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Notícias Boas e novas

10 de julho de 2014

As funções e disfunções na família

As funções e disfunções na família

Homens e mulheres foram criados por Deus com características específicas e especiais que os tornam únicos e dependentes entre si

Participei de uma palestra nessa semana e não posso deixar de compartilhar com vocês o aprendizado. Na verdade, o que ouvi ali parece tão óbvio, mas infelizmente tem sido cada vez mais raro de se constatar nessa sociedade tão corrompida e com valores tão invertidos e, mais do que isso, pervertidos, como disse o palestrante, pastor Marcos Moura.

Ministrando sobre o tema âAs funções e disfunções na famíliaâ, ele falou sobre a importância dessa instituição criada por Deus e que é a base, o alicerce da sociedade. Não precisamos fazer muito esforço para ver que esta base tem sofrido muitos ataques, e todos estamos sentindo os seus efeitos devastadores.

Dados do IBGE divulgados no fim de 2013 mostram que os casamentos têm durado menos no Brasil, em média 15 anos. Com a nova lei do divórcio no país, ficou mais fácil desfazer uma aliança que deveria permanecer até o fim da vida. O que não é tão fácil é apagar o sofrimento que o fim de um relacionamento traz para ex-cônjuges e para os sempre-filhos. à como desamassar um papel. Já tentou fazê-lo? E impossível retirar todas as suas marcas.

Homens e mulheres foram criados por Deus com características específicas e especiais que os tornam únicos e dependentes entre si. Dentro da família, homem e mulher, pai e mãe têm responsabilidades, que, quando desempenhadas segundo a direção divina, garantem a saúde do relacionamento familiar.

O pastor Marcos Moura apontou três funções básicas de pais e mães. Os pais têm a missão de comunicar aos filhos noções de: direção, limites e proteção. As mães devem transmitir: vínculos, nutrição e organização. Juntos, eles formam um casal, e também comunicam algo: a percepção de afetuosidade, equipe e sexualidade.

à claro que tanto pais quanto mães acabam exercendo um pouco de todos estes papéis, mas o importante é que cada um não deixe de fazer aquilo que foi criado para fazer de melhor. Os pais apontam para os filhos o caminho, ensinam o que é certo (direção); definem até onde eles devem e podem ir e o que podem fazer (limites); e, por fim, guardam, vigiam, protegem contra as ameaças deste mundo (proteção). As mães, por sua vez, devem organizar a rotina familiar, as atividades dos filhos, as refeições que eles farão (organização); devem tomar atitudes que aproximem os filhos dos pais, dos irmãos, do próprio lar e principalmente de Deus (vínculos); e devem nutrir sua casa, com amor, carinho, cuidado (nutrição).

Juntos, homem e mulher formam o casal, que também deve ensinar os filhos alguns valores, a partir de simples gestos de carinho entre si dentro de casa (afetuosidade); no momento em que decidem, conjuntamente, sobre se atendem ou não a um pedido das crianças, sem permitir que um ou outro se torne o vilão da família (equipe); e quando demonstram aos filhos o plano perfeito de Deus, ao criar homem e mulher, dependentes um do outro, e que precisam cumprir suas funções no âmbito familiar, para que tudo funcione bem.

As disfunções na família acontecem exatamente porque homens e mulheres têm se perdido e descumprem seus papéis. Muitas vezes os pais não cumprem sua função, deixando de proteger e orientar, mães assumem responsabilidades que são pesadas demais para elas, filhos crescem sem referências e sem aprender sobre os limites que serão necessários para a sobrevivência no mundo lá fora. Tudo é permitido, só é proibido proibir, para não criar constrangimentos. Enquanto isso, a base da sociedade se despedaça, gerando outras famílias feridas e magoadas. 

Que Deus nos ajude a conhecermos, entendermos e cumprirmos nossos papéis nos nossos lares, para que as famílias cristãs continuem sendo referência para este mundo tão conturbado!

âDe sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela (...) Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (Efésios 5: 24, 25 e 28). 

18 de junho de 2014

Todos querem a vitória!

Todos querem a vitória!

Na Copa do Mundo, todas as seleções querem a vitória, mas há apenas uma taça...

Há exceções, eu sei, mas digo sem medo de errar que a maioria da população brasileira vibra com a Copa do Mundo. Mesmo quem não entende muito de futebol e não conhece todos os jogadores, como eu, se emociona, torce, comemora, lamenta. à bonito ver os vizinhos se reunindo para decorar as ruas com bandeirolas e pinturas, e é emocionante andar pela cidade e notar as bandeiras estendidas nos prédios. Durante a Copa, o clima muda, as pessoas ficam mais animadas, riem e se confraternizam. à contagiante.

Longe de querer ser pessimista, a Copa acaba. E com o fim dela, as bandeiras são retiradas e guardadas no quartinho da bagunça; os vizinhos deixam de ter tempo para se sentar juntos; e já não há mais tantos motivos para confraternização e risos gratuitos.

A alegria que Deus tem para os homens, entretanto, não dura apenas trinta dias. Estar com Ele é o ápice da felicidade, e o desejo do Senhor é que desfrutemos da sua gloriosa presença todos os dias do ano, vinte e quatro horas por dia. O salmista sabia qual era a fonte do prazer, ao declarar: âEntão irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meuâ (Salmo 43:4).

Na Copa do Mundo, todas as seleções querem a vitória, mas há apenas uma taça. Os demais voltam para casa de mãos abanando, ansiosos pelo campeonato que virá em quatro anos. Na "copa espiritual", porém, tem vitória para todos. Eu ainda não contei, mas a Bíblia cita a palavra vencer (e afins) diversas vezes, como em Romanos 8:37, que diz: Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou; ou em 1 João 5:5: Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

Há vitória para todos quantos a desejarem, para todos aqueles que escolherem crer que Jesus é o Filho de Deus.

O apóstolo Paulo, sabendo do poder que os esportes têm de comover os corações, fez esta comparação aos coríntios: âNão sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptívelâ (1 Co. 9: 24 e 25).

