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Notícias Boas e novas

27 de outubro de 2019

Constranger para curar

Constranger para curar

Jesus, especialista em corações, mentes e almas, não tem problema em constranger aqueles a quem ama

Quando Jesus pede que a mulher samaritana tire um pouco de água do poço para ele beber, ela se assusta com o fato de um homem – ainda por cima judeu – dirigir a palavra a ela (judeus e samaritanos tinham desentendimentos históricos). Jesus afirma que, na verdade, ela é quem lhe pediria se soubesse que ele poderia oferecer a água da viva. Então ela diz: “Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la”.

Esta história (escrita em João 4:4-30) sempre me toca, mas desta vez foi diferente, porque pensei nas razões que levaram a mulher a fazer esse pedido. Imagino que suas motivações até então eram egoístas, tudo o que ela queria era não precisar ir, em pleno meio-dia, buscar água no poço. Ela escolhia esse horário para não ser vista por ninguém, para não precisar responder pergunta alguma das vizinhas, para não ter que dar explicações sobre quem era ou o que andava fazendo.

Mas Jesus, especialista em corações, mentes e almas, não tem problema em constranger aqueles a quem ama. Se ele tem a oportunidade, não se furta de tocar na ferida, não com o intuito de machucar, mas de aplicar remédio e sarar de uma vez por todas. Ele fez isso com a mulher samaritana, expondo os detalhes de sua vida: “tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido”.

Ela poderia ter fingido, fugido, voltado à sua rotina, e pensado “quem esse homem pensa que é para falar da minha vida?”. É o que muitos têm feito hoje, mentindo para si mesmos, fingindo que Jesus não é Jesus, que ele não é o próprio Deus. Mas ela fez a melhor escolha, e a partir daí mudou o foco da conversa, preocupada não mais com seus próprios interesses, mas em como agradar e adorar a Deus de verdade.

Foi quando ela soube que ali, em sua frente, estava o próprio Messias. Então, a mulher que, por vergonha, escolhia o pior horário do dia para ir buscar água, deixou seu cântaro e saiu correndo para anunciar a todos em sua cidade que Jesus Cristo passava por lá. Ela não mais se preocupou com os julgamentos, porque quem de fato poderia condená-la já havia lhe oferecido a água da vida.

Como não amar esse Deus, que inclui em sua agenda uma visita rápida a uma cidade, para ter um encontro especial com uma só pessoa? O mesmo Deus que se importou especialmente com a mulher samaritana também se importa com você e comigo. Deixe que Ele te constranja e toque em suas feridas! 

06 de outubro de 2019

E os planos para 2019?

E os planos para 2019?

O homem rico estava cheio dele mesmo: meus celeiros, meu produto, meus bens, minha alma...

Pisquei, e de repente é Outubro. O primeiro mês do último trimestre do ano. Esse período que gera na gente aquela sensação de “valha, meu Pai, o ano acabou, e o que eu fiz?”. Ainda não é hora de escrever os planos para 2020, e talvez já não dê tempo de marcar ok em toda a lista de projetos para este ano. Mas, pode ser um bom momento para dar uma revisitada neles...

Quem sabe, a partir daí, você perceba que janeiro não é único mês adequado para iniciar a prática de exercícios físicos. Pode ser que você descubra que uma terça ou quarta-feira do antepenúltimo mês do ano seja um bom dia para iniciar a leitura daquele livro que estava planejado para fevereiro. Ou, ainda, que é possível ler o Novo Testamento completo em três meses.

Planejar é bom, e revisitar os planos para corrigir o que foi mera empolgação de virada de ano também. O mais importante é que os projetos estejam de acordo com a vontade de Deus, que conhece as forças e fraquezas de cada um de nós, que perdoa, que compreende e que dá novas chances, desde que tenhamos um coração aberto a Ele, pronto para viver de forma equilibrada – sem ansiedades, vaidade e orgulho.

Um bom exemplo a não ser seguido é o homem rico da parábola que Jesus contou, escrita em Lucas 12. 16-21:

“O campo de um homem rico produziu com abundância.

E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?

E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.

Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”.

O homem rico fez planos, que poderiam não ser maléficos, se o desejo do coração dele fosse o de repartir, abençoar outras vidas, glorificar a Deus com os bens dele... Mas ele estava cheio dele mesmo – meus celeiros, meu produto, meus bens, minha alma...

Rico de si, pobre para com Deus, este homem não teve tempo de experimentar os prazeres simples e maravilhosos desta vida. Ele não pôde simplesmente desfrutar do cheiro da terra molhada de suas plantações; ou louvar a Deus pela capacidade de colher os frutos com as próprias mãos; e ainda de convidar os amigos para uma refeição feita com seus frutos. Ele não teve mais chance de fazer bons planos para o futuro...

