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'Não concordamos com impeachment sem provas', diz Carlos Lupi

Com uma carreira política construída ao lado do líder maior do PDT, Leonel Brizola, o ex-ministro do Trabalho e Emprego Carlos Roberto Lupi, (foto ao lado) se destacou com resultados importantes na geração de empregos formais no país, enquanto ocupou o cargo por quase cinco anos, entre março de 2007 e dezembro de 2011.

No final daquele ano, Lupi pediu demissão após ser alvo de uma série de denúncias, dentre as quais a de ter viajado para cidades do Maranhão, em 2009, numa aeronave que pertencia ao dono de uma ONG suspeita de fraudar contratos justamente com o MTE.

Hoje, quase quatro anos após sua queda, o ex-ministro afirma que nada foi provado contra ele até agora. Em entrevista ao jornal ODIA, o ex-ministro reafirmou seu apoio à presidente Dilma Rousseff (PT) e disse que, nas atuais circunstâncias, o processo de Impeachment é ilegal, tendo em vista que até agora nenhuma acusação foi comprovada contra a presidente. Lupi ressalta que, apesar de os deputados do PDT terem declarado independência em relação ao Governo Federal, a sigla deve continuar acompanhando as orientações do Palácio do Planalto nas votações de matérias polêmicas.

Com a única ressalva, segundo ele, de não votar favoravelmente a medidas que retirem direitos trabalhistas. Sobre as eleições de 2018, Carlos Lupi afirma que a meta do PDT é ter candidatura própria à Presidência da República. Para isso, a sigla vai buscar se fortalecer no pleito do próximo ano, lançando o máximo de candidaturas possível, inclusive em capitais.


Confira a entrevista na íntegra na edição deste domingo (18) do Jornal O Dia

Foto: Assis Fernandes/O Dia