Eu estou na torcida para que o Brasil levante mais uma vez a taça tão desejada. Mais do que isso, torço, oro, clamo, para que o povo brasileiro escolha correr (viver) para alcançar uma vitória que não perde o valor com o tempo, uma coroa eterna, ao lado daquele que já venceu todas as coisas por nós. 

29 de maio de 2014

Lave os pés de alguém hoje!

Lave os pés de alguém hoje!

A peculiaridade da vida cristã está em aprender e participar, em verdade, do amor que Jesus nos ensinou

Você certamente ouviu isso quando criança: âNão deite na cama com os pés sujos ou lave-os antes de deitar.â Não somo as vezes em que o ouvi, assim como não conto os inúmeros atos, diga-se de passagem, de limpeza de minha mãe. Eu, já dormindo de qualquer jeito e em qualquer lugar, era levada para cama e tinha meus pés asseados com água e uma toalha. Digo, pois, que mais que hábitos de higiene, esses episódios revelam os hábitos do coração de quem serve e muito ama. 

Ao ver os três varões em pé diante dele, Abraão reconheceu que o Senhor o visitava, então não perdeu tempo e ofereceu comida, descanso e uma boa lavagem de pés. Talvez, parecessem viajantes sujos de poeira, e mesmo não sendo, os varões aceitaram a gentil oferta ainda assim: âFaze como tens ditoâ (Gn 18:4-5) ââ Muito bem, Abraão. Uhuuu! Gostamos da ideia. Lavem-nos os pés. â E os servos o fizeram. 

Na cultura judaica, era comum o hóspede receber esse tipo de tratamento dos servos. O mestre dos discípulos. O pai dos filhos. Era uma prestação de honra. Tal qual a mulher de má fama no jantar oferecido pelo fariseu a Jesus... Ela não era serva da casa, tampouco era convidada, mas, ousadamente, chegou a Jesus para lavar-lhe os pés e usou suas lágrimas em vez de água e seus cabelos em vez de toalhas. âEu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou é uma prova de que seus pecados foram perdoados.â (Lc 7:44-48) E disse Jesus: â Ela me ama tanto, tanto, tanto... Oh, como ela me ama â« A mulher rendeu e recebeu honra. 

Não para cumprir os costumes do seu povo, mas por amar tanto, tanto os discípulos, é que Jesus também os lavou na última ceia. O homenageado da festa cingiu a toalha na cintura e serviu os simples. Ele fez, inclusive, o que qualquer um ali podia fazer. Minha mãe poderia apenas me acordar para que eu fizesse o que ela mandara diversas vezes. Quem sabe, Abraão não tivesse que mover sua fazenda e empregados para atender desconhecidos. A mulher de má fama precisava mesmo ter chorado e se descabelado? E o que dizer do Rei, a quem não foi dada devida coroa e honra, mas vestiu o avental e fez todo o serviço... 

A peculiaridade da vida cristã está em aprender e participar, com verdade, do amor que Jesus nos ensinou. Deus revela-se a nós quando decidimos amar. E mais amamos, quanto melhor servimos. Acredite, temos capacidade suficiente para fazê-lo. Lave os pés de alguém hoje! 

âAmados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.â (1 João 4:11)


Autoria de Priscila Raposo, irmã em Cristo, estudante de Medicina, colaboradora do Boas e Novas.

08 de maio de 2014

Somente ela...

Somente ela...

Se eu conquisto uma vitória, nada melhor que compartilhar com ela e ficar ainda mais feliz. Se sofro uma derrota, que bom chorar com ela e perceber que não foi tão ruim assim.

Ela tem um cheiro tão bom, que qualquer perfume fica ainda mais agradável na pele dela. As roupas que ela veste, mesmo depois de usadas, carregam seu aroma natural e inconfundível. As mãos dela são suaves e acariciam a nossa cabeça de uma forma tão doce que até dá vontade de permanecer no seu colo até pegar no sono. à uma delícia ouvir a voz dela me tratando como se eu ainda fosse um bebê.

Na cozinha, nosso discurso é sempre o mesmo: até um ovo que ela prepara parece mais gostoso. E que maravilha é poder ligar e tirar dúvidas sobre culinária com essa mestra nata.

Se eu conquisto uma vitória, nada melhor que compartilhar com ela e ficar ainda mais feliz. Se sofro uma derrota, que bom chorar com ela e perceber que não foi tão ruim assim.

Ela continua vibrando por nós mesmo que todos pensem que ela é exagerada, do mesmo jeito que fazia quando participávamos das competições de natação e, enquanto atravessávamos a piscina, ela corria do lado de fora gritando o nosso nome.

O tempo passa e ela aos poucos vai aprendendo que não pode fazer tudo para nos proteger de todos os perigos, mas faz o que está nas mãos dela: aconselha a não falarmos com estranhos, a não ultrapassar os 100 km na estrada, a não aceitarmos nenhuma bebida de quem não conhecemos, e a não esquecermos o agasalho e o protetor solar durante as viagens.

Só ela é capaz de comprar uma sandália e, ao chegar em casa, percebe que na verdade é a minha cara e por isso me presenteia. Só ela faz os vestidos para uma festa e veste apenas uma vez, já pensando em como ficará lindo em mim. à ela que come um pedaço de bolo de tapioca com café e lembra-se de como eu gosto dessa mistura. à ela quem ri da minha risada e diz que continua sendo a mesma de quando eu era criança.

Somente ela lembra dos detalhes da minha infância melhor do que eu, porque sempre esteve perto, cuidando, protegendo, ensinando, acolhendo, amando.

Que bom ter você nesse dia. Que bom ter o teu amor, mãezinha! Amo você!


Amor de mãe é mesmo um negócio sem comparação. Prova disso é que Deus, quando quis descrever o amor dEle por nós, escolheu este amor terreno para fazer uma comparação. Em Isaías 49:15 está escrito: "Pode uma mãe se esquecer do seu filho que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você".   