E você, como estão os seus planos para os próximos dias? Jesus faz parte deles? Você quer viver os seus planos ou os dEle? Garanto que com Ele é bem melhor. Ele faz mais do que podemos imaginar, e tem feito isso na minha vida. Já posso olhar para janeiro-setembro e contemplar a bondade do Senhor, trabalhando no meu caráter, na minha fé; moldando as minhas vontades às dEle. E que seja assim até o fim do ano. Que seja assim por todos os meus dias, que são dEle! 

15 de setembro de 2019

Setembro Amarelo – o que parece o fim pode ser um novo começo

Setembro Amarelo – o que parece o fim pode ser um novo começo

Longe de querer apenas espiritualizar algo que necessita de acompanhamento profissional, quero focar em alguém que é o Maior Médico que já existiu, especialista em dores da alma

Decidir dar fim à própria vida não é algo novo. A própria Bíblia relata casos de suicídio, como o de Saul (1 Sm 31.4), o do rei Zinri (1 Rs 16.18), e o de Judas (Mateus 27.5). Em todos estes, o ato é acompanhado de desespero e aflição da alma, que fazem com que a pessoa ache que não há solução para suas angústias, a não ser a morte.

A mesma Bíblia que relata estes casos deixa claro que a vida não pertence a nós mesmos, por isso colocar nela um ponto final não é uma decisão que nos é facultada. Se você que está lendo este texto tem ideações suicidas, ou conhece alguém que tem apresentado comportamentos depressivos e que apontem para este risco, leia até o fim, e saiba, em primeiro lugar, que é melhor fazer algo de que se tenha a chance de se arrepender depois, do que perder de uma vez só todas as chances.

Longe de querer apenas espiritualizar algo que necessita de acompanhamento profissional (médicos, psicólogos, nutricionista, terapeutas, e todos mais que possam auxiliar), quero focar em alguém que é o Maior Médico que já existiu, pois antes mesmo de alguém saber que a depressão existia, Ele já era especialista em dores da alma. Ele já amava ouvir as pessoas, e sabia distinguir, através do olhar, quando a doença de alguém não era meramente física.

Foi assim com o paralítico que há 38 anos esperava uma cura no Tanque de Betesda. Quando Jesus chegou ali, Ele lhe perguntou: “Você quer ser curado?”. Óbvio que ele queria ser curado, mas o Médico queria lhe ouvir para entender de onde vinha a dor. E o homem lhe disse: “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim”.

Em outras palavras, aquele paciente estava dizendo: “Doutor, eu me sinto sozinho. Ninguém me vê, ninguém enxerga as minhas dores, não há quem me estenda a mão”.

Mas o médico era especialista em curar a alma também, e naquela hora ordenou: “Levante-se (física e espiritualmente), pegue a sua maca (lugar de acomodação, de remoer sentimentos negativos) e ande (olhe pra frente, vá rumo às coisas novas, mexa-se, saia do lugar que lhe trazia memórias tristes)”.

Jesus, de graça e por graça, continua curando todos os tipos de enfermidades: câncer, Aids, dor de cabeça, ansiedade, depressão... Ele continua fazendo coisas novas, ampliando a visão e escrevendo histórias de vitória.

Leitor, converse com Ele. Conte tudo pra Ele. Conte em detalhes o que você tem pensado em fazer com sua vida, e permita que Ele faça o que Ele quer fazer. O que parece ser o fim, com Ele será um novo começo.  

01 de agosto de 2019

Nada melhor que a dor...

Nada melhor que a dor...

Um remédio pode apenas maquiar o problema. E é o que fazemos muitas vezes quando sentimos dor...

Comecei a escrever esse texto às três da manhã, dias atrás. Não, eu não tenho insônia. Na verdade acordei com muita dor no dente, uma dor insuportável... Tomei um remédio e fiquei esperando o alívio chegar. Enquanto isso, meditei sobre o quanto é ruim sentir dor (quando tudo está bem com a gente, não pensamos muito sobre isso) e comecei a orar por pessoas que sentem dores por diversas causas – um câncer, enxaqueca, problemas na coluna, enfermidades na alma...

Passaram-se uns 40 minutos, e a dor foi embora. Na verdade, deu uma trégua. O remedinho era apenas um paliativo. A solução para o problema foi um canal. Eu nunca tinha me submetido a esse procedimento, e espero que tenha sido a primeira e última vez na minha vida, mas foi necessário e restaurador passar por ele.

O remédio estava apenas maquiando o problema. E é o que fazemos muitas vezes quando sentimos dor. Tentamos embrulhá-la dentro de um papel qualquer, amassamos e escondemos em algum canto secreto do nosso coração. Porque a dor é desagradável, não nos deixa dormir... Então é melhor tomar um remedinho, postar um #tbt de um lindo dia com um belo sorriso, e fingir que tudo vai bem.

