Ainda sentindo os impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que comprometeu parte da arrecadação estadual, a Secretaria da Fazenda do Piauí (Sefaz-PI) também estima a permanência da queda de receitas para o próximo ano, exigindo um maior controle das despesas.
“Haverá uma queda em relação ao orçamento do ano passado, o que vai requerer, obviamente, a manutenção de uma política mais austera no que diz respeito a despesas correntes, para exatamente não faltar recursos destinados a outros investimentos”, garante Rafael Fonteles, gestor do órgão.
Rafael Fonteles (Foto: Reprodução/Sefaz-PI)
Despesas correntes dizem respeito justamente aos gastos com as atividades dos órgãos da administração pública, como gasto com pessoal, juros da dívida, aquisição de bens de consumo, serviços de terceiros, manutenção de equipamentos e despesas com água, energia, e internet, por exemplo.
Por conta disso, o Orçamento Geral do Estado (OGE) para o próximo ano é 6% menor que o de 2020, embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ainda esteja sendo discutida pelos deputados na Assembléia Legislativa do Piauí (Alepi) e por autoridades de outros poderes, que terão menos recursos em 2021.
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Fonteles explica que esse ajuste foi necessário por não haver previsão de novas transferências federais para o próximo exercício, como ocorreu neste ano ano por conta da pandemia. “Por isso há uma queda em relação ao orçamento do ano passado”, pontua o secretário.
Apesar disso, o gestor garante a prestação de serviços públicos e descarta atrasos na folha de pagamento, que deve passar por mudanças. “Há tempos estudamos uma maneira de trazer esse pagamento para o dia 30 de cada mês. Estamos fazendo contas para garantir uma tabela mais curta a partir do ano que vem”, concluiu.