O amor de Deus pelos homens é tão grande que é comparado ao amor de uma mãe. No entanto, as mães, por mais insano que isso possa parecer, também estão sujeitas a falhar em seu amor, mas Deus nunca falha em seu amor e cuidado conosco. 

Está chegando o Dia das Mães e eu já quero parabenizar a minha e a todas as melhores mães do mundo por serem essas pessoas tão especiais nas nossas vidas, e por carregarem consigo este dom grandioso do amor. Que Deus abençoe a todas!!! 

18 de abril de 2014

E o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado!

E o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado!

Ser livre é poder dizer não aos vícios e prazeres deste século

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.(1 Coríntios 15:14)

Para o povo de Israel, a páscoa lembra a passagem da escravidão (no Egito, sob o jugo de Faraó) para a liberdade (aos cuidados de Deus). Muitos episódios ocorreram até que isso fosse possível, culminando com a décima praga enviada sobre o Egito: a morte de todos os primogênitos egípcios, até mesmo dentre os animais. Os primogênitos israelitas, porém, foram poupados da morte. Para que isso fosse possível, cada família deveria matar um cordeiro e passar o seu sangue nas portas de suas casas. Esta atitude não era apenas para identificação das casas dos servos de Deus, primeiro porque Deus não precisa de sinalização e, segundo, porque os israelitas moravam em um local específico do Egito (Gósen). Deus simplesmente tinha seus propósitos e mais uma vez queria ensinar o povo a obedecer.

Não é por acaso que Jesus Cristo é chamado de âcordeiro de Deusâ. Assim como o cordeirinho que morreu lá no Egito, cujo sangue livrou o povo da escravidão, Cristo morreu, mesmo sem culpa, e seu sangue purifica o homem de todo pecado (1 Jo 1.7).

Há quem defenda que o homem livre é aquele que âfaz o que quer da vidaâ, que usufrui dos prazeres deste mundo, que não impõe limites a si mesmo, que não vira âescravoâ do ânão posso ou não devoâ. Eu digo, porém, que ser livre é poder dizer não às vontades da carne, é ter força para renunciar aos vícios, é, por mais que pareça contraditório, ser servo daquele que sabe o que é melhor para o ser humano.

Que esta Páscoa seja o momento certo para que você se renda ao Cordeiro de Deus e experimente a alegria e a paz que só o Senhor pode dar ao homem. Cristo morreu, mas ressuscitou. Ele vive e por isso não é vã a nossa fé.

E o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado!

E o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado!

Ser livre é poder dizer não aos vícios e prazeres deste século

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.(1 Coríntios 15:14)

Para o povo de Israel, a páscoa lembra a passagem da escravidão (no Egito, sob o jugo de Faraó) para a liberdade (aos cuidados de Deus). Muitos episódios ocorreram até que isso fosse possível, culminando com a décima praga enviada sobre o Egito: a morte de todos os primogênitos egípcios, até mesmo dentre os animais. Os primogênitos israelitas, porém, foram poupados da morte. Para que isso fosse possível, cada família deveria matar um cordeiro e passar o seu sangue nas portas de suas casas. Esta atitude não era apenas para identificação das casas dos servos de Deus, primeiro porque Deus não precisa de sinalização e, segundo, porque os israelitas moravam em um local específico do Egito (Gósen). Deus simplesmente tinha seus propósitos e mais uma vez queria ensinar o povo a obedecer.

Não é por acaso que Jesus Cristo é chamado de âcordeiro de Deusâ. Assim como o cordeirinho que morreu lá no Egito, cujo sangue livrou o povo da escravidão, Cristo morreu, mesmo sem culpa, e seu sangue purifica o homem de todo pecado (1 Jo 1.7).

Há quem defenda que o homem livre é aquele que âfaz o que quer da vidaâ, que usufrui dos prazeres deste mundo, que não impõe limites a si mesmo, que não vira âescravoâ do ânão posso ou não devoâ. Eu digo, porém, que ser livre é poder dizer não às vontades da carne, é ter força para renunciar aos vícios, é, por mais que pareça contraditório, ser servo daquele que sabe o que é melhor para o ser humano.

Que esta Páscoa seja o momento certo para que você se renda ao Cordeiro de Deus e experimente a alegria e a paz que só o Senhor pode dar ao homem. Cristo morreu, mas ressuscitou. Ele vive e por isso não é vã a nossa fé.

11 de março de 2014

E no Dia da Mulher, eu descobri que sou uma menina...

Recebi muitas homenagens nesse dia, mas nenhuma foi mais marcante do que a que eu recebi de Deus

O dia internacional da mulher, 8 de março, é comemorado em todo o mundo. à bastante comum nesta data recebermos homenagens de todos aqueles que nos têm em grande estima: pais, mães, irmãos, amores, amigos, amigas e colegas de trabalho que nos fazem perceber que somos verdadeiramente mulheres; mulheres com M maiúsculo que marcam a geração que vivem; sendo aquilo que socialmente é conceituado como grande mulher.

Eu mesma, sob a graça do Senhor, recebi muitas homenagens via sms, facebook, whatsapp e verbalmente. Até rosas eu recebi no restaurante que jantei (Tô me achando, hein?! Kkkkkkkk!). Mas nenhuma mensagem/homenagem me marcou tanto como a que eu recebi de Deus.

Talvez a maioria dos leitores deste texto devem estar pensando: âDeus deve ter dito que a Val é uma mulher forte, guerreira, âboa profissionalâ, equilibrada, paciente e aquele monte de coisa linda e marcante que todo mundo acha que a gente éâ.

Mas na verdade ele disse, ou melhor, me fez descobrir algo que na minha cabeça jamais estaria no script. Ele me fez descobrir que sou uma menina. Sim, você leu direito! No dia internacional da mulher o Senhor me mostrou que mesmo com 27 anos, já tendo passado por tantas lutas, já ter uma experiência profissional ârazoávelâ e ser âforteâ em muitas circunstâncias eu ainda sou uma menina.

