Mateus 14: 28-30). Certamente, estes não sabiam o que estavam perdendo. 

Em âRumores de outro mundoâ, Philip Yancey analisa a vida reducionista deste século. Como quem estuda a anatomia humana, ele propõe que separamos nossas tarefas diárias em pedaços cada vez menores para darmos conta do serviço. Por exigir muito, dividimos o tempo como se faz a órgãos e sistemas, e o vivemos célula por célula. Caso não entendamos o conjunto da obra, veremos as partes sem conhecer o todo e nossa vida perderá completamente o sentido.

Então, por que fazemos tudo o que fazemos todos os dias? Vãs coisas são aquelas sem um objetivo eterno. Se parece assustador pensar na eternidade sem saber ao certo o que será, não pensar nisso é mais assustador ainda. à perder o fio da meada. à gastar tudo em um só dia sem se preocupar com o amanhã. E não é inteligente ficar nas poças de água enquanto se pode ir aos mares, constantes e ininterruptos. Não é inteligente ignorar os planos divinos. âQuando, pois, vier o Senhor da vinha, o que fará aos lavradores?â (Mateus 21:40).

Ao gastarmos os olhos com o imediatamente visível, deixamos de contemplar o melhor e mais profundo. Cegos de entendimento, morremos lentamente a pior morte quando não atentamos para Deus e seus propósitos. âTudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céuâ (Eclesiastes 3:1). Sábio disto, Jó não se deteve a sua aflição, mas foi ao encontro do Senhor, pois sabia que Ele tudo pode e que nenhum dos seus propósitos pode ser impedido (Jó 42:2).

Se, agora, Deus chamasse você e lhe ensinasse a ver por cima dos montes, a trabalhar não somente pelo pão, a amar sem nada esperar, a realizar os sonhos não pela satisfação pessoal, a viver não apenas por viver, você iria? Atenda-o e dê um novo sentido a sua vida. 

âEis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, com ele cearei, e ele comigo.â (Apocalipse 3:20) 

"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.â (Hebreus 3:15)


Autoria de Priscila Raposo, irmã em Cristo, estudante de Medicina, colaboradora do Boas e Novas.

16 de outubro de 2013

Um Deus que lê cartas

Um Deus que lê cartas

Por algum tempo, a cartinha permaneceu guardada, até que foi esquecida e jogada no lixo, mas não era problema, porque Deus já tinha lido o que estava escrito nela...

Muita gente já conhece a história dela, mas se você ainda não ouviu sobre o grande milagre realizado por Deus, pode ver lá embaixo um vídeo que certamente fortalecerá sua fé. Resumindo em poucas letras, esta mulher, Bianca Toledo, esteve praticamente morta durante meses, mas Deus ouviu a oração de uma multidão que se mobilizou no Brasil e mundo afora, e a curou! Mas não é sobre este milagre que quero falar hoje.

O casamento de Bianca não resistiu aos meses de coma e à expectativa quase nula de sobrevivência. O tempo passou, ela continuou cuidando da própria vida e do seu lindo filhinho, divulgando em todo o país as bênçãos que recebeu das mãos de Deus.

Enquanto isso, em algum cantinho do país, um jovem, Felipe, cuidava daquilo que Deus havia colocado em suas mãos. Voltando um pouquinho no tempo, quando Felipe ainda era bem novinho, uma cartinha foi escrita, com o título âA mulher idealâ. Felipe sonhava em casar com uma mulher que ama e dedica sua vida ao Senhor. Por algum tempo, a cartinha permaneceu guardada, até que foi parar no lixo, mas isso não seria problema, pois Deus já tinha lido a carta e Ele tem boa memória.

Um dia Felipe leu um texto escrito por Bianca e se interessou pela dona daquelas letras. Quando viu a foto, apaixonou-se e lembrou da carta: âà ela. A mulher do meu bilhete pra Deusâ. Desde esse dia Felipe orou por Bianca e, olha só, além de ler cartas, Deus escuta orações, mesmo aquelas que nem são pronunciadas.

Felipe e Bianca irão se casar. As fotos dos dois juntos são recheadas de amor, sorrisos, sonhos e... gratidão a este Deus que sonda os corações, conhece os pensamentos, lê as cartas e entende as entrelinhas.

Quando li a história deste casal, vi mais uma vez que Deus se importa com cada detalhe da vida dos seus filhos. Somos nós que muitas vezes deixamos Deus de fora de algumas áreas. Queremos que Ele nos abençoe na faculdade, pedimos que Ele abra uma porta de emprego, esperamos as bênçãos espirituais, mas muitos estão escolhendo cuidar sozinhos dos seus relacionamentos afetivos. Será que acham que Deus não entende de amor? Ora, ele é o próprio amor, na sua forma mais perfeita! 

