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Venezuelano vem ao Piauí em busca de emprego

O venezuelano José Vegas, de 43 anos, se refugiou no Brasil há 25 dias e está em busca de oportunidade de emprego e melhores condições de vida para ele e sua família. Ele, que se refugiou no País devido à situação econômica e política que se encontra a Venezuela, já passou pelas cidades de Boa Vista (RO) e Belém (PA); agora ele se encontra em Teresina à procura de uma chance de trabalho. 

José, que veio sozinho e deixou esposa e dois filhos em sua cidade natal, conta que veio se aventurar em terras piauienses em busca de trabalho, independente da função que seja. “Estou querendo emprego de qualquer coisa, pedreiro, serviços gerais, mas ainda não consegui. Teve uma pessoa que passou por aqui e disse que me conseguiria um emprego agora no final do mês, mas ainda não é certo”, conta.

Para se manter, José Vegas tem recebido ajuda de algumas pessoas e pedindo dinheiro no sinal. Com um cartaz escrito “Sou venezoiano preciso ajuda para compra comida para minhas crianças (sic.)”, o estrangeiro conta com a boa vontade e sensibilidade das pessoas que passam pela Avenida Frei Serafim, no cruzamento com a Avenida Pinel, local que sempre costuma ficar.

Sozinho em Teresina, José Vegas está morando em um quarto alugado próximo à Praça Saraiva, no Centro da Capital. Lá, ele recebe ajuda de algumas pessoas, inclusive com alimentação, que está sendo doada. O pouco que o venezuelano consegue arrecadar ele custeia sua moradia em Teresina e o restante envia para sua família, que continua morando na Venezuela.

Sem emprego, ele pretende se aventurar em outro Estado. José Vegas conta que um colega, também venezuelano, está morando em Curitiba (PR) e que pretende ir para lá no final deste mês. “Eu vou embora, porque me falaram de um trabalho em Curitiba. Se o rapaz que me prometeu um emprego aqui até o dia 25 não me conseguir nada, eu vou para lá tentar um emprego”, fala.

“É muito difícil ficar aqui sozinho, mas as pessoas estão me ajudando e se sensibilizando com minha história. Às vezes, as pessoas passam por aqui e me dão comida. Eu tenho uma mãe que está com câncer de mama em estado avançado e preciso voltar para a Venezuela para visitá-la”, explica.