Uma menina que precisa esvaziar-se de si mesma e encher-se dEle a cada dia. Uma menina que necessita parar e conseguir entender o que Ele fala em todos os momentos; até mesmo no silêncio. Mas principalmente uma menina que reconhece que é plenamente dependente do Senhor e que continuamente deve buscar antes de tudo crescer em graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo; mesmo sendo uma mulher.


Autoria de Valquíria Fernandes, irmã em Cristo, pedagoga, colaboradora do Boas e Novas.

19 de fevereiro de 2014

Por que Deus permite a morte de uma criança?

Por que Deus permite a morte de uma criança?

A morte do pequeno Felipe comove, indigna e leva muitos a perguntar: Onde está Deus?

Seis aninhos de idade. Um sorriso lindo e contagiante. A alegria dos pais. Depois de um dia de atividades, tudo o que Felipe queria era comer uma pizza. Certamente ele e a família fariam uma oração de agradecimento ao Senhor antes da refeição. Mas não houve tempo. Na porta de casa, um tiro leva embora os sorrisos, os sonhos, os anos... 

Mas, como pode? Estamos falando de uma família cristã, que honra seus compromissos, que ensina seus filhos a andarem no caminho correto, que prega o amor e o perdão, que ora para que Deus salve os pecadores... Onde estava Deus, que permitiu esta tragédia? Como alguém pode continuar servindo a este Deus que sequer evita a morte de uma criança de seis anos? 

Além da revolta contra os culpados, nesta hora de dor alguém pode questionar a Deus. Desde a hora que eu soube do que aconteceu com meus amigos e irmãos Robson e Milla, confesso que também fiz algumas perguntas: âPor que, Senhor? Por que o Senhor permitiu? Por que tanta dor na vida dos teus filhos?â. 

E graças a Deus que o Senhor nos responde e nos consola. Conversando com meu pastor a respeito do assunto, eu perguntei: âPastor, o que dizer para alguém que, em horas difíceis como essa, perguntam onde está Deus?â. Ele me disse: âEm momentos como esse, Deus está no mesmo lugar onde estava quando mataram o filho dEleâ. 

Deus está no mesmo lugar onde estava quando seu filho, o perfeito Filho, Jesus Cristo, padecia nas mãos de opressores e era crucificado. Deus está contemplando todas as coisas. Deus contempla cada escolha do ser humano, cada decisão de se aproximar ou de se afastar dEle. 

E quando entendemos isto, todas as perguntas da nossa vida são esclarecidas. Deus não somente permitiu, mas planejou que Jesus fosse morto, por causa de um grande propósito: que todos os homens tivessem a chance de serem perdoados de seus pecados e de se achegarem a Ele. Ainda hoje, Deus deseja que todos os homens sejam salvos e que o Seu nome seja glorificado. Mesmo em um episódio tão triste como a morte do Felipe, eu vi o nome do Senhor sendo glorificado. Em entrevistas, o pastor Robson declarou que perdoava o assassino de seu filhinho. Somente um homem perdoado pelo Deus Perfeito, ciente de que não merecia tal perdão, pode perdoar desta forma. 

âMas por quê?â. Engraçado é que facilmente questionamos o Senhor quando algo sai diferente do que planejamos, quando algum mal nos sobrevêm. Mas tão difícil é questionar a bondade dele, que se manifesta diariamente em nossas vidas. Quando começarmos a fazer isto, veremos que grandes coisas o Senhor tem feito por nós, e há muitos motivos para render louvores de gratidão a Ele. 

Aos meus irmãos Robson e Milla, eu digo que somente o Senhor conhece a dor dos vossos corações e somente Ele é poderoso para confortar e renovar as suas forças para vocês continuarem sendo as pessoas maravilhosas que são. Lembrem-se sempre de que o Senhor é bom e eterna é a sua bondade!


29 de janeiro de 2014

O problema em redefinir

O problema em redefinir

Os conceitos estão distorcidos. O que chamam de liberdade eu conheço como hedonismo e, na verdade, penso ser uma das mais poderosas formas de escravidão

Distorceram definições e inverteram os valores. Com a manipulação das palavras e uso de eufemismos é possível fazer tudo que Deus proíbe, camuflando de obediência. à proibido adorar imagens, mas substitua âadorarâ por âvenerarâ e isso se tornará permitido, mesmo que na prática o venerar seja âajoelhar-se perante ela enquanto dirige louvores e oraçõesâ. A palavra de Deus também proíbe sexo antes do casamento e manda que amemos o próximo, mas âfazer sexoâ e âfazer amorâ se tornou a mesma coisa, logo, âfazer amor com o próximoâ será algo recomendado, ainda que o ato continue sendo o mesmo.

Conceituaram religião como o ópio do povo, alguns dizem que o Cristianismo é uma bengala para aleijados intelectualmente, uma lavagem cerebral e uma forma de alienação e escravidão, mas certamente aqueles que assim o definem estão generalizando, igualando o cristianismo às mentiras confortáveis inventadas pelo homem (2 Tm 4.3,4), estes sim estão alienados, certamente nunca conheceram a verdade que liberta (Jo 8.32) e nunca foram transformados pela renovação do entendimento (Rm 12.2), eles dizem que preferem ter a liberdade de fazer o que quiserem a serem seguidores dos ensinamentos de um homem que morreu (E RESSUSCITOU!) há 2.000 anos. Falando em liberdade, eis a definição (distorção) que deram a ela: âà fazer tudo que se tem vontade de fazer na busca do prazer, sendo escravo dos seus impulsos e desejos...â Quanta contradição! Que liberdade é essa que autoescraviza? O que chamam de liberdade eu conheço como hedonismo e, na verdade, penso ser uma das mais poderosas formas de escravidão.

Mudar o conceito não resolve o problema, o mal continuará sendo mal ainda que o chamem de bem, assim como chamar o sal de açúcar não vai torná-lo doce. No entanto, foi isso que fizeram, relativizaram a verdade, todos preferem ser essa metamorfose ambulante, mas quando o assunto é algo que vem da parte de Jesus muitos preferem ter aquela velha opinião formada (de que isso é assunto que não se discute). Essa é uma metamorfose retrógrada, inversa, diferente da lagarta que se transforma em uma linda borboleta.