O efeito, porém, é provisório, e somente a cirurgia pode solucionar o problema. Cristo é o cirurgião. Ele é especialista em encontrar a causa da dor. Ele sonda corações e conhece os pensamentos mais ocultos. Para nos curar, Ele mesmo sentiu muitas dores:

Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados
”. (
Isaías 53:3-5)

Concluo esse post dizendo que a dor pode ser uma grande amiga, porque ela nos faz perceber o quanto somos pequenos e falhos, e o quanto os paliativos que usamos são incapazes de nos curar completamente. Somente o Senhor Jesus pode nos dar o alívio para nossos corpos, mente e alma.  

Cuide da sua saúde. Cuide da sua alma!

“O sofrimento é o megafone de Deus para um mundo ensurdecido”. (C.S. Lewis). 

01 de julho de 2019

Expoevangélica vai reunir 40 atrações musicais em quatro dias

Expoevangélica vai reunir 40 atrações musicais em quatro dias

Aline Barros, Cristina Mel e Ton Carfi são presenças confirmadas numa das maiores feiras do segmento gospel no país

Contagem regressiva para o início da 14ª edição da Expoevangélica, que acontece de 03 a 06 de julho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Consolidado como uma das maiores feiras do segmento gospel do país, o evento vai reunir 40 atrações musicais, entre artistas regionais e nacionais. Aline Barros, André e Felipe, Cristina Mel, Daniela Araújo, Eli Soares, Gabriela Gomes, Priscilla Alcântara, Robson Monteiro e Ton Carfi são alguns dos nomes confirmados. 

Além dos shows musicais, a feira une tecnologia, literatura e produtos, fomentando também a economia no estado do Ceará, já que estima-se a movimentação de mais de três milhões de reais em negócios durante e pós-evento. Para a edição de 2019, a Expoevangélica conta com uma megaestrutura com mais de 70 expositores e 80 stands.

De acordo com o presidente da feira, Francisco Everton, a feira deve receber mais de 20 mil visitantes durante os quatros dias do evento, gerando cerca de mil empregos temporários diretos e indiretos. 

A programação da Expoevangélica inclui palestras, ministrações, tarde de autógrafos e shows de vários estilos musicais. As atrações que sobem ao palco da feira, fazem parte de algumas das principais gravadoras e produtoras do Brasil como Sony Music, Som Livre, Universal Music Group, Warner Music, Labidad, Central Gospel e Fonte Produções. 

De quarta a sexta-feira, os shows terão início às 17h. No sábado, a programação inicia às 10h da manhã com uma palestra direcionada para as mulheres. Às 14h, será realizado o Projeto Expo Infantil com atrações voltadas para as crianças, e a partir das 17h, os shows com as atrações principais.

Para ter acesso ao passaporte diário da Expoevangélica 2019, basta realizar a doação de 1kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão destinados a projetos sociais e missionários no sertão do Ceará e na África. Desde a primeira edição, a Expoevangélica já doou mais de 200 toneladas de alimentos.


Com informações da Assessoria de Comunicação. 

07 de junho de 2019

Floresça onde estiver plantado

Floresça onde estiver plantado

A flor logo murcha se for arrancada. Mas aquele que permanece em Cristo é alimentado dia após dia

Floresça onde estiver plantado

“Ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova” (Jó 14.9)

“Eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; apareceram as flores na terra...” (Ct. 2.11, 12).

A Bíblia fala sobre milhares de espécies de plantas que cresciam na terra fértil prometida por Deus a Abraão; e cita cerca de 85 espécies, sendo que 74 delas estão no livro de Cantares de Salomão.

Dentre as várias plantas, aparecem as ornamentais, as flores. Ah, como elas fazem a diferença. Elas mudam a paisagem, dão cores, perfume e leveza aos ambientes... A bíblia fala sobre a Rosa de Sarom, provavelmente se referindo a uma simples flor do campo, de inebriante perfume; cita também o lírio do campo, tão belo ao ponto de Cristo dizer que nem Salomão, com toda a sua riqueza, se vestiu como essa flor; e cita a flor da murta, de aroma agradável, que nasceria no deserto no lugar da sarça, segundo o profeta Isaías. Já pensou, flores nascendo no deserto?

Quanto à utilidade, elas não servem apenas para ornamentar; mas também são utilizadas na Gastronomia, na produção de licores e geleias; na perfumaria; e até na confecção de estimulantes medicinais e inseticidas.

