Á Polícia Civil do Piauí e a Polícia Civil de Minas Gerais efetuaram nesta quarta-feira (11) a prisão de Geraldo Eustáquio Machado, ex-prefeito de Sebastião Barros (PI), acusado de estupro de vulnerável.
Geraldo Eustáquio Machado, prefeito de Sebastião Barros (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)
Geraldo foi localizado na cidade de Unaí (MG), distante 601 km de Belo Horizonte. Os policiais civis deram cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça do Piauí há um ano.
O ex-prefeito foi condenado a oito anos de prisão em regime semi-aberto, sentença expedida pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí, no dia 8 de maio de 2015.
A acusação contra o prefeito piauiense por estupro de vulnerável ganhou repercussão nacional em 2009, e ele chegou a ser convocado pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, no Senado Federal, onde foi submetido a uma acareação com os pais e mães das vítimas, no dia 30 de setembro daquele ano, ocasião em que negou as acusações.
Eustáquio já havia comparecido à CPI da Pedofilia em 5 de agosto de 2009, para responder a questionamentos feitos pelos senadores membros da comissão. O prefeito, contudo, conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) uma liminar que lhe garantiu o direito de permanecer calado. Na audiência, o acusado respondeu a boa parte das perguntas feitas pelos parlamentares com a frase: "Sou inocente e não tenho nada a declarar".
Geraldo Eustáquio foi acusado de ter abusado sexualmente de duas meninas, que tinham 8 e 10 anos à época, e eram filhas de políticos da região.
Uma das meninas fazia tratamento contra leucemia quando foi molestada. O crime teria ocorrido durante uma viagem que a criança fez na companhia do prefeito. No veículo também estavam a mãe da menina e a esposa do acusado. Em determinado momento da viagem, Geraldo Eustáquio teria pedido para a mãe da garota assumir a direção e foi para o banco de trás, onde estava a criança, momento em que teria praticado o ato libidinoso.
Para investigar o caso ocorrido no Piauí, a CPI da Pedofilia precisou ser prorrogada por 180 dias.