Mudaram inclusive a definição de Deus. Ensinaram para os baixinhos que ele é o cara lá de cima que te dá tudo que você quiser (como seríamos mimados se fosse assim...). Outros dizem que ele é o vilão do universo que manda pessoas pro inferno, mas esquecem que ele é o Criador do Universo e que nos amou de tal forma que deu seu único filho para que fôssemos salvos da nossa merecida condenação. âMeu Deus!!! Você nem sabe do piorâ: o nome de Deus virou uma interjeição!!! Deixou de ser sagrado e usado em oração e agora é usado antes de uma exclamação! Use para atribuir suspense a sua frase, ainda que seja pecado usar o nome dEle em vão! Mas qual o problema nisso? Ignore o que a Bíblia diz e defina pecado como um simples erro que pode ser reparado com um pouco de caridade.

Hoje em dia até mesmo grosseria, escárnio e racismo são admirados, contanto que seja engraçado... Como ser grosseiro e admirado por isso? Basta ser engraçado. Os milhares de seguidores do âseu Lungaâ concordarão com isso. E como debochar dos crentes sem parecer um intolerante? Basta tornar isso engraçado! A irmã (irmã?) Zuleide te ensina como fazê-lo.

Por se propagar a inversão de valores, o que antes parecia antônimo se tornou sinônimo. Assim, o desonesto é chamado de esperto, a virgem é criticada, a piriguete é elogiada, o sexo sem compromisso é valorizado e o casamento é banalizado. Os homens dessa geração orgulham-se de pegar todas na balada e se envergonham de levar flores a sua amada. O romantismo já não serve, muitas mulheres preferem um cafajeste, mas o que esperar de uma geração que ouve as advertências do Wesley Safadão e ignora os provérbios de Salomão?

"Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce por amargo!" (Is 5.20).

âDe tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantarem-se os poderes

nas mãos dos maus,

o homem chega a desanimar da virtude,

a rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honestoâ.

                                               (Rui Barbosa)

Autoria de Ari Arrais, irmão da Polly, administrador, educador físico, colaborador do Boas e Novas. 

16 de janeiro de 2014

Filha do Ari, do Raimundinho, da Bela

Filha do Ari, do Raimundinho, da Bela

No interior era assim: se você não era conhecido, bastava dizer os nomes dos pais ou dos avós. E as portas se abriam...

Pelo menos quando eu era criança, era assim no interior: você podia até não ser conhecido ou não conhecer ninguém, mas bastava citar sua parentela, para que todos soubessem tudo sobre você. Lembro quando eu e meus irmãos visitávamos o interior onde meu pai nasceu. Logo na entrada, ele e minha mãe avisavam: âAqui ninguém se perde ou fica sem ter onde se hospedar. Se isso acontecer, vocês só precisam dizer que são âfilhos-do-Ari-do-Raimundinho-da-Belaââ.

Era tiro e queda. Quando alguém da família ia nos apresentar para um desconhecido, sempre ouvíamos a mesma história: âEsses meninos são os filhos do Ari, do Raimundinho, da Belaâ. Quem não nos conhecia tinha grandes chances de conhecer nosso pai, mas se não, ainda tinha nosso avô e em último caso nossa bisavó. Alguém da árvore genealógica ia nos dar respaldo para sermos bem recebidos.

à bom ter referências. à bom fazer parte da história de alguém. à maravilhoso receber a herança sanguínea e ser contemplado com reconhecimento por algo que alguém fez no passado. Eu também quero construir uma história para os meus filhos, quero que portas se abram para recebê-los quando eles disserem quem são os seus pais. Mas, principalmente, quero que eles tenham a melhor das referências, a de serem filhos do Pai que abre todas as portas e, mais que isso, abre portas onde elas nem existem.

A Palavra diz em João 1:12 â âMas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nomeâ. Antes de crermos no sacrifício de Cristo na cruz e de aceitarmos que Ele é o único que pode nos levar a Deus, somos apenas criaturas. Criaturas podem até desfrutar de alguns benefícios, pois o sol e a chuva existem para todos, mas apenas filhos desfrutam de atenção especial, do olhar carinhoso e cuidadoso do Pai.

A Bíblia também nos afirma: âSe somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo" (Rm. 8:17).

Eu amo ser filha do Ari, do Raimundinho, da Bela. Mas, ser filha do Criador do Mundo, daquele que demonstrou tanto amor por mim ao ponto de entregar seu Filho por este amor, é indescritível, é que o renova as minhas forças todos os dias, é o que me dá esperança e alegria. 

A melhor notícia do dia: No coração desse Pai, sempre tem espaço para mais filhos que querem receber o seu amor! Seja um deles!

 

31 de dezembro de 2013

Meu desejo para 2014: Que nada se realize!

Meu desejo para 2014: Que nada se realize!

Que nada do que o meu coração cheio de limitações planeja se realize, mas que todos os planos de Deus para a minha vida em 2014 sejam realidade.

Eu gosto da sensação vivida nestes dias. Fim de um ano que já ofereceu tudo o que podia, início de um novo tempo. Na prática, é apenas a passagem natural de um dia para o outro, mas adoro a expectativa pela virada, a gratidão que sentimos por termos chegado até o fim, o desejo de que o ano novo seja mais feliz, mais cheio de amor e de paz.

Não costumo, entretanto, fazer listas com objetivos e planos. Pelo menos não atualmente, porque até a adolescência, eu fazia isso com meu pai. Nós dois comprávamos nossas agendas novas e anotávamos o que gostaríamos de realizar durante aquele ano inteirinho, mês a mês. Fazer uma reforma na casa em março, comprar uma geladeira nova em junho, viajar de férias em julho, renovar o guarda-roupa em setembro... Ah, era tão bom chegar ao fim do ano e ver que tudo havia se cumprido e, muitas vezes, saía bem melhor do que o planejado.

