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Piauí está entre os cinco melhores centros de capoeira do Brasil

“A gente transforma a�sociedade por meio dessa ferramenta,�e ela é poderosíssima.�A capoeira não é uma�coisa só, ela é uma arte que�engloba várias artes”. Há�mais de duas décadas praticando�capoeira, Sérgio Luis�dos Santos Lima, ou mestre�Brucutu, leva os ensinamentos�dessa expressão�cultural a milhares de pessoas�em diversos lugares�do Mundo. O Piauí recebeu�esse experiente capoeirista�vindo de Brasília (DF), que�busca em suas andanças,�disseminar e estimular a�prática dessa arte.

Segundo o mestre, o�Piauí está entre os cinco�maiores centros de capoeira�do Brasil. Ele ressalta que�o Estado apresenta qualidade�superior a muitas�federações. “Muita gente�tem interesse e ela está bem�difundida, e melhor, a qualidade�é impressionante, e�eu sempre soube disso. A�gente acha que a Bahia é o�lugar de melhor qualidade�e a maior técnica o Rio de�janeiro, mas aqui é famoso�por agregar um pouco dos�dois, tanto luta quanto técnica”,�contou Brucutu.

Fotos: Elias Fontenele

Uma das cidades�piauienses que recebeu a�visita do mestre foi Luzilândia�(a 240km de Teresina).�Segundo o capoeirista,�muitas pessoas compareceram�à aula realizada no�último dia 30 de abril. Brucutu�explicou que o esporte�tem sido bastante difundido�e ganhado força no município�ao longo dos anos.�“Estou impressionado�com Luzilândia, que é um�lugar ermo, mas há muita�qualidade. A capoeira trazida�pelo mestre Mucuim�[Antônio Filho], que faz�capoeira em Luzilândia�há 14 anos, coloca capoeiristas�de Luzilândia a nível�nacional”, relatou.

Brucutu vê nos jovens�da cidade um grande�potencia para a capoeira.�Ele salientou que os novos�capoeiristas devem buscar�outros objetivos e destino.�“Eu sempre digo para eles,�que se eles querem ir para�outro lugar, para irem para�fora [do país], pois eles têm�um nível mundial e precisam�acreditar neles”,�reforçou o mestre.

Mestre Brucutu (esquerda) ao lado do Mestre Touro em roda de capoeira na capital (Fotos: Elias Fontenele / O DIA)

O capoeirista contou ter�visto muitos talentos na�cidade de Luzilândia e enfatizou�que esses jovens precisam�lançar-se em outros�países, vez que no Brasil�ainda não há incentivo e�investimento na capoeira.�“Eu vi uns 10 capoeirista�muito bons e eu sempre�digo que, com a qualidade�que eles têm, eles vão para�fora e serão reconhecido,�coisa que aqui a gente não�é”, pontuou Brucutu.

Para que o brasiliense�viesse à Teresina, os mestres�de outras cidades�piauienses mobilizaram-se�e compraram a passagem do�capoeirista e ofereceram-lhe�hospedagem. Isso porque�não há investimentos por�parte do poder público que�incentive a vinda de esportistas�de outros estados.

Desde a última quarta-feira�(30/04), quando às�aulas tiveram início em�Luzilândia, mestre Brucutu�visitou as cidades�de Barras, Porto e Teresina,�onde se apresentou�nos grupos de capoeira�e abriu espaço para perguntas,�matando assim�um pouco da curiosidade�dos jovens dos municípios.�Apenas nos três primeiros�dias, o capoeirista ministrou�aula para quase mil�alunos.�

“É bom poder brincar com�o pessoal, divulgar o que eu�penso. Teresina é um centro�de capoeira conhecidíssimo,�mas por ser humilde e longe�do centro, não tem lugar.�As pessoas comentavam,�nos anos 1980, que Brasília�era a parte da luta e o Rio�de Janeiro a parte técnica,�mas o batalhão da capoeira�está em Teresina”, frisou o mestre Brucutu sobre sua�visita ao Estado.

As aulas, que duram em�média uma hora e meia,�muitas vezes terminam se�estendendo dependendo�da empolgação da turma.�“Fazemos uns 50 minutos�e aula, 15 de alongamento�e 50 de treino, mas a�roda vai enquanto houver�energia. Mas como estou�vindo de fora, oportunidade�única e o pessoal está�excitado, então eu deixa�até a energia acabar, então�eu abro para perguntas”,�contou mestre Brucutu,�acrescentando que, “antigamente,�quando se vinha�dar curso em Teresina,�tinha que ser em lugar�aberto, porque era uma�cabeçada de gente, e gente�humilde”.

Leia a íntegra da reportagem na edição deste domingo (4) do jornal O DIA.