Apesar de robustas e altos, dois angicos não resitiram aos fungos, secaram e morreram com o passar do tempo, no Parque Potycabana, uma das principais e primeiras áreas de lazer, em Teresina, localizada na margem do Rio Poti, nas proximidades da Ponte Juscelino Kubitschek e do Teresina shopping. Com os dias contados para serem cortadas, as duas árvores resistiram ao tempo o máximo que puderam. Secas, ainda hoje são referências símbolos dos frequentadores do local, contrários a retirada delas.
Os troncos das duas árvores angico mostram as cicatrizes de anos, antes mesmo do Parque Potycabana ser construído e inaugurado em setembro de 1990 pelo então governador Alberto Silva, idealizador do projeto com o piauiense Gerson Castelo Branco. Por representarem um risco aos frequentadores do parque por conta das constantes quedas de pequenos galhos secos devido a força do vento, estudo de especialistas da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros, foi decretado o corte dos angicos secos.
"Fizemos de tudo para salvar as duas árvores. Após constantar a existência de fungos no tronco das árvores, raspagagem foram realizadas constantemente para salvá-las. Mesmo assim, se fecharam na copa e morreram", relatam o gerente administrativo Juliano Alves e o diretor do Parque Potycabana, José Gomes da Silva Neto, acrescentando que ao ser constatado que alguma árvore do parque esteja com fungos logo é providenciado a raspagem para evitar a morte, que fique seca.
Foto: Jailson Soares/ O DIA
Sobre a retirada das duas árvores secas, a estudante Ayra Victória disse ao O DIA que frequenta o parque constantemente e os angicos, apesar de secos, representam uma bela paisagem na área de lazer, sendo contrária o corte delas. "Acredito que a retirada dos galhos secos era suficiente para evitar algum acidente contra pessoas que circulam pelo local. Com isso, impediria o corte das árvores", argumentou. A mesma opinião é compartilhada pelo agrônomo Jarbas Leite Santana, contrário também a derrubada dos angicos. Para ele, as árvores mesmas secas compõem a paisagem urbanística do Parque Potycabana.
O industrial Carlos Alberto, que frequenta o Parque quase que diariamente, manifestou opinião contrária também aos cortes das duas árvores. Para ele, o fato das árvores estarem secas não quer dizer que vão cair. "Observo que cai pequenos galhos quando venta forte, mas isso seria resolvido se houvesse um corte dessas galhas que estão se soltando dos demais e caindo. Cortar essas árvores, acredito que deixará um vazio no parque, já que os dois angicos são bastante admirados e fotografados pelos visitantes da Potycabana", observou.
Thiago Costa, um dos arrendatários de quiosques da Potycabana, local onde se encontra um dos angicos secos, não é a favor do corte da árvore. "Esse angico, apesar de seco, representa muito para a paisagem urbanística dessa área de lazer, bastante admirada, fotografada pelas pessoas de todas as idades que circulam pela área dos quiosques. Cortá-la é deixar um vazio no local.
Foto: Jailson Soares/O DIA
Para evitar as constantes quedas de galhas secas, bastava uma retirada delas, fazer a manutenção da árvore", defende. Para os administradores do Parque Potycabana, Juliano e Neto, a revitalização arbórea da área tem sido uma preocupação constante, já que isso resulta em mais conforto e embelezamento para o espaço, considerado um dos principais pontos de lazer de Teresina. No caso dos angicos, segundo eles, tudo que estava ao alcance para salvá-las, foi feito. "Infelizmente, desde 2017 que começaram a secar e resultou na morte completa das duas árvores", ressaltaram, informando que a direção está sempre aberta à ouvir as opiniões dos frequentadores da área de lazer, inclusive vai acatar e sugerir ao órgão ambiental e ao próprio Corpo de Bombeiros, que esteve fazendo laudos sobre os riscos das árvores cair, se é possível tirar apenas as galhas secas como sugerem usuários do parque.