O tempo passou, eu precisei sair da casa dos pais para estudar, trabalhar, casar, e o hábito de fazer a listinha foi perdido. Troquei a lista pelo desejo permanente de estar preparada para as oportunidades que surgirem, porque a verdade é que temos bem pouco controle sobre o que vai acontecer nas nossas vidas até mesmo no próximo minuto. Não que eu não tenha objetivos e desejos para o ano vindouro, apenas deixei de colocá-los no papel. 

Em 2014, estude, pesquise, trabalhe, compartilhe amor, esteja atento às necessidades do próximo, ore, leia a Bíblia, procure ouvir a voz de Deus, planeje o dia seguinte, apresente cada plano ao Senhor, ore mais um pouco, leia mais a Bíblia, e você verá, como eu tenho visto, que Deus âé poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós operaâ (Efésios 3: 20).

Saindo da adolescência, eu percebi que era bem mais fácil fazer a lista junto com meu pai, porque afinal ele era quem iria se desdobrar para fazer cada item daquele virar realidade. Por isso hoje faço minha lista mental junto com meu Pai Celestial, pois Ele é quem realiza muito mais abundantemente além daquilo que eu peço ou penso. Escolhi este título um tanto radical para o texto de hoje porque o meu desejo é realmente este: que nada se realize. Que nada do que o meu coração cheio de limitações planeja se realize, mas que todos os planos de Deus para a minha vida em 2014 sejam realidade. Que todos os planos do Senhor para a sua vida em 2014 se cumpram. Você e eu veremos ao final que vale a pena confiar nesse Deus tão grande e poderoso, que tem reservado o melhor para nós todos os dias.

âE conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deusâ (Efésios 3: 19).  

17 de dezembro de 2013

A fome e o medo

A fome e o medo

Dia desses, dirigindo por aí, vi um morador de rua num semáforo, carregando uma placa “TENHO FOME”. Eu me comovi duplamente...

Dia desses, dirigindo por aí, vi um morador de rua num semáforo, carregando uma placa âTENHO FOMEâ. Eu me comovi duplamente. Primeiro porque o relógio marcava cerca de uma hora da tarde e eu já não estava com fome, porque para mim a hora do almoço tinha sido de fato a hora do almoço. Segundo, eu me comovi porque, se eu fosse escolher uma placa para carregar, seria: âTENHO MEDOâ.

Temos medo das ruas, da violência, dos assaltos. Temos medo até de quem só tem fome, porque os fatos do dia a dia nos ensinam a fugir das pessoas e a considerar todas suspeitas. Tenho medo de perder a sensibilidade e de deixar de fazer o que Cristo faria se estivesse no meu lugar.

Não precisamos e nem podemos salvar todo o mundo, acabar com a fome da humanidade, curar todas as feridas, resgatar todos os usuários de drogas, mas quando não pudermos fazer quase nada, ainda é possível fazer algo que é grandioso: orar.

Foi o que fiz. Orei por aquele moço da placa âTenho fomeâ, orei por mim para que eu possa estender a mão com mais frequência, orei por quem já perdeu a sensibilidade, e vou continuar orando.

Ainda assim continuei me perguntando o que fazer para melhorar o mundo. Lembrei que a Bíblia nos diz que sempre haverá pobres na terra, mas o mesmo livro nos ensina a exercitarmos sempre o amor e a solidariedade.

A Bíblia mostra ainda que a maior necessidade do ser humano, ricos ou pobres, não é do pão físico, e sim do espiritual. A maior necessidade que o homem tem é de Deus, é de perdão, é de uma nova vida em Cristo. Se tivermos Jesus nos nossos corações, podemos ser os mais pobres materialmente, e mesmo assim teremos a vida mais abundante.

 

04 de dezembro de 2013

Estou em obras. Desculpe o transtorno.

Estou em obras. Desculpe o transtorno.

Até sermos perfeitos, certamente causaremos transtornos por causa da obra que Deus tem realizado em nós

âDeus preferiu essa carne, não quis os templos que eu posso construir com minhas mãos; me fez morada, eu sou morada, lugar de Deus, que não está lá fora, mas sim mora dentro de mimâ. (Trecho da música âCasaâ, Palavrantiga).

Dia desses ouvi uma pregação a respeito do amor ao próximo, tema recorrente e sempre tão desafiador. O próximo não é quem eu gostaria que fosse: não é minha mãe, meu pai, meus irmãos, meu cônjuge ou meus amigos. Esses eu amo naturalmente, e é bem fácil amá-los, já que eles também me amam, cuidam de mim, demonstram carinho e atenção. Meu próximo é quem eu conheço pouco, é quem eu não conheço de jeito nenhum e é quem eu conheço e não me faz nenhum bem.

Um certo doutor da lei fez esta pergunta a Jesus: âQuem é o meu próximo?â. Para explicar, o mestre contou a parábola de um samaritano que âperdeu o seu precioso tempoâ ajudando um estranho:

âMas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;

E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;

E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltarâ. Lucas 10:33-35

Nós temos andado tão atribulados e ocupados que talvez não tenhamos tempo de sentir compaixão por ninguém. Mas apesar das atribuições do dia a dia, dos problemas pessoais, da atenção que já é dedicada aos âmais próximosâ, devemos também ser atentos a este próximo de que Jesus fala.

E aí entra o assunto central desse texto. Nenhum de nós é perfeito. Mesmo cristãos, sendo seguidores de um Deus Perfeito, só podemos dizer que estamos em obras, em processo de santificação contínua. Um dia seremos perfeitos, quando a nossa morada for o céu. Até este dia chegar, causaremos, mesmo sem querer, alguns transtornos por aqui, e também sofremos com os transtornos causados pelas obras realizadas na vida do próximo.

Até este dia chegar, frequentemente desagradaremos com tanta imperfeição. Isso só não pode é virar desculpa para destratarmos as pessoas. âAh, estou em obras, e toda obra incomodaâ. Não. O correto é: âHoje desagradei por isso, amanhã esta parte da obra estará concluída e não causará mais transtornosâ.

