O procurador regional do Ministério Público Federal (MPF), Kelston Lages, enviou ofícios requisitando informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS) sobre a situação do agravamento da pandemia do novo coronavírus no estado e no município de Teresina.
Kelston quer saber quantos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para o tratamento da Covid-19 o sistema de saúde público e privado possui, bem como solicitou informações sobre as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde, governo do Piauí e Prefeitura de Teresina para evitar a disseminação da doença.
Procurador regional do MPF, Kelston Lages (Foto: Elias Fontinele / O Dia)
O procurador justificou que a imprensa divulgou amplamente notícias de que o estado estaria passando por uma segunda onda da pandemia com consequência no aumento de casos e da taxa de ocupação dos leitos de UTI, que estariam próximo de sua capacidade máxima.
“Queremos saber dos gestores do estado e município quais as providências estão sendo adotadas tendo em vista que a insuficiência de leitos certamente será um fator determinante que comprometerá o tratamento e a salvaguarda da vida das pessoas acometidas pelo novo coronavírus, tanto na capital Teresina como nos demais municípios do estado do Piauí”, disse Kelston Lages.
Vacinas
O procurador emitiu uma recomendação na última segunda-feira (25) ao governador Wellington Dias (PT) para que as vacinas destinadas ao Piauí não fossem enviadas ao estado do Amazonas , como defendeu o chefe do executivo estadual em reunião no Fórum dos Governadores.
Leitos
O Ministério Público do Piauí (MPPI) afirmou que o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UH-UFPI) negou leitos para piauienses durante a permanência de pacientes de Manaus que se tratavam da Covid-19 no Piauí devido à falta de oxigênio e o colapso da saúde no Amazonas.