Que tipo de flor temos produzido onde estamos plantados? No nosso lar, no local de trabalho, na atuação ministerial... Estamos florescendo no casamento, no relacionamento com os filhos, na comunhão com os vizinhos? Conseguimos florescer no emprego, ainda que seja um ambiente difícil? Estamos dando mais e mais flores no ministério, ou estamos estagnados, fazendo o mesmo que fazíamos cinco ou dez anos atrás?

Florescer onde estiver plantado me remete também a circunstâncias. Porque pode ser fácil produzir flores quando tudo vai bem: casamento em perfeita ordem, filhos obedientes, liderança perfeita, saúde em dia. Mas, e quando falta água para regar a terra? E quando o terreno não está fértil? A Palavra nos responde – “ao cheiro das águas brotarás”. O segredo está nisto: não precisamos de circunstâncias perfeitas para florescer, mas precisamos de Cristo. Ele é a água da Vida, Ele é o alimento para o solo do nosso coração, Ele é quem nos faz produzir flores no deserto!

A Bíblia relata a história de muitas pessoas que souberam florescer em situações adversas. Rute é uma delas. Viúva, escolher deixar sua terra, seus deuses, suas convicções, para acompanhar a sogra, uma idosa, também viúva. Que futuro estas duas mulheres teriam? Mas Rute decidiu florescer, em meio ao luto, à dor, à falta de esperança. Batalhou por um emprego, casou novamente, e gerou Obede, avô de Davi, ancestral de Jesus.

É preciso coragem para florescer! Para dizer não àquilo que nos impede de receber a água que o Senhor quer derramar sobre nós; para dizer não ao pecado, aos vícios; para perdoar mágoas e aceitar a liberdade que Cristo nos oferece.

A flor logo murcha se for arrancada. Mas aquele que permanece em Cristo é alimentado dia após dia, e produz novos e novos frutos.

Seja livre e faça a diferença nesse mundo! Exale o perfume de Cristo! Floresça onde estiver plantado!

31 de março de 2019

Nem todos precisam de Cristo!

Nem todos precisam de Cristo!

Somente alguns tipos de pessoas têm essa necessidade. Outros estão acima desse papo religioso

Quem disse que todo ser humano precisa de Deus? Esse papo de religioso não passa de uma falácia. Somente alguns tipos de pessoas têm essa necessidade, outros, porém, estão acima disso. E vou citar alguns:

- Os ricos e poderosos não precisam de Cristo. Eles podem perfeitamente viver sem Ele. As riquezas, a glória, o poder lhes são suficientes. E isso não é coisa da modernidade. Nos tempos de Jesus já era assim. Lembremos-nos daquele rapaz, apresentado na Bíblia como alguém que tinha muitas riquezas. No início da história, até parece que ele quer alguma coisa com Deus, mas logo ele mesmo percebe que o que ele possui lhe basta. Também pudera, Jesus lhe pediu algo caro demais pra ele:

“Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". (Mateus 19:21).

Em outras palavras, Jesus estava pedindo: “Tire a riqueza do trono do seu coração, e deixe que eu ocupe este lugar de honra”. Era duro demais. E aquele jovem decidiu que não precisava de nada além do que ele tinha.

 - Os saudáveis não precisam de Cristo. Quem tem saúde tem tudo, não é mesmo? Com saúde, a gente corre atrás do resto. Então, para que Cristo serviria? E, ainda que a doença bata à porta, os planos de saúde, bons médicos, bons hospitais estão aí para resolver a situação. Quem precisa de Cristo é quem sente o quanto é frágil quando recebe um diagnóstico difícil e conhece o cheiro da morte. Jesus mesmo falou sobre isso: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento”. (Marcos 2:17).

Já antecipei o terceiro perfil dos que não precisam de Cristo:

- Os que não têm pecado. Aqueles que fazem suas próprias escolhas, que traçam seu caminho, que decidem viver plenamente como querem, sem amarras “da religião”; aqueles que só querem ser felizes, e só querem deixar os outros serem felizes também. Estes não precisam de Jesus, pois Ele veio para chamar os pecadores ao arrependimento.

Jesus, na verdade, veio para um certo tipo de gente que precisa dEle: para aqueles que, mesmo tendo riquezas, não se sentem preenchidos, mas percebem que dentro de seus corações existe um vazio que somente o Senhor pode preencher. Ele veio para os que conhecem suas fragilidades e limitações, e reconhecem que há um nome sobre todo o nome (JESUS). Ele veio para os que entendem e aceitam o que está escrito na carta de Paulo aos Romanos: “Porque todos pecaram e estão separados da glória de Deus”.

E você, está em qual grupo? 