Somos morada do Espírito Santo, se permitirmos, Ele é poderoso para, todos os dias, rebocar paredes, retirar o entulho e fazer o melhor acabamento.

 

26 de novembro de 2013

Por que clicamos em links idiotas?

Por que clicamos em links idiotas?

Li esse texto porque sempre me faço essa pergunta quando clico em um link que não traz nenhum proveito

Quando vi o título desse texto, pensei: "Nossa, sempre me pergunto isso". Por que será que clicamos em links que não nos trazem nenhum proveito, e mais, que nós sabemos que não serão proveitosos? Acontece isso com você também? Então leia o texto abaixo, escrito por Tony Reinke, traduzido por Alan Cristie.

Por âlinks idiotasâ quero dizer links na internet que não fazem nada a não ser dar um tapinha na nossa curiosidade involuntária. Eles fazem pouco por nós porque têm pouco a oferecer. Nós clicamos, lemos, assistimos, e frequentemente nos sentimos mais burros por isso.

Tais links clamorosos bagunçam a internet, oferecendo fofocas de celebridades, histórias bizarras de crimes, vídeos violentos e imagens sexuais â cada link pedindo pouco mais que um clique (que pedido trivial).

Então quão sutis são esses links? Enquanto escrevo, a página inicial da CNN realça sete títulos com links como âTop Históriasâ:

* Prefeito que fuma crack não renunciará

* O marido empurrado estava com os olhos vendados?

* Mulher morta em ataque de pumas

* Citações erradas alimentam os ataques de Tom Cruise

* Cervo perfurado na fronte por flecha

* Adivinhe quem está usando jeans skinny de novo

* Astronautas lavam suas cuecas?

A atração magnética que às vezes sentimos por manchetes como essas precedem a internet e o noticiário da noite. Essa foi uma preocupação abordada pelo pai da igreja Agostinho, nascido em 13 de novembro de 354 A.D. (mais de 1.600 anos atrás).

Agostinho e as Curiosidades Inúteis

Agostinho refletiu sobre as tentações que turvavam e distraíam seu próprio coração em seu clássico da história da igreja, As Confissões.

Lá ele edificou o precedente bíblico em 1 João 2.16: âTudo que há no mundo â a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida â não procede do Pai, mas procede do mundoâ.

A expressão âa concupiscência dos olhosâ, Agostinho interpreta como curiosidades inúteis. Tais curiosidades inúteis não são limitadas ao visual, mas envolvem impulsos de todos os cinco sentidos.

Vaidade em Muitas Formas

A sedução das curiosidades inúteis do mundo é profundamente enraizada em nossos antepassados, e podemos encontrá-la até na curiosidade rebelde de Adão e Eva quanto à árvore no jardim. Como seus filhos decaídos, estamos todos conectados à mesma âcuriosidade frívola e ávidaâ que frequentemente âse mascara como um zelo por conhecimento e aprendizadoâ e âuma sede por informações em primeira mão sobre tudoâ.

No tempo de Agostinho (assim como no nosso), tal curiosidade inútil tomou muitas formas. Ela incluiu a fofoca (1 Timóteo 5.13). Ela incluiu todas as formas de mágica, astrologia e bruxaria. Ela estava por trás da vã fascinação por sinais e prodígios (Lucas 23.8). Ela estava por trás da dança lasciva no teatro. Ela estava por trás da fascinação cultural por morte, sangue e cadáveres mutilados. E ela estava por trás dos espetáculos de banho de sangue das mortes de animais e combates de gladiadores no anfiteatro.

O antigo Coliseu era um bufê de vãs curiosidades, tudo proposital.

O público amava ser entretido pelos massacres, que os imperadores alegremente financiavam para aumentar os níveis de aprovação, tudo elevado a uma vitrine popular de violência que muitos poucos filósofos pagãos questionaram.

Agostinho era uma voz contrária. Os espectadores curiosos eram participantes do mal, ele disse, e os crentes podiam facilmente ser varridos na louca paixão do evento.

De uma maneira geral, as vãs curiosidades do quarto século ofereciam a si mesmas sem interrupções. Muito antes da curiosidade de assistir alguém morrer se tornou disponível no YouTube, Agostinho escreveu: âas coisas desprezíveis que lutam por nossa atenção todos os dias são incontáveisâ.

O Problema com o Lixo Inútil

Retornando ao nosso próprio tempo, eis aqui o problema: as curiosidades inúteis são pensamentos abortados. Vãs curiosidades são, por definição, deslocadas de Deus e impotentes para apontar para Cristo. Elas enchem nossos cérebros e corações com lixo perturbador temporal. âQuando nosso coração se torna uma lixeira para coisas como essa, cheia de uma carga de lixo inútil, nossas orações são frequentemente interrompidas e perturbadas por elasâ.

Pior, tais links vãos reúnem um histórico de navegação que pode revelar algo trágico sobre a condição de nossa alma. Chafurdar em tal âcuriosidade venenosaâ, escreve Agostinho, reflete âos impulsos de uma alma que está morta, embora não morta de maneira a não se movimentar. Ela morre por abandonar a fonte da vida (Jeremias 2.13)â.

O Ponto Chave

Nada trivial escapa a atenção de Deus (Mateus 12.36). Mas é pecado curtir três minutos de um vídeo engraçado no YouTube ou novos clipes ou os feitos de homens audaciosos que você clicou através do Twitter? Talvez sim, talvez não. Depende de para onde tais vídeos levam seus pensamentos, e quais pensamentos o levaram até lá, para começar.

Há uma curiosidade inútil atraída à vaidade e ao vazio, e há uma curiosidade santificada atraída por todas as coisas que levam à beleza de Deus. Essa possibilidade é apresentada a nós em cada link.

Então Agostinho emerge da história para nos fazer três perguntas sobre nosso histórico de navegação:

* Estou buscando links que me oferecem um caminho promissor para ver mais da beleza de Deus?

* Ou, meu hábito de clicar em links é não regulado, impelido por algum capricho interior, e terminando em nada mais que minha vã curiosidade?

* Ou, o mais trágico de todos, os links que eu clico são, na verdade, apenas uma série de pequenos buracos na rua cheios de água  dos quais espero beber uma pequena gratificação para minha alma vazia?

Muitas coisas estão em jogo com o mouse ou o smartphone na mão. Que neste dia Deus possa nos dar seus recursos espirituais para que não deixemos de lado questões tão importantes nas nossas vidas diárias que parecem tão mundanas.

Autoria:  Tony Reinke. Tradução: Alan Cristie.

 

21 de novembro de 2013

É (quase) Natal

É (quase) Natal

Quando essa data se aproxima, costumo ficar um tanto melancólica, mas listei alguns bons motivos para estar alegre

A noite nas cidades começa a ficar mais iluminada e colorida. As lojas e os shoppings já lançaram a decoração e até o clima começa a mudar, fazendo todos lembrarem que mais um ano está chegando ao fim e que, antes disso, virá o natal. Aquela data em que todos trocam presentes, sorriem e desejam coisas boas mutuamente. Aquele período em que se come peru, passas e panetone. Não sei você, mas quando esta data se aproxima eu costumo ficar um tanto melancólica, ainda mais agora que estou morando longe da família e de muitos bons amigos.

Mas, calma, não pense que sou daqueles que detestam muito tudo isso, apenas parei esses dias para pensar em como os valores que realmente importam acabam sendo deixados de lado por conta do apelo comercial. De acordo com a âleiâ da televisão, só é feliz nessa época do ano quem: compra um carro novo, muda toda a decoração de casa, compra presentes pra toda a família, tem uma linda e perfeita família, participa de uma ceia com peru Sadia...

Será que isso é natal? Se for, uma parcela bem pequenina da população poderá viver essa âmagiaâ. Os 99% restantes correm o risco de sentirem infelizes por não serem capazes de fazer âo que todo mundo faz no natalâ.

O bom é que em meio a essa reflexão lembrei que estou apenas longe da família, mas eu possuo uma, cheia de imperfeições, porém perfeita pra mim. Lembrei que não poderei comprar presente para todos os amigos e familiares, e o lado maravilhoso disso é que tenho muitas pessoas queridas ao redor que merecem um presente (espero que se contentem com essas palavras). Lembrei que o natal não tem nada a ver com tudo o que se diz por aí. Esta época do ano é mais um momento, especial como cada dia de nossas vidas, de agradecer a Deus porque chegamos até aqui. Como diz a Palavra, até aqui o Senhor nos ajudou (1 Sm. 7:12).

à tempo de conferir a lista de objetivos feitas no início de 2013 e marcar um certinho naqueles que foram alcançados, um xis nos que não foram e ainda não se entristecer se a quantidade de xis superar a de certos. Fora da lista, deve ter um monte de coisas que nem estavam planejadas e foram bem feitas durante o ano.

Quanto aos dias que virão, façamos planos, tracemos estratégias, façamos o possível para realizá-los, e no fim da página, apresente para o Senhor, peça a opinião e aprovação dele, e esteja pronto para refazer tudo se essa for a vontade do Pai.

âPor isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?â Mateus 6:25

 

14 de novembro de 2013

Sobre lei da gravidade e pecado

Sobre lei da gravidade e pecado

Um descobriu a gravidade com uma maçã cainda na cabeça, o outro descobriu o pecado ao provar um fruto proibido

Existem duas forças que nos prendem aqui na Terra. Uma é física e natural: a gravidade. Esta é uma força de atração que os corpos exercem sobre os outros. Existe entre todos os corpos com massa no Universo. Ela é responsável por prender objetos à superfície de planetas. Por isso, a força gravitacional da Terra confere peso aos objetos e faz com que caiam ao chão quando são soltos no ar. A aceleração da gravidade no nosso planeta é de aproximadamente 9,80m/s2.

A outra é espiritual: o pecado. Este foi introduzido no mundo por Adão no paraíso. Desde então, o ser humano tem sofrido forte atração pelo pecado. Esta âforçaâ mantém o homem preso à terra e o impede de chegar até ao céu, onde está Deus: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" Rm 3.23. O pecado também atraiu a Satanás (orgulho e inveja) e a terça parte dos anjos que juntos foram lançados abaixo como numa queda em direção à terra. (Ap 12. 3-4; Jd 1.6; Ez 28.1-19).

Segundo a história, o físico Isaac Newton teria descoberto a gravidade ao cair uma maçã sobre sua cabeça quando descansava sob a sombra de uma macieira. E segundo a Bíblia, o homem descobriu o pecado quando provou do fruto proibido no Jardim do Ãden.


Da primeira força, a gravidade, não podemos nos livrar. Mas da segunda, o pecado, podemos ser livres. A Bíblia diz que somos tentados, mas que podemos resistir às tentações. âNão veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportarâ. I Co 10:13. Entretanto, sendo o pecado algo espiritual, temos que resistir espiritualmente. à necessário algo mais forte do que o pecado para que possamos vencê-lo.

Para isso Jesus Cristo veio ao mundo e morreu na cruz por nós. Para nos livrar do peso dos nossos próprios pecados. O homem sozinho não pode se salvar: âPorque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorieâ Ef 2.8-9. Pois todos nós apesar de lutarmos contra o pecado acabamos pecando. âTodos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho". Isaías 53:6. Mas Jesus Cristo nos dá vitória sobre este mal: âEis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". João 1:29. "Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou (Jesus Cristo), para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo". Hebreus 9:26.

Para que essa vitória se consume em nossas vidas devemos crer em Jesus Cristo e mais: entregar nossas vidas a Ele vivendo segundo a Sua Palavra. âComo escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação". Hebreus 2:3. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa". Atos 16:31.

Autoria de André Falcão, esposo da Polly, analista do Tribunal de Contas dos Municípios-CE, colaborador do Boas e Novas.




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