Portal O Dia - Últimas notícias sobre o Piauí, esportes e entretenimento

Venda de celulares sem nota fiscal continua em Praça da Bandeira

Apesar das constantes operações policiais na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina, muitas pessoas continuam vendendo celulares sem nota fiscal no local, o que é proibido pela Lei 8137/1990.

Um jovem que prefere não ser identificado conta, envergonhado, que já comprou um aparelho na Praça. “Eu fui assaltado e estava muito apreensivo, pois preciso muito das redes sociais, trabalho com fotografia, para falar com os clientes, essas coisas. Então, eu comprei. Foi um meio que achei viável e mais barato pra comprar um celular”, relata.


Mesmo após apreensão realizada pela Polícia Civil, a venda de celulares sem nota fiscal continua no Centro de Teresina. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Contudo, ele comenta que, ao comprar o celular, pensou que fosse um aparelho de última geração, mas na verdade era uma réplica. “Foi muito complicado. Gastei dinheiro, o último que eu tinha, com um produto falso. É aquele ditado ‘o barato sai caro’”, lamenta o jovem.

Além da pirataria, parte dos produtos comercializados na Praça é resultado de furtos e assaltos. Segundo o subcomandante do 1° Batalhão, Adão Soares, geralmente nas ocorrências, algumas pessoas reconhecem seus celulares entre as mercadorias apreendidas. “Na última ocorrência, seis pessoas se apresentaram como proprietárias dos celulares. Inclusive, uma delas ligou para o número do celular que havia sido roubado e o mesmo tocou na apreensão”, revela.

Diante destes casos, o oficial da Polícia Militar do Piauí orienta que o cliente sempre exija a nota fiscal do produto no ato da compra. “Não há como proibir o comércio na região, pois são casos [pontuais], há muitas pessoas que trabalham na legalidade naquele local. O que se deve ser feito em relação ao consumidor é que ele sempre peça a nota fiscal em suas compras e procure saber a procedência do produto a ser comprado”, aconselha.

Adão Soares informa ainda que os produtos apreendidos em operações desta natureza são levados para a Central de Flagrantes e, logo depois, são encaminhados para o 1° Distrito Policial, que atende à região. “Após o procedimento, as possíveis punições são averiguadas pelo delegado e assim são tomadas as devidas providências”, esclarece.