18 de janeiro de 2019

Estamos em guerra

Estamos em guerra

A qualquer momento uma bomba pode explodir ou um prédio pode ser destruído pelas chamas

Na guerra, tudo o que o inimigo quer é provocar pânico no adversário, ao ponto de fazer com que cada ação simples do dia a dia seja repensada. Ele quer causar pavor ao sair e chegar em casa; medo de ir aos lugares mais habituais como supermercado ou posto de gasolina; tensão ao pegar o ônibus...

A qualquer momento uma bomba pode explodir ou um prédio pode ser destruído pelas chamas.

O inimigo quer a desordem. Sem acesso à saúde, sem lazer, sem educação.

Lixo acumulado pela cidade, ruas e bairros na escuridão, pavor. É tudo o que ele quer. Caos, sujeira, trevas.

Estamos em guerra no estado do Ceará. Já são quase 20 dias de um cenário parecido com o que foi descrito acima. Aos poucos, as ações dos órgãos competentes fazem efeito e caminhamos para a normalidade, mas hora ou outra ainda se localiza um novo veículo incendiado ou se ouve um estrondo em alguma região.

Mas a guerra não se limita a este território. Estamos em guerra no mundo. Eu e você somos alvos do inimigo. Ele quer causar pânico, impotência, caos. Ele quer que vivamos na escuridão e em meio à sujeira. Ele não quer sorrisos, mas sim lágrimas. Ele quer aprisionar, torturar, embaçar a visão.

Mas as ações do único que é competente para acabar com a guerra nunca falham. O salmista diz que “Ele faz cessar as guerras até os confins da terra”. O Homem de Guerra, o Príncipe da Paz é especialista em limpar a sujeira do pecado, colocar ordem em meio à tempestade dos vícios, acalmar as turbulências da alma.

É nele que confio para trazer paz a Fortaleza, ao Ceará, ao meu coração e também ao seu, se você quiser tê-lo como Senhor e Salvador da sua vida. 

31 de dezembro de 2018

Gratidão pelas fraquezas

Gratidão pelas fraquezas

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”



Faltando poucas horas para encerrar o ano de 2018, é muito comum a reflexão pessoal de como que foi a época que se finda. Na balança costumamos pesar as assertividades e as contrariedades, os prós e os contras, os bônus e os ônus; e verificamos se o saldo foi mais positivo ou negativo.


Para mim, o ano de 2018 em alguns aspectos foi bem difícil... Um desafio, eu definiria. Lutas, angústias, dúvidas, guerras simples e complexas (espiritualmente falando) fizeram parte dele. Em alguns momentos cheguei, erroneamente, a pensar que não veria nada mudar, mas ainda bem que servimos a um Deus que sempre nos surpreende e age continuamente em nosso favor. 

Mas também 2018 foi um ano de muitas coisas boas. Fui abençoada em diversas áreas e vi com clareza a mão do Senhor me amparando; percebi o seu cuidado comigo em todo o tempo e instante. Muitas são as coisas pelas quais tenho que agradecer a Ele: saúde, emprego novo (um verdadeiro milagre no momento em que mais precisei), família unida, vitória espiritual em muitas áreas, aperfeiçoamento profissional, fortalecimento dos vínculos com amigos de longas datas, melhora do equilíbrio psicológico e a certeza de que Deus sempre será a coisa mais importante da minha vida. 

Claro que não é somente por estes aspectos que tenho que render a minha gratidão. A lista é bem maior! Entretanto, foi nesse meu processo de reflexão sobre o ano que está encerrando que percebi que destas muitas coisas devo agradecer principalmente por ser fraca! Sim, você não leu errado. Embora seja algo paradoxal, foi exatamente isto que quis dizer. Minha maior gratidão ao Senhor no ano de 2018 é por ter sido inúmeras vezes fraca! Minha gratidão é pelas lágrimas que derramei, pelas incontáveis vezes que pensei em desistir, por ter pensado que não conseguiria ir adiante, por ter me visto sozinha e acuada, por não ter sido sábia quando precisei ser, por ter agido de forma imatura e por tantas outras coisas que se for listar vai parecer mais um enredo de novela mexicana (kkkkkkkk). 

Agradeço a Deus pelas fraquezas no ano de 2018, pois foram em todas elas que mais uma vez reconheci que só encontro forças no Senhor. É nEle que me revigoro e me impulsiono para ir adiante. É somente nEle que acho forças para saltar as muralhas. É na minha fraqueza que encontro poder em Deus para continuar toda e qualquer batalha com coragem, sendo eu vitoriosa ou não. Sem estas fraquezas pouco provavelmente eu reconheceria a importância deste Deus para mim. A lição que carrego sobre este ano é o contentamento de que em minha caminhada eu serei e precisarei ser diversas vezes fraca! 