Sei que nem sempre é fácil esperar o tempo de Deus quando se trata de namoro e casamento. Pode ser que ao seu redor você só veja casais e que seus amigos já chamem você de vela há algum tempo, mas foque naquilo que é mais importante. Continue orando, prossiga divulgando o evangelho, permaneça crendo. Além disso, cuide da aparência, ore, use um bom perfume, ore, escove os dentes sempre, ore, seja simpático (a) e ore. Creia que o Deus que cuida de tudo também pode lhe orientar a ter um relacionamento segundo a Sua vontade! 

à por crer nisso que defendo a oração. Assim como precisamos respirar todos os dias, o tempo todo, precisamos orar, apresentando a Deus TUDO, com maiúsculas, porque Ele sabe melhor do que nós mesmos o que é melhor para nós. E ele costuma caprichar naquilo que faz. Experimente servi-lo, experimente fazer a Sua vontade!  

Veja o vídeo e conheça o milagre operado por Deus na vida da Bianca Toledo:


11 de outubro de 2013

Ah, se soubéssemos contar os nossos dias...

Ah, se soubéssemos contar os nossos dias...

Acredito que Moisés teve um "estalo" quando escreveu o salmo 90...

Você já se viu na situação de querer a todo custo encontrar a resposta para uma questão importante? Quem sabe já passou dias tentando lembrar de uma palavra para completar a cruzadinha? Ou mesmo lutou para lembrar o nome de alguém? Se já passou por isso, sabe como é bom quando chega o momento do âestaloâ, não é? à aquele instante precioso em que você pensa: âNossa, que bom que pensei nisto!â.

Eu acredito que Moisés, quando escreveu o Salmo 90, teve algo parecido com um âestaloâ, especialmente no versículo 12:

âEnsina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábiosâ.

Nossa, que bom que ele pensou nisso! E que bom que este precioso trecho está registrado nas Escrituras! à disso que precisamos, aprender a contar os nossos dias. Não estou falando de tentar saber quantos anos viveremos, mas de compreender que, por mais que nossa vida seja longa nessa terra, ainda assim será breve se comparada à eternidade.

Se pensarmos na brevidade dos nossos dias, certamente eles terão mais valor. Se pensarmos mais na eternidade da eternidade (para sentir como é eterna), certamente iremos nos preparar melhor para ela.

Sei que os benefícios de saber contar os dias e, portanto, aproveitá-los da melhor forma, são inúmeros. Até porque a bíblia também nos ensina que nossa ansiedade pode mudar muito pouco os problemas. Em Mateus 6:27 está escrito: âQual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida?â. A resposta é: nenhum de nós pode aumentar um minutinho sequer dos nossos dias na terra, podemos apenas aproveitar cada instante precioso, não nos esquecendo de:

1. Ser gratos a Deus pela vida, pelo dia, pela noite, pelo teto, pela família, pelos incontáveis motivos;

2. Divulgar em todo tempo o amor de Deus e o sacrifício de Cristo na cruz por toda a humanidade;

3. Trabalhar, estudar, cuidar da família, mas também descansar, porque Ele supre aos seus amados enquanto dormem (Sl. 127:2)

4. Crer e esperar a volta de Cristo, porque assim como todas as demais promessas a seu respeito se cumpriram, esta também se cumprirá e Ele voltará para buscar a igreja que o espera e, a partir daí, começar a viver a eternidade, quando não mais será necessário ou possível contar os dias!

Leia o salmo 90 completo:

SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.
Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.
De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.
Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.
Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.
Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.
Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.
Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.
Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
Volta-te para nós, Senhor; até quando? Aplaca-te para com os teus servos.
Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias.
Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.
Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.
E seja sobre nós a formosura do Senhor nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

30 de setembro de 2013

Dinheiro: quanto mais, melhor!

Dinheiro: quanto mais, melhor!

Aprendemos que não há erro em possuir bens e riquezas, há em colocá-las sentadinhas, confortavelmente, no trono do nosso coração

Os boletos aparecem, quando menos se espera, por debaixo da porta de casa; a despensa esvazia de repente; as roupas e os sapatos simplesmente âsomemâ do guarda-roupas. Além disso, pelo menos uma vez por ano surge uma vontade repentina de fazer uma viagem para ver o mar. Para todas essas coisas, haja Mastercard! E haja dinheiro para pagar a fatura do cartão que não costuma atrasar!

