Portal O Dia - Últimas notícias sobre o Piauí, esportes e entretenimento

Racismo: adolescente sofre constrangimento por usar tranças em escola pública

Por estar com o cabelo trançado, adolescente foi impedida de assistir aula na Escola Municipal Parque Itararé. Por meio das redes sociais, Alexandra Silva, mãe da menina, relatou todo o caso sofrido pela filha na última sexta-feira (24). 

“O diretor abordou minha filha na hora do intervalo. Dizendo que o cabelo dela não era adequado para o fardamento da escola. Uma amiga da minha filha me contou que ela já tinha sido abordada outras duas vezes no mesmo dia e teria chorado muito durante toda a situação”, relata. 

Segundo Alexandra, que também é professora da rede municipal de Teresina, não dá para fingir que não existe racismo no Brasil. “Em nenhum momento fomos comunicados sobre o fardamento da escola. Fomos até lá e o que ouvimos foi que nossa filha não iria entrar na instituição com a mecha vermelha. O cabelo da minha filha faz parte da identidade dela”, alega. 

A postagem gerou vários comentários nas redes sociais. O post no Facebook tem mais de 90 compartilhamentos. Em sua maioria, os comentários são de apoio à família e reprovação pela conduta da escola. 

Outro lado

Procurada pelo Portal O Dia, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) informou que está acompanhando o caso ocorrido na Escola Municipal Parque Itararé e destaca que não tolera qualquer tipo de preconceito. A direção da escola mantém um protocolo para o fardamento dos alunos, apoiada pelos pais, e explica que os excessos costumam descaracterizar o ambiente escolar, mas que respeita todo tipo de expressão do indivíduo. Portanto, afirma que nenhum aluno foi proibido de assistir aula ou passou por qualquer situação de constrangimento. A Semec já conversou com os pais e os fatos foram esclarecidos.