Por inúmeras vezes será necessário que eu perca as minhas forças humanas para que o Senhor se manifeste em minha vida, pois é o Seu poder que me fortalece. É unicamente por esta força que sou sustentada! Sim, em 2018 sou grata POR SER FRACA! #Fé “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”. (2 Coríntios 12:10) 


 Valquíria Fernandes Oliveira

22 de dezembro de 2018

Nada novo nesse Natal

Nada novo nesse Natal

A mensagem é a mesma, e é assim que deve ser. Natal é Cristo. A mesma mensagem. A mensagem!


Não há nada de novo para se falar esses dias.

Pensei, escrevi, apaguei, comecei de novo... Sem novidades para o Boas e Novas. O que não quer dizer que não há boas novas.

A mensagem é a mesma, e é assim que deve ser.

Natal não é troca de presentes ou mesa farta, embora tudo isso possa fazer parte da festa.

Natal é Cristo. A mesma mensagem. A mensagem!

Estranho é viver nessa ânsia de ter sempre algo novo, diferente, quem sabe dando uma cor inédita aos presépios, ou enfeitando a história com uma “versão” mais empolgante... Quando o maravilhoso é exatamente ouvir e contar a mesma história, aquela que já era contada antes mesmo de acontecer, mais de 700 anos antes. Foi através do profeta Isaías, que já falava sobre o Natal:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

É provável que esse nascimento não tenha ocorrido em dezembro, mas isso não é tão relevante. O que importa é que Ele nasceu. Seu nome é Jesus, e Ele veio com uma missão, como está escrito no primeiro capítulo de Mateus: “ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

Mais uma mensagem que não é nova, mas que muitas vezes ninguém quer falar, muito menos nessa época, afinal é hora de se confraternizar, presentear, sorrir e posar pras fotos. Mas Natal também é isso: Jesus nasceu para salvar – a mim e a você – dos meus e dos seus pecados. Tudo pode até parecer muito mágico nessa época, mas não é com magia que se salva um pecador, é com amor, um amor que fez Deus se tornar homem para sentir as mesmas dores que sentimos, e para se entregar numa cruz de madeira, carregando a culpa de todo aquele que quiser ser chamado filho de Deus.

E quem não quer ser? Infelizmente muitos, porque não basta desejar um Feliz Natal para que Cristo seja de fato o seu Natal. O evangelista João disse que Ele “veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam”. A boa nova é que João complementa: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1:12).

Neste Natal, receba o maior dos presentes! Receba Cristo e conquiste o poder de ser feito um filho de Deus, crendo nesse Maravilhoso Nome! 

24 de outubro de 2018

Silêncio, por favor!

Silêncio, por favor!

Sei que é difícil num mundo que não se cala nunca e nos obriga a viver conectados 24h por dia

Você conseguiria passar três minutos sem ver as novas mensagens no celular? É somente esse o tempo necessário para a leitura completa desse texto. Só um pouquinho do seu tempo para refletirmos sobre o quanto estamos vivendo num ritmo acelerado ultimamente. Nosso corpo e mente não param de trabalhar, e esta última, então, tem clamado por um pouco de descanso.

Então, faça um pouquinho de silêncio, por favor! Sei que é difícil num mundo que não se cala nunca e nos obriga a viver conectados 24h por dia. Ainda que a gente tente evitar, o desespero bate quando a bateria do smartphone chega a 20%, as mãos deslizam no automático quando o aparelho vibra, avisando que uma nova mensagem chegou (pode ser algo muito importante, né?); no caminho para o almoço, há veículos de comunicação nos atacando com notícias e publicidade até dentro do elevador; e, enquanto a gente faz mais uma refeição, que tal checar um e-mail ou agendar aquele compromisso pessoal que não foi possível marcar em outro momento (“já que não estou fazendo nada”)?

Graças a essa brilhante coisa nova chamada tecnologia, a gente pode até “ler” um livro enquanto pratica atividade física. E, no caminho de volta pra casa, dá pra se atualizar com as notícias quentinhas dos últimos 20 minutos. Antes de dormir, uma última “olhadinha” nos grupos de Whatsapp, no Facebook e no Instagram. E lá se foram mais horas e horas de um silêncio turbulento.

Silêncio, por favor! Para respirar, para pensar, para falar e para ouvir.

Jesus sabia da importância de estar em silêncio, e a sós, somente com Deus. Várias vezes ele deixou a multidão e até seus amigos mais íntimos, para estar com Ele. Se Cristo estivesse aqui por esses dias, como homem, certamente desligaria o wi-fi, deixaria o celular do lado de fora, fecharia a porta do seu quarto, e ficaria em silêncio, para ouvir a voz de quem não quer competir com mensagens de aplicativos, mas quer ser priorizado, como merece.

Sua mensagem, essa sim, é importante. Ela é e sempre será atual. Será continuamente instigante, inspiradora e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver (2 Tm 3.16).  

