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Teresina: Sem bilhetagem eletrônica nos transportes alternativos, alunos são prejudicados

Apesar das aulas nas universidades de Teresina terem retornado, muitos alunos não têm conseguido comparecer às aulas ou acabam tendo que gastar muito para chegarem. O motivo? Além da pequena quantidade de ônibus rodando na cidade, as vans alternativas não aceitam os vales estudantis como pagamento, o que prejudica boa parte dos estudantes que dependem delas, os obrigando a pagar a passagem inteira, que custa R$ 4,00. 


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Desde outubro do ano passado, a bilhetagem eletrônica nos transportes alternativos da capital foi suspensa. Segundo a Prefeitura de Teresina, a suspensão seria temporária e ocorreu devido a supostas irregularidades no uso indevido do pagamento eletrônico. 

Alunos estão sendo obrigados a pagar a passagem inteira no transporte alternativo (Foto: Divulgação / Sintrapi)

Seis meses após a suspensão, o cenário continua o mesmo, complicando a situação de muitos estudantes que tem o direito de pagar apenas R$ 1,35 na passagem. “Como usuário de transporte alternativo, eu estou sofrendo muito para me locomover até a universidade todos os dias”, relata Victor Silva, estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). O discente explica que o fato de ter que pagar 8 reais (passagem de ida e volta) todos os dias está pesando em seu orçamento. 

“Está muito ruim porque eles só estão aceitando a passagem inteira e ainda demoram para passar. Meu primeiro dia de retorno foi muito frustrante. Fiquei de 10h30 até 13h00 da tarde esperando uma Van para o Dirceu. Isso é um absurdo porque estou basicamente sofrendo pra estudar todos os dias”, conta o estudante.

Estudantes tem direito a pagar meia passagem, no valor de R$ 1,35 (Foto: Divulgação / Sintrapi)

Outra estudante da UESPI que também está enfrentando o mesmo problema se chama Débora Amorim. A discente comenta que costumava pegar Van com bastante frequência, mas com a proibição da bilhetagem, a situação está cada vez mais difícil.

“Com essa proibição da bilhetagem eletrônica fica complicado, pois moro bem longe da universidade. Pagar a passagem inteira todos os dias fica fora do meu orçamento. Nesse período, tive que buscar outras alternativas de condução, e essas outras alternativas têm intervalos enormes para passarem. Com isso, acabo chegando atrasada na universidade. Está muito difícil”, disse. 


Contraponto

Sobre o assunto, a equipe de reportagem do O DIA entrou em contato com a  Superintendência de Transporte e Trânsito (Strans) para obter esclarecimentos. Entretanto, até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.