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Servidores do MPE fazem alerta sobre mudança de lei de concursados

Uma proposta da mudança de Lei 6.637, de Julho de 2012, causou protesto por parte dos servidores do Ministério Público Estadual, na manhã desta quarta-feira (16). A alteração do projeto quer extinguir uma reserva que existe de 50% dos cargos dos servidores concursados para 10%.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Ministério Público, esse projeto publicado pela Assembleia Legislativa aumenta para 90% a atuação de pessoas sem vínculo no órgão. “Isso causa um desprestígio em relação aos servidores que passam em concurso público. A publicação desse projeto não foi acordada com o sindicato da categoria e, diante disso, reunimos os servidores para analisar as medidas”, disse o assessor jurídico do sindicato, Téssio Rauff.

O Sindicato pontua como prejuízo para o Ministério o esvaziamento dos concursos públicos e a ofensa ao princípio constitucional do concurso público. “Foi manifestado um grande apoio da categoria e o que fazemos aqui hoje é apenas um alerta, mas isso pode se agravar e gerar uma manifestação maior e até um indicativo de greve”, disse o assessor.

A maioria dos servidores se aglomerou na porta do órgão para conversar a respeito do projeto que, segundo eles, prejudica a atuação do Ministério no estado. “Hoje nós viemos conversar com a categoria devido a surpresa que foi essa publicação. Já estamos decidindo recorrer ao governo e também a assembleia para se reunir em assembleia e, se for necessário, vamos recorrer juridicamente para evitar que esse projeto seja aprovado”, disse Rauff. 

A justificativa do Procurador Geral da Justiça, Cleandro Moura, é de que se poderia ter mais pessoas trabalhando sem alterar a folha de pagamento e, assim sendo, não seria limitada pelo limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Contudo, o SINDSEMP afirma que é um retrocesso, pois descumpre o princípio do concurso público estabelecido na Constituição, e vai na contramão do que se busca atualmente. 
Além disso, a folha de pagamento sofreria impacto, já que os comissionados sem vínculo com o Ministério Público recebem 10% a mais que os efetivos no vencimento dos cargos e ainda receberiam R$ 1.100 cada um de auxílio alimentação.