Em tempos de tanta turbulência, de tantos ataques à mente, e de tanta informação que desinforma, pare um pouco para silenciar. Cale tudo ao seu redor e se conecte apenas com Aquele que acalma os corações, aquieta a alma, fortalece o espírito. Como Jesus, afaste-se um pouco de coisas que, mesmo importantes, não são prioridade, e renove suas forças aos pés do Deus Vivo, que tem todo poder em suas mãos. Um pouquinho de silêncio, por favor! 

14 de outubro de 2018

Vamos falar de câncer?

Vamos falar de câncer?

Para alguns, como Valdisa Mendes, câncer pode ser vida

Até bem pouco tempo atrás, era quase proibido chamá-lo pelo nome. Era “aquela doença” ou, no máximo, o “C.A.”, como se pronunciar a palavra pudesse atrair o mal da enfermidade. Valdisa Mendes Sombra era uma destas mulheres que tinha medo até de citar a palavra câncer; e adotava alguns cuidados com sua saúde, indo ao médico uma vez ao ano (sempre no mês de maio), para fazer exames de rotina e seguir a vida normalmente após ver que tudo estava bem. Foi assim em 2015, mas oito meses depois do check-up habitual, uma dor insistente no seio direito lhe tirou a tranquilidade.

O diagnóstico se confirmou no dia 04 de abril, após a primeira mamografia da sua vida, aos 40 anos de idade. Naquele dia, Valdisa entrou no “Barco do Câncer”, um mundo totalmente novo e desconhecido, que transporta pessoas de todas as cores, idades e classes sociais, unidas pela dor, pela fragilidade, pelo medo e pela vontade de completar a travessia.

Valdisa conta que não tinha outra opção: apegar-se ainda mais a Cristo era inevitável. O dia em que perdeu totalmente os cabelos foi ainda mais difícil do que ouvir do médico qual era o seu quadro. Mas tudo isso se torna supérfluo quando se está lutando pra ficar vivo. Cabelo, corpo, dinheiro, viagens, trabalho, prazeres... nada é tão importante quanto sair do barco. E Valdisa saiu, após um ano de tratamento – com dores, lágrimas, orações, intimidade com o Deus que prometeu estar na embarcação durante todo o tempo – ela recebeu a tão sonhada alta médica.

“Para alguns, câncer é vida. E pra mim foi. Eu precisei passar por tudo aquilo para ser uma pessoa melhor, para ser livre de coisas da velha natureza que ainda eram guardadas no meu coração. O Senhor me ensinou que a vida é curta e bela, e que precisamos aprender a perdoar. É impossível não sair do barco uma pessoa melhor”, relata.

*Conheci a Valdisa (à esquerda) no último sábado (13), durante um bate-papo sobre câncer de mama, realizado na minha igreja (AD Cidade, em Fortaleza). Ela contou sua história, para incentivar as mulheres a, em primeiro lugar, fazerem tudo o que estiver em suas mãos (e está em suas mãos) para se "prevenirem" do câncer, como ter uma vida saudável, com alimentação balanceada e prática de atividades físicas; e em segundo lugar, caso enfrentem esse diagnóstico tão difícil, que não desistam daquilo que é mais importante: a fé no Deus que nos criou e nos conhece. Ainda que a travessia no barco do câncer demore a se concluir, ou mesmo que venha a morte antes disso, que todo o percurso seja feito com Ele. À direita, a médica ginecologista Luciene Bessa, que deu orientações sobre o autoexame das mamas e esclareceu os mitos e verdades relacionados à doença. 


19 de setembro de 2018

De que vale a minha vida?

De que vale a minha vida?

Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e da proteção e carinho do pai, José poderia começar a se perguntar: “De que vale a minha vida?”

José era o 11º filho, dos doze que Jacó teve. Era o preferido de seu pai, e ainda por cima era o “dedo-duro” (ou "cabuêta", no bom piauiês) da má-fama dos irmãos, por isso recebia em troca o ódio deles. Muito novo, aos 17 anos, ainda não entendia o que devia guardar em segredo e o que podia compartilhar, e cometeu a imaturidade de contar pros irmãos os seus sonhos, que nem ele mesmo entendia:

“Ouçam o sonho que tive. Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se juntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele”.

Como não podia ser diferente, seus irmãos ficaram irados: “Por acaso você vai reinar sobre nós?”. E José teve outro sonho, compartilhando mais uma vez:

“Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim”.

Ao invés de honra e reverência, José recebeu desprezo. Seus irmãos queriam matá-lo, mas para não serem tão cruéis, optaram por vendê-lo para mercadores que passaram pelo caminho. Era só o início de um abismo que só iria ficar mais fundo. Estes que o compraram (por vinte peças de prata), logo adiante o venderam para Potifar, oficial do faraó do Egito.

Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e da proteção e carinho do pai, José poderia começar a se perguntar: “De que vale a minha vida?”. Ao invés disso, dedicou-se à carreira que lhe foi proposta, como mordomo na casa do seu senhor. Deu o melhor de si, e conquistou confiança e admiração. Mas o tempo de aparente calmaria acabou, quando a esposa de Potifar o assediou. Como ele não cedeu às suas investidas, ela o acusou de tentativa de estupro.

José foi parar na cadeia. Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e do amor do pai, privado totalmente de sua liberdade, poderia se perguntar: “De que vale a minha vida?”. No entanto, ele achou melhor dedicar-se à missão que lhe foi confiada, e fez o melhor que pôde para cuidar da prisão, como pessoa responsável por todos os prisioneiros.

A história é longa e conhecida (mais detalhes em Gênesis 40). Em resumo, depois de alguns anos ele foi lembrado como alguém que interpretava sonhos, e por isso foi chamado pelo rei do Egito, para explicar o que significavam aquelas sete vacas belas e gordas, que foram devoradas pelas sete vacas feias e magras. Deus deu graça a José, e ele revelou que o sonho de Faraó era um prenúncio do que iria acontecer ao Egito: sete anos de prosperidade, seguidos de sete anos de fome e miséria.

Diante de tanta sabedoria, só restou a Faraó reconhecer que José merecia um cargo de confiança, fazendo do prisioneiro o governador, homem mais poderoso de todo o Egito. E coube a ele, mais uma vez, fazer o melhor que podia diante da responsabilidade que lhe foi dada. O fim da história é o cumprimento dos sonhos: José ganhou posição de honra, e pôde salvar seus irmãos e seu pai da fome que se alastrava sobre toda a terra.

Se na primeira dificuldade José tivesse desistido da vida, não seria este o desfecho. É neste ponto que lhe convido a refletir: talvez você esteja pensando nos problemas que batem à sua porta como um ponto final para sua trajetória, mas eles podem ser apenas um trecho mais turbulento do caminho. Seja como escravo, como prisioneiro, diante da solidão e do desprezo, incentivo você a não desistir de dar o melhor de si, a não abandonar a fé, a não se esquecer de que Deus prepara governadores até no vazio de uma prisão. Sua vida tem um grande valor! Creia!

30 de julho de 2018

Extraordinárias mulheres comuns

Extraordinárias mulheres comuns

Foram poucos minutos observando minha avó, mas o suficiente para ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença neste mundo

Talvez você seja uma delas. Se não, certamente conhece alguma. Falo de mulheres que causam admiração e nos fazem suspirar. Mas não me refiro aos "vários perfis diferentes de mulheres", mas sim, de forma específica, àquelas que no presente são vistas como "comuns", e por vezes até como alguém que não conquistou grandes feitos ou não fez nada de extraordinário na vida.

Falo de mulheres como minha avó paterna, dona Corina, que casou bem jovem e teve uma "escadinha" de sete filhos (duas in memoriam). Ao longo de várias décadas, dedicou-se à casa, aos meninos e ao marido; embora nas “horas vagas” ainda exercesse sua profissão de professora. Que vida comum, e que diferença ela fez na história, contribuindo para a formação do caráter de quatro homens e uma mulher, que no futuro também construiriam suas famílias, num ciclo virtuoso de contribuição para a humanidade (já são 15 netos e 9 bisnetos).

De férias, ontem eu tive a alegria de tomar café da manhã com ela e meu avô, e pude observar como ela se comporta no auge dos seus 81 anos de idade. A mesa arrumada e farta, cada coisa ao seu lugar, tudo planejado com carinho, e executado com o prazer de quem ainda faz questão de conduzir a rotina da casa. Foram alguns minutos de contemplação, que me fizeram ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença, mesmo que não sejam “vistas”. Eram 9 horas da manhã, mas o almoço já estava em andamento, e certamente a quantidade era suficiente para alimentar algumas boquinhas que porventura chegassem de surpresa.

A visão dela já não é das melhores, mas consegue enxergar quando o prato de alguém está vazio, e quando um filho, neto ou bisneto está precisando de um afago. Observando minha avó, lembrei-me de outras tantas mulheres inspiradoras como ela, que organizam, limpam, cuidam, servem, exercem uma profissão, casam, têm filhos e netos. Essas mulheres tão comuns, essas mulheres tão extraordinárias. 

A Bíblia, como sempre, não esquece de ninguém, e aconselha as mulheres idosas a serem sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem, para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. (Tito 2.3-5).

É a Palavra. É a verdade. E eu sou grata a Deus por estar aprendendo com muitas mulheres mais velhas, inspiradoras e extraordinárias.