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Vacina contra covid: HU pede reformulação de grupos prioritários da primeira fase

O superintendente do Hospital Universitário, o médico Paulo Márcio, apresentou uma proposta à Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e à Fundação Municipal de Saúde (FMS) para que sejam mudados os critérios de prioridade da primeira etapa de vacinação contra a covid-19 no Piauí


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Segundo ele, é necessário que todos os profissionais da saúde sejam vacinados nesse momento, até mesmo aqueles que não estão na frente de combate contra a doença. Dessa forma, é garantido que o sistema de saúde continue atendendo todos os pacientes, não apenas aqueles que necessitam de tratamento de covid-19. “No momento em que as vacinas estão em pequena quantidade, os países estão priorizando os hospitais. Num segundo momento, os idosos”, afirmou.

Foto: Jailson Soares/O Dia

Para o superintendente do HU, vacinar os profissionais de saúde é proteger a população, já que a vacina irá garantir que esses profissionais não sejam afastados, caso fossem contaminados com o vírus. “Estamos num período de guerra e ofertar essa vacina para os profissionais de saúde é, no fundo, ofertar a vacina para todos os piauienses”, destacou Paulo Márcio.

Além disso, a proposta defende ainda que a vacinação seja iniciada pelo quadro de funcionários de hospitais referência no enfrentamento à covid-19 na Capital, como o Hospital de Urgências de Teresina (HUT), Hospital Getúlio Vargas (HGV), Hospital Infantil Natan Portela, Hospital Universitário (HU) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que recebem exclusivamente pacientes com diagnóstico positivo para a covid-19.

“Teresina representa 90% da Saúde do Estado do Piauí. Todo o Estado drena paciente com covid para cá, mas também drena para hospitais regionais, como Floriano, Oeiras, Picos, São Raimundo Nonato. Esses hospitais que fazem o enfrentamento precisam ser vacinados, porque possuem bons profissionais, profissionais treinados e preparados para salvar a vida de quem chegar com Covid”, disse o superintendente do HU, acrescentando que apenas 150 doses foram enviadas para o hospital, que possui dois mil funcionários.

A proposta também foi defendida pelo Sindicato dos Enfermeiros e Técnicos em Enfermagem do Piauí. Segundo o presidente do sindicato, Eric Ricelli, os profissionais de saúde devem ser o grupo prioritário dentre a população prioritária. “Não importa se estamos ou não em um momento de pandemia. Todo mundo precisa continuar seus tratamentos para outras doenças e não adianta parte da população estar imunizada, se quem faz o atendimento dessas pessoas não está vacinado”, declarou.