Todos precisam de dinheiro, possuí-lo é bom e resolve muitos problemas do dia a dia. Até aí tudo bem, o perigo passa a existir quando o dinheiro começa a controlar o ser humano, ao invés de ser controlado. Salomão, um homem cheio de sabedoria, nos ensina acerca disto em Eclesiastes 5:10:

âQuem amar o dinheiro jamais dele se fartaráâ.

Interessante é que Salomão não fez voto de pobreza em sua vida, ao contrário, possuía riquezas que causavam admiração em reis do mundo inteiro. Portanto, aprendemos que não há erro em possuir bens e riquezas, há em colocá-las sentadinhas, confortavelmente, no trono do nosso coração. Amar o dinheiro mais do que qualquer outra coisa na vida costuma causar sérios problemas.

Uma matéria divulgada pelo Fantástico no domingo, 29, mostrou que servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas recebem supersalários. Só para citar um dos exemplos mostrados, uma família inteira (pai, mãe e filha) pode ter recedido cerca de 1,6 milhão de reais em um ano e meio da Casa. Como se não bastasse o absurdo, a mãe é também cadastrada no Bolsa Família, programa de distribuição de renda do Governo Federal destinado a pessoas de baixa renda, e recebe R$ 70 por mês para conseguir pagar as despesas da família. Quando vi o caso lembrei logo de Salomão, que ficaria estarrecido se tivesse que julgar um caso desses. Certamente ele diria: Vaidade de vaidades, tudo é vaidade!

Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará! As riquezas nunca serão o bastante para viver, ou melhor, provavelmente nem será possível usufruir do que se tem uma vez que não há tempo para isso, só há tempo para conseguir mais e mais dinheiro.

Feliz é aquele que consegue ser grato a Deus pelo que tem. Bem-aventurado é o homem que pode louvar a Deus por cada sol que nasce e se põe; pela possibilidade de se trabalhar e ganhar o salário digno ao fim do mês; pela inteligência que Ele deu aos homens, para que saibam administrar os bens, adquirindo apenas aquilo que cabe no bolso.

Que o trono do nosso coração seja ocupado por Deus. Quanto mais o amarmos, mais teremos vontade de amar, e ainda assim estaremos sempre saciados!

25 de setembro de 2013

De onde virá o meu socorro?

De onde virá o meu socorro?

Fico pensando quantos dias o salmista deve ter vivido até encontrar a resposta para esta pergunta...

O livro dos Salmos deve ser um dos mais lidos da Bíblia, e como toda a Palavra, seu conteúdo nunca se esgota. Podemos ler um livro preferido várias vezes, mas acabaremos cansando dele, o que não acontece com a Palavra de Deus, que tem o poder de falar novidades aos nossos corações a cada dia.

Hoje vamos nos alimentar de um salmo muito conhecido, o Salmo 121, que é bem curtinho, embora riquíssimo:

âElevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.
Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel.
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita.
De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida.
O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempreâ

Lendo este salmo hoje, fiquei pensando: quanto tempo terá passado entre o primeiro e segundo versículo? Quanto tempo será que o salmista viveu para conseguir responder à pergunta âDe onde me virá o socorro? Ao fazermos a leitura rápida, parece até que o salmista tinha a resposta na ponta da língua quando fez a si mesmo esta pergunta, mas pode não ter sido assim tão fácil.

Pode ser que o salmista tenha passado dias de muita aflição, angústia e preocupação. Talvez ele tenha tentado resolver os problemas contando com sua própria experiência, capacidade, inteligência... Quem sabe ele até buscou ajuda nos amigos influentes... Se ele fez isso, tudo indica que nada foi capaz de resolver seu problema, porque a resposta encontrada pelo salmista foi: âO meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terraâ.

O Senhor pode até usar a nossa experiência, inteligência, capacidade e pode contar com a colaboração dos nossos amigos para que sejam bênção em nossas vidas, mas nossa consciência não deve se enganar: O NOSSO SOCORRO VEM DO SENHOR, E SOMENTE DELE!

Você precisa tomar uma decisão? Busque o Senhor! Precisa de ajuda para solucionar um problema? Busque o Senhor! Tem passado noites em claro por causa de preocupações? Busque o Senhor! Aquele que fez os céus e a terra não tira nem cochilo, ao contrário, está sempre alerta, pronto a ouvir a oração dos seus filhinhos e enviar o socorro na hora certa, sem atrasos. 

Que Ele guarde a nossa saída e a nossa entrada, desde agora e para sempre! 

Ouça esta canção e lembre-se que o socorro vem dEle! 


20 de setembro de 2013

Jesus pode visitar todos os cômodos da nossa casa?

Jesus pode visitar todos os cômodos da nossa casa?

Será que Jesus gostaria de se sentar conosco em frente à televisão, e assistir aos mesmos programas que costumamos ver?

No texto anterior, relembramos a visita de Jesus à casa dos irmãos Marta, Maria e Lázaro, em Betânia, e vimos o quanto a presença do Mestre faz a diferença nas nossas vidas e no nosso lar. Hoje, eu ainda me inspiro na mensagem que ouvi no último domingo, 15, e pergunto a vocês e a mim mesma: Será que Jesus é bem-vindo totalmente, sem reservas, em nosso lar? Sei que nosso primeiro impulso é dizer: âclaro que sim!â, mas vale uma reflexão sincera antes de darmos a resposta. 

Quando recebemos hóspedes em casa, o comum é fazermos uma faxina caprichada, trocamos as roupas de cama, pensamos com carinho no cardápio e procuramos medir as palavras. Por isso se diz tanto que só se conhece bem uma pessoa quando se come ao menos uma saca de sal junto com ela, ou seja, quando há convivência diária, quando os dias bons e maus chegam. 

Mas, e se Jesus não for (como não deve ser) apenas uma visita, que passa apenas alguns dias e depois vai embora? Se Ele de fato já tiver sido convidado por nós para morar em nosso lar? Nesse caso, teremos que âdividir a saca de salâ com ele, a convivência será diária, e aí surgem os desafios, porque Ele conhecerá nossa vida por completo, vai ver nossa aparência ao acordarmos, sem maquiagem.

Morando em nosso lar, será que Jesus gostaria de se sentar conosco em frente à televisão, e assistir aos mesmos programas que costumamos ver? Será que gostaria de passar tanto tempo sentadinho dedicando seu precioso tempo às programações que escolhemos, ou ele iria preferir se manter distante até que o convidássemos para perto novamente? Ele poderia entrar em todos os cômodos ou haveria uma faixa zebrada em determinados lugares, limitando seu acesso?

Convivendo conosco todos os dias, será que Jesus participaria dos nossos cultos domésticos? Ele ficaria feliz ao ver nosso relacionamento com cônjuges, filhos, pais e vizinhos? Jesus poderia abrir nosso guarda-roupa conosco e escolher a roupa do dia? Ou melhor, ele ficaria satisfeito com nossas escolhas? 

Ter Jesus em nosso lar, como vimos no texto anterior, traz bênçãos, milagres, comunhão, transformação. Mas precisamos, diariamente, querer que Ele esteja por perto e trabalhar para que o ambiente seja favorável à sua santa presença. Que eu e você possamos mudar o que é necessário e fazer o que Jesus faria se fosse o dono do nosso lar, até que Ele de fato seja!

16 de setembro de 2013

Uma só coisa é necessária

Uma só coisa é necessária

Quando Jesus entra em nosso lar, milagres acontecem, transformações em nosso caráter são perceptíveis, e outras vidas são abençoadas

âE aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; e tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tiradaâ. (Lucas 10:38-42)

Eu amo essa passagem por vários motivos, mas a Palavra de Deus tem a capacidade de se renovar e de falar coisas novas aos nossos corações (por isso devemos nos alimentar dela todos os dias) e, no último domingo, 15, durante uma ministração na igreja, Deus falou novidades ao meu coração e eu espero que através deste pequeno texto você também ouça a Sua doce voz.

A mensagem baseada neste texto bíblico deu ênfase àquilo que acontece quando convidamos Jesus para estar em nossa casa, como pode ter acontecido durante o episódio citado acima - âMarta recebeu em Jesus em sua casaâ. Provavelmente esta mulher soube que o homem que curava, ressuscitava mortos e perdoava pecados estava de passagem pela sua aldeia, e ofereceu seu lar como hospedagem para ele. O que ela certamente não sabia é que essa visita faria tanta diferença em sua vida e na vida de seus irmãos, Maria e Lázaro.

Maria foi a primeira a perceber o quanto valia a pena deixar tudo de lado para estar alguns momentos aos pés de Jesus, ouvindo tudo o que ele tinha para dizer, aprendendo com ele. A história nos mostra, entretanto, que não apenas Maria, mas os três irmãos, apesar de diferentes, eram muito amados por Jesus (âOra, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaroâ. João 11:5). 

Não sei quanto tempo depois da visita de Jesus àquela casa, Lázaro adoeceu e as irmãs mandaram avisar ao amigo Jesus que âaquele a quem ele amavaâ estava doente. A história é conhecida e muitos sabem o que aconteceu depois: Jesus chegou quatro dias âatrasadoâ, pois seu amigo já havia morrido. E o aparente atraso serviu para que o Senhor manifestasse ali seu poder de ressuscitar alguém que já estava em estado de putrefação. Quando Jesus entra na casa de alguém, coisas extraordinárias acontecem. Um grande milagre foi registrado na vida de Lázaro depois de ele ter conhecido o mestre.

Mas não se resume a isso. Quando convidamos Jesus para estar em nosso lar, ele nos transforma. Lembram-se de Marta, ansiosa e afadigada com tantas coisas no início deste texto? Depois da lição ensinada por Jesus e da experiência que ela teve ao ver seu irmão ressuscitado, algo mudou em sua vida. No capítulo 12 de João vemos que Jesus voltou àquela casa, e Marta o servia enquanto Maria sentava aos seus pés. Ora, você pode estar pensando que nada mudou, mas neste texto vemos que não houve murmurações, porque, acredito, que Marta entendeu que podia adorar ao Mestre, mesmo enquanto cuidava dos afazeres de casa.

Quando Jesus entra em nosso lar, milagres acontecem, transformações em nosso caráter são perceptíveis, e mais, outras vidas são abençoadas pelo poder de Cristo. Nesta segunda visita de Jesus à casa dos irmãos de Betânia, a Bíblia relata que muita gente se reunia ali, não apenas por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos (Jo 12:9).

Se Jesus habita em seu lar, outras pessoas vão querer conhecer sua história e saber como os milagres acontecem, como tanta coisa pode mudar... Não fique mais um dia sequer sem a presença dele em sua casa, em sua vida. Convide-o hoje mesmo para se sentar no lugar mais honrado do seu lar, e pare um pouquinho diariamente para ouvi-lo e aprender com Ele. Tudo muda, para melhor, quando fazemos este convite!

10 de setembro de 2013

Passo a passo, andando com Cristo

Passo a passo, andando com Cristo

Devemos ser como os atletas, que logo após uma vitória alcançada voltam a treinar rumo a conquistas maiores

O ser humano vive de conquistas, e no intervalo entre uma e outra o que sobra é pressão. Quando somos crianças, ainda estudando no Jardim de Infância, todos querem saber sobre o desempenho na escola: âEle já sabe ler?â, âJá fala inglêsâ, âJá decorou a tabuada dos nove?â... Mais crescidinhos, logo querem saber sobre o curso que faremos na faculdade. Ah, mas essa fase passa, sendo substituída pela próxima: âJá conseguiu emprego?â. Quando tudo parece pronto e certinho na sua vida, diploma na parede, emprego garantido, descobrimos que sempre há algo mais, e pode vir aquela perguntinha que todo mundo âadoraâ: âE o namorado, cadê?â. Depois do namoro, vem o casamento, os filhos, e o ciclo recomeça...

As histórias podem variar um pouco, assim como as conquistas que cada um decide lutar para alcançar, mas o que importa é saber que as pressões, apesar de cansativas, acabam nos impulsionando a sempre buscar subir um novo degrau, sem o risco de nos acomodarmos, acreditando, enganosamente, que o meio da escada já é o topo.

Em nossa caminhada com Cristo, não pode ser diferente, e devemos sempre nos esforçar para dar mais um passo. O primeiro é também o mais importante: aceitar que Jesus é o único e suficiente salvador (Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador. Isaías 43:11). A partir dessa decisão, que nos sintamos motivados a conhecer cada vez mais a respeito de Deus, através da sua Palavra. Pode alguém infinito ser conhecido totalmente? à claro que não! Então há sempre algo novo para recebermos da parte do Senhor. A Bíblia confirma: âSe vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertaráâ (João 8: 31 e 32).

Em Filipenses 3:14, outro lembrete valioso, escrito pelo apóstolo Paulo: âProssigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesusâ. Como um atleta, que logo após uma vitória alcançada volta a treinar visando competições mais importantes, o filho de Deus precisa se preparar diariamente, sem vacilar, para alcançar o alvo glorioso, que é o céu.

Na vida secular, há sempre alguém para cobrar de nós voos mais altos, prêmios, conquistas. Mas na vida de comunhão com Deus, nem sempre é assim. Devemos, portanto, lutar contra a acomodação proposta pelo mundo e por nós mesmos, e prosseguir para o alvo, dando um passo a cada dia, subindo um degrau de cada vez, e lembrando que o topo é o mais alto que se pode imaginar, porque se trata de um lugar preparado pelo Deus Soberano.