A caxumba é uma doença
infecciosa viral que também
é chamada parotidite
infecciosa, ou popularmente
conhecida como “papeira”.
Adquirida por via respiratória,
tem se espalhado entre a
população de Teresina desde
outubro de 2015.
Segundo Amparo Salmito,
gerente de Epidemiologia
da Fundação Municipal
de Saúde (FMS), a caxumba
pode ser transmitida por
um abraço, cumprimento de
mão, beijo, fala ou até mesmo
um espirro. “Ocorre uma
inflamação das parótidas, um
inchaço se forma na lateral
do rosto próximo ao pavilhão
auricular, perto do ouvido.
O local fica inflamado
e dolorido. Pode se limitar a
apenas um lado, como pode
atingir os dois lados, e as vezes
também pode alcançar o
pescoço, inflamando-o”, fala
a gerente.
Os sintomas mais característicos
são inchaço e dor
nas laterais do pescoço,
logo abaixo do maxilar. Isso
porque o vírus da caxumba
provoca inflamação nas glândulas
responsáveis pela produção
de saliva, que ficam
na região. Essas glândulas
são as parótidas, as submandibulares
e as sublinguais.
As complicações são raras,
mas podem se manifestar de
modo diferente no homem e
na mulher, segundo Amparo.
“No homem, os testículos
podem ficar inflamados e na
mulher ocorre uma inflamação
no ovário e futuramente
a esterilidade como consequência”,
esclarece.
Surto
A gerente de Epidemiologia
afirma que este surto da
doença está acontecendo em
boa parte do Brasil e que ele
decorre da não aderência da
população as doses da vacina.
Chamada de Vacina Tríplice
Viral (VTV), porque ela não
só protege contra a caxumba,
mas também contra rubéola e
o sarampo.
É recomendado levar o cartão
de vacina para saber se a
pessoa já tomou ou não as três
doses, caso isso já tenha acontecido é aconselhável que se
tome um reforço da mesma.
Não há um antiviral capaz de
combater o vírus ainda, por
isso a vacina é único remédio
que prevenirá contra a doença.
Aconselha-se, para aliviar
os sintomas de dor e mal estar,
fazer repouso para que o
próprio organismo combata
o vírus.
Os casos mais evidentes de
caxumba estão acontecendo
entre os adultos. Ela dura um
período de 10 à 15 dias. Se
evoluir, a doença pode ocasionar
uma pancreatite, uma
inflamação no pâncreas sujeitando
o indivíduo a dores
intensas, mal estar e vômitos
constantes, e também pode
atacar o sistema nervoso central,
levando a pessoa a ter
uma forma de meningite. Esta,
pode ser causada por uma infecção
viral, mas também pode
ser bacteriana ou fúngica. A internação
do paciente depende
da gravidade dos sintomas que
ele apresenta.
A assessoria da Fundação
Municipal de Saúde informou
que cinco mil pessoas já foram
vacinadas contra as doenças
desde outubro. Quando um
local registra o contágio ou
informa que houve algum
caso da doença, a FMS vai até
o local fazer a vacinação para
evitar que a doença se espalhe.
Segundo a assessoria,
após a vacinação, uma pessoa
leva de 13 a 15 